Predestinação Fatalista: aquela que ensina que Deus salva a quem Ele quer dando a fé confiança como dom. Além disso ser uma afronta contra o caráter de Deus, há quem ensine e defenda essa coisa com unhas e dentes. Estes, se forem remidos, hão de pagar caro diante do tribunal de Cristo. E ali, o que é palha, feno e madeira jamais se passará por pedras preciosas, pois enfrentarão o fogo da justiça do Senhor. Todavia, se remidos não forem, cabeças hão de rolar diante do Trono Branco. Todavia, falo aqui como se remidos fossem. Para defender a teoria da predestinação fatalista costumam citar textos como Atos 13:48; Romanos 8:29,30; Efésios 1:3-5; 2:1,8,9 dentre outros. Todos os textos que se analisados os contextos imediatos dizem tudo, menos aquilo que pretendem os defensores da “teoria”. É o que acontece com Atos 26:29:

“E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias”.

E dizem eles, os pregadores da teoria da predestinação fatalista: “Não era da vontade de Deus que os que ouviam a Paulo se convertessem e fossem salvos”.
Como era que Paulo sabia que Deus, o Eterno, não queria que o rei Agripa e todos quantos estavam ali ouvindo (Atos 26:29) se tornassem tal qual Paulo era, exceto as suas cadeias? Se o apóstolo tivesse se referido somente ao rei Agripa a respeito da provisão de Deus poderia ser que brilhasse uma luz no fim do túnel já que ele, rei Agripa, não confiou no que Paulo disse a respeito do evangelho da Graça do Senhor Jesus (Atos 26:22,23,28). Mas, Paulo disse: “... não só tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo...”. Se Paulo se referia a uma predestinação fatalista, como ele sabia que Deus não havia predestinado o rei Agripa e o grupo que ouvia sua pregação? Nesta hipótese absurda, é possível saber quem é predestinado ou não? Mas que confusão é esta?! Isto não combina com o caráter de Deus! Quisesse Deus arrastar o rei Agripa para debaixo de Sua graça e todos aqueles que ouviam a pregação de Paulo. Mas Deus não pode. Deus não pode, não porque Ele padeça de alguma coisa. Deus é infinito. E por ser infinito, não necessita de alguma coisa como se Lhe faltasse algo. Deus não pode determinar o destino de alguém porque Ele nem entra nem pode entrar em contradição consigo mesmo justamente por ser o Ser infinito. Isto porque Ele, Deus, não criou marionetes. Nem criou máquinas. Tão pouco Deus se apropria de sua soberania para atropelar as leis que Ele estabeleceu. E uma dessas leis, perfeita claro, é que Ele dotou o homem com o poder de decidir. E não é por isso que o homem é, também, a imagem e semelhança de Deus? Ou o homem teria perdido esse atributo depois de sua queda? Afirmar isso só pode ser brincadeira!

É por isso que a tarefa do Santo Espírito é convencer, João 16:8. Qual a necessidade de convencer quem já está determinado? E é por esse motivo também que o Senhor Jesus, depois da cruz, diz: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:15,16). Por que o Senhor iria estender uma bênção para todos se esta bênção estaria reservada a poucos? Por isso que essa coisa, a predestinação fatalista, não combina com o caráter de Deus: por ser Ele INFINITO. E mais: “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” (1 Timóteo: 2:3 e 4) etc, etc, etc.Justificar
Como se vê, Paulo não estava defendendo a tese de que Deus salva a quem Ele quer e se, alguém se foi para as trevas, é porque Deus não lhe deu a fé para crer. Esse argumento é, no mínimo, esquisito. Longe de Paulo isto.

Que era da vontade de Deus que todos quantos ouviam o apóstolo Paulo fossem salvos, ah, isso era, (1 Timóteo 2:3 e 4). Mas Deus não podia prover aquilo porque Ele já proveu na cruz através de Seu Filho. Arrastar o rei Agripa e os demais para a salvação (Atos 26:29), estava e está fora dos conceitos de Deus. Isto dependia do rei Agripa em confiar ou não confiar no evangelho da Graça pregado pelo apóstolo Paulo. E ele, rei Agripa, não confiou. E muitos não confiaram e não confiam. Preferem as suas crendices. Preferem a sua religião.
Aos remidos, graça e paz.


“E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.” Atos 13:48.

Este texto das Sagradas Escrituras parece simples. Bem, seria simples e obvio se grupos religiosos não se agarrassem a ele, como náufragos se agarram aos pedaços do barco para não afundar. Agarram-se a este texto para provarem tudo, menos a verdade. Claro que ninguém é dono da verdade, embora tenha grupo de pessoas que afirmam tal coisa, mas a verdade é evidente, é objetiva, está ali. A mentira não é coisa perigosa porque muitas vezes olhamos para ela e logo a identificamos: “isto é mentira”. Mas, quando a mentira vem travestida de verdade, com cara de verdade, é perigosíssima, e leva muita gente consigo.

Para defender lá o seu movimento religioso, jamais a verdade, os pregadores da Predestinação Fatalista afirmam que quando Paulo e Barnabé pregaram o evangelho muitos ouviram a palavra de Deus, mas somente creram aqueles que estavam predestinados para crer, segundo Atos 13 : 45 a 48. Mas o que é isto?! No muito, palha braba! No máximo, areia fofa! Esse argumentuzinho não resiste a menor análise. Primeiro porque no versículo 46 do capítulo 13 de Atos diz que os judeus não foram salvos porque REJEITARAM, e não porque não foram “DETERMINADOS” para isto. Ora, o homem não alcança a vida eterna porque não foi eleito para isto ou porque rejeita o evangelho da graça do Senhor Jesus conforme fizeram os judeus de Atos 13:46? Qualquer principiante nas Sagradas Escrituras, que busca a verdade e não verdades do seu grupo religioso, sabe que antes da cruz não havia garça salvadora estendida a todos os homens, Mateus 15: 22 – 26 etc. Mas como o Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do MUNDO, João 1:29, e não de poucos, o sacrifício do Senhor na cruz, por ser perfeito, teria que atingir também os gentios. E é isto que está escrito em Atos 13:48.
Justificar
“E os gentios, ouvindo isto, se alegraram-se”. Quem se alegrou ao ouvir a pregação de Paulo e Barnabé? Todos os gentios! “E glorificavam a palavra do Senhor”. Quem glorificava a palavra do Senhor enquanto ouviam Paulo e Barnabé falar? Os gentios! Quantos creram? Todos os gentios que ouviram da parte de Paulo e Barnabé o evangelho da Graça. Não está dito que José ou João que estava ali presente creram porque estava determinado a isto. Não se trata de duas ou três pessoas ali em particular. Não! Tratava-se e trata dos gentios enquanto raça! A eles também foi estendida a promessa da vida eterna. E isto só foi possível com a morte do cordeiro de Deus. Vida perfeita no lugar de vidas imperfeitas. Aos remidos, graça e paz!


Os pregadores dessa ‘coisa’ costumam fugir diante de determinadas dificuldades. Eis algumas delas:



1 – Por que nenhuma vez é feita qualquer referência a qualquer tipo de

predestinação fatalista nas Escrituras de antes da cruz?

Na questão de Israel como nação, e dos israelitas como pessoas, não

existe o escopo eterno. Nenhuma vez foi dito ou está escrito ter Deus

predestinado um só judeu para a salvação eterna.

Deus preparou um povo através do ventre de uma mulher estéril. Mas

preparou um povo. E o preparou para interagir com os outros povos no

aspecto físico-material.



2 - Não existe um só caso de predestinação de pessoa alguma de nação

alguma, antes da cruz. Mas não houve ninguém salvo? Não houve

ninguém que tenha alcançado do Altíssimo, o altíssimo privilégio de ser

escolhido para a glória eterna?

E por que só no Novo Testamento apareceria a figura do predestinado?

A predestinação fatalista é uma afronta ao justo e perfeito caráter do

Eterno, sendo, portanto, inexistente.



3 – E o caso das crianças?

A Confissão de Fé Batista de 1689, em seu artigo 10º, item 3º, afirma o

seguinte: “As crianças que morrem na infância, se eleitas, são regeneradas

e salvas por Cristo, através do Espírito, que obra quando, onde e como Lhe

agrada.”

Depreende-se disso que, as crianças que morrem não tendo sido eleitas,

estariam destinadas às trevas.

Essa coisa macabra, digna do pior dos demônios, não caberia no Pai das

Luzes.

Outros que tais, mas do mesmo time, não chegam a tanto. Dizem que se

alguém morreu ainda criança, morreu por ter sido predestinado. Caso

contrário, não morreria ainda criança, pois teria que alcançar a idade da

responsabilidade, para, pecando, justificar sua própria perdição.

Nesse caso, ocorreria algo esquisito (mesmo que nada seja esquisito dentro

da esquisitice que a ‘coisa’ já encerra). É que, em países como Biafra,

Somália, Etiópia, e outros, para cada grupo de 1000 crianças que nascem,

cerca de 300 morrem antes de completar o primeiro ano de vida. Enquanto

que em países do primeiro mundo (Suíça, Suécia, Dinamarca e outros), a

taxa de mortalidade infantil fica próxima de zero.

Dar-se-ia o caso de ter predestinado Deus mais africanos que europeus,

para a salvação?


4 – Alguns defensores da doutrina predesticionista (fatalista) no afã de

respaldarem a ‘coisa’, trocaram os pés pelas mãos e usaram textos

escatológicos como se soteriológicos fossem.

Ora, é primário que não se contextualiza a doutrina da salvação eterna

(matéria soteriológica) com citações profético-escatológicas. Quem assim

o faz cria e alimenta sofismas e incoerências, incompatíveis com o uso

correto das regras hermenêuticas.

Mas foi exatamente isso o que fizeram figuras eminentes do

predesticionismo, como Charles H. Spurgeon e Samuel Falcão.

Spurgeon, no livro ELEIÇÃO, à página 10, escreveu o seguinte: “Jesus

Cristo declarou: Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém

se salvaria; mas, por causa dos eleitos que Ele escolheu, abreviou tais

dias.. Porque se levantarão falsos cristos , e falsos profetas, e farão sinais

e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos... E Ele enviará

os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da

terra até à extremidade do céu”, Marcos 13:20,22 e 27.

Por sua vez, o Rev. Samuel Falcão em sua obra Predestinação, pág. 108,

escreveu: “Leiamos mais para ver a proeminência desta doutrina nas

Escrituras. “Não tivessem aqueles dias sido abreviados e ninguém seria

salvo; mas por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados”, Mateus

24:22;

“... para enganar, se possível os próprios eleitos”, Mateus 24:24.

Tanto Spurgeon quanto o Rev. Falcão, de forma absurda e incompetente,

usaram escrituras escatológicas na doutrina da salvação, comprometendo o

caráter do Altíssimo em defesa de algo insustentável e asqueroso.

Spurgeon, um dos maiores defensores e pregadores da inexistente

predestinação fatalista, demonstrando não dominar alguns enunciados

bíblicos, valeu-se de uma profecia na qual o Senhor Jesus revelou o que

haverá de acontecer com os judeus na grande tribulação, nos últimos três

anos e meio da última semana de Daniel 9:24 a 27. Sendo os judeus os

escolhidos como a nação da qual nasceria o Messias, atribuiu Spurgeon tal

escolha a uma predestinação com conotação eterna. Um absurdo digno dos

piores exegetas, faltos de iluminação e do temor a Deus.

Pessoas sérias e comprometidas com a vontade do Senhor não agem dessa

forma.

Já o Rev. Samuel Falcão, além de usar do mesmo expediente de Spurgeon,

admitiu a tradução do termo ‘sarx’, carne, como ‘ninguém’ (“ninguém

seria salvo”). Isso transformou o texto em um sofisma, porquanto não foi

isso que o Senhor afirmou. Jesus não afirmou que “ninguém seria salvo”,

mas que “nenhuma carne se salvaria”. Isto é, que nenhum dos judeus

permaneceria vivo para entrar no reino milenar. Daí precisarem eles fugir

da Judéia (não do Brasil nem do Japão) para os montes.

Isso acontecerá quando a abominação da desolação for colocada no lugar

santo do templo, em Jerusalém. Templo que será construído dentro de

pouco tempo.

O texto é todo de conotação escatológica, e não trata, em momento algum,

repetimos, da salvação eterna.

Outrossim, para significar “ninguém”, na expressão “ninguém seria

salvo”, teria sido usado o termo “oudeis”, com as variações “oudenia” e

“oudén”, como pronomes. Jamais “sarx”.



5 – O Rev. Samuel Falcão, ninguém sabe porque, talvez no desespero de

concluir sua tese, usou, a mais não poder, textos do Velho Testamento

como uma criança que tentasse esvaziar o oceano com um balde.

Escreveu ele, no livro Predestinação, pág. 107: “Há muitas passagens em

que Israel é chamado povo escolhido. Basta citar algumas. “O Senhor teu

Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os

povos que há sobre a terra (Deut. 7:6 e 14:2). “Feliz é a nação cujo Deus é

o Senhor, e o povo que Ele escolheu para sua herança.” (Sal. 33:12). “Mas

tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu

amigo, tu a quem tomei das extremidades da terra... e a quem disse: Tu és

meu servo, Eu te escolhi e não te rejeitei.” (Isaías 41:8 e 9).

E depois de fazer desfilar muitos outros textos do Velho Testamento, onde

só cuidou Deus de Israel, escreveu o Rev. Falcão: “Estas passagens

mostram a proeminência da doutrina da eleição na Bíblia”.

Em nenhum dos textos citados pelo rev. Falcão pode ser encontrada a idéia

abjeta e asquerosa de uma predestinação fatalista com conotação eterna.

Quando afirma o Senhor Deus ter escolhido e elegido Israel como seu

povo, não afirma ter escolhido Israel em meio a outras nações, porquanto

Israel nem sequer existia como povo ou como nação.

Israel é resultado da promessa feita a Abrão de que seria ele pai de

numerosa nação, sendo entretanto estéril Sarai, sua mulher.

Deus, pois, levantou um povo a partir do ventre estéril de Sara, estando já

ela além dos noventa anos, e tendo-lhe cessado a ovulação, conforme

Gênesis 15:1-6; 16:1; 17:17; 18:11; 21:1-3.

Israel, como nação, veio à existência a partir de uma promessa do Senhor

Deus a Abrão, depois Abraão, pai da raça.

Israel foi eleito povo de Deus, para fazer mediação entre o Senhor e as

outras nações, para interagir em questões físico-materiais. Jamais houve

eleição, em termos eternos, para a nação israelita.

Ninguém (particularmente) de Israel recebeu do Senhor nenhuma palavra

sobre uma bem-aventurança eterna, como sugerem os predesticionistas, a

exemplo do ‘infeliz’ Rev. Samuel Falcão.


6 – Abraão, até a morte do Senhor Jesus, foi retido no hades com todos os seus

descendentes, aqueles que morreram debaixo da promessa.

O Senhor contou, em Lucas 16:19 a 31, o que acontecia com Abraão.

Religiosos existem que, contrariando os fatos, afirmam ter estado Abraão

no Paraíso, ficando este entre as duas partes do hades, ou ao lado dele. O

seio de Abraão significava a comunhão com ele que todos quantos haviam

morrido debaixo da promessa, desfrutavam.

Mas Abraão estava no hades. Em uma parte superior dele, mas no hades.

foi possível o diálogo entre ele, Abraão, e o rico, sendo o rico um de seus

descendentes. Isso anula a idéia de ter sido Israel escolhido ou

predestinado em relação à eternidade. O rico era judeu.


“E, agora, por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor.” Atos 22:16. Se Deus tivesse arrastado Saulo a força para salvá-lo, como ele teria poder para deter-se? Como? Por que te deténs? Essa foi a pergunta de Ananias ao fariseu Saulo de Tarso. E Saulo decidiu invocar o nome do Senhor para que os seus pecados fossem perdoados. Isto não significa que Saulo tenha feito alguma coisa para se salvar, e nem poderia. Ele apenas confiou no que já estava feito. Apelou para Aquele que pode, o Senhor Jesus. Sendo judeu de judeu, criado aos pés do extraordinário rabino Gamaliel, e instruído conforme a lei dos seus pais, os judeus, e ainda sendo zeloso por Deus (Atos 22:3), teve que reconhecer não ter força moral para enfrentar a justiça de Deus. E apelou de forma sincera e consciente para o homem perfeito, o Senhor Jesus. Tentar provar que Deus salva pelo que o homem tem feito está tão distante dos planos do Senhor quanto está distante da Terra a estrela Antares, a 600 anos-luz, localizada na Constelação de Escorpião. E se alguém pudesse fazer alguma coisa neste mister, qual a necessidade de o Senhor ter morrido na cruz? Tentar, muitos tentaram e ainda tentam. Mas todos ficaram e ficam só na teoria. A justiça de Deus exige nada mais nada menos que o pecador se enquadre perfeitamente dentro de Sua vontade, vontade esta alicerçada no Pentateuco, na Lei de Moisés. Mas como o homem não consegue viver sem pecar, Deus enviou o Senhor Jesus. E cumprindo a Lei até o último jota e até o último til, tornou-se o salvador de pecadores. Agora, o homem perfeito, o Senhor Jesus, no lugar da vida de homens imperfeitos. Como se vê, o homem não pode fazer nada para se salvar porque tudo já foi feito! Para que o homem se salve, basta confiar naquilo que foi feito. Confiar porque foi perfeito. E não é por isso que o Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:19)? Se o Senhor não salvasse todos quanto O invocasse, em qualquer parte deste planeta, o Senhor seria o cordeiro de Deus que tira o pecado de que mundo? Do mundo de alguns “privilegiados”? Coisa que não combina com o caráter infinitamente reto do Altíssimo! Ou o Senhor só tiraria os pecados do mundo Ocidental do planeta já que são cristãos, em detrimento do mundo Oriental já que são pagãos? Teria o Senhor “predestinado” para tirar os pecados dos brasileiros já que somos considerados cristãos e esquecido do povo africano já que eles lá estão mergulhados práticas religiosas ocultas? Sinceramente, misericórdia! Não tem como errar! Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo! Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo! Romanos 10:9. É futuro do subjuntivo, meu filho! Vê se acorda! Tão logo a condição de crer seja satisfeita, o que é futuro vira passado: quem crer será salvo; quem creu, foi salvo eternamente. É condicional. E a condição está no crer. E não no ser eleito para isto! MARANATA!


Tenho aprendido que dizer a verdade em relação à eternidade do homem é dizer aquilo que Deus diria se pregasse. E Deus, o Eterno, jamais diria que a fé, a fé confiança, aquela que ao ser exercida na pessoa bendita do Senhor Jesus torna o homem remido para sempre, sim, jamais Deus diria que a fé é um dom. Não afirmaria tal coisa porque isto é uma tentativa de manchar-Lhe o caráter e, sobretudo, isto não é dito em lugar nenhum das Sagradas Escrituras. Todos os textos citados pelos defensores da Predestinação Fatalista, aquela que ensina que o homem é salvo porque foi eleito para isto independente de querer ou não, todos os textos citados por este grupo não passam de mentiras travestidas de verdade, o que é um perigo. É por essas arengas e briga de foice no escuro que o Senhor Jesus proferiu palavras contra a Igreja de Laudicéia das mais terríveis. Disse o Senhor: “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” Apocalipse 3:17. E pior ainda, Ele, o Senhor Jesus se encontra fora da Igreja, pois quem bate à porta só pode estar do lado de fora, Apocalipse 3:20. Laudicéia anda nua em relação às vestes da verdade. É triste ver pessoas de Bíblia à mão citando Efésios 1:5 para tentar provar uma verdade construída lá nos laboratórios de Calvino. Não dizem que o apóstolo Paulo não escrevia para qualquer um. Paulo escrevia para remidos, para os fiéis EM Cristo, Efésios 1:1. Foi a estes que o Eterno predestinou para FILHOS de adoção por Cristo Jesus! E para corroborar a clareza, porque mais claro que isso só na planície do Sol, isto só aconteceu com o pecador depois que ele, pecador, ouviu a palavra da verdade, o evangelho da salvação; e, TENDO TAMBÉM NELE CRIDO, Efésios 1:13. A predestinação aconteceu não no pecador, mas no Senhor Jesus para que todos quanto O recebesse pudesse se tornar filhos de Deus, João 1:12.

“Porque pela graça sois salvo, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem de obras, para que ninguém se glorie” Efésios 2:8,9.

Este texto tem mexido muito com muita gente. É motivo de inquietação dos inimigos do evangelho da graça do Senhor Jesus. Porque afirmar que o termo “isto” se reporta a todo um sistema de coisas declaradas anteriormente, inclusive a fé, é uma heresia tamanha, é querer tentar manchar o caráter de Deus. Coisa que não passará impune diante da justiça do Altíssimo! O termo “isto" nos remete ao que o apóstolo colocou em primeiro plano: o ser salvo pela graça. E isto não vem de obras de justiça praticadas por homem algum! Isto se dá por um ato de fé confiança depositado no sacrifício realizado pelo Senhor Jesus na cruz. Também afirmar que o termo “não vem de obras” se refere ao termo “fé” do versículo 8 é querer torcer ou esticar o texto para caber na cama de Procusto. O que diz as Sagradas Escrituras: “Porque, se Abraão foi justificado pelas OBRAS, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? CREU Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” Romanos 4:2,3. O CRER de Abraão não foi considerado como obras, pelo contrário! Abraão confiou em Deus e isto foi-lhe imputado como justiça. O crer foi exercido pelo próprio Abraão. A confiança partiu de Abraão. Ele, Abraão, não foi arrastado por uma força que veio de fora independente de sua vontade. Abraão apenas creu na promessa de Deus e este ato de confiança agradou ao Altíssimo!

Que tipo de obras se refere o apóstolo em Efésios 2:8,9? Os defensores da Predestinação Fatalista afirmam que o ser salvo não pode ser através de um ato de fé confiança exercido por parte do pecador, de livre e espontânea vontade, porque a salvação não vem das obras, segundo Efésios 2:9. Isso é pra rir de tanta comédia ou pra chorar de tanta desgraça! As obras de Efésios 2:9 se refere às obras da Lei! E como ninguém será justificado diante do Grande Juiz pelas obras da lei, Romanos 3:20, a salvação não vem das obras. A salvação requer do pecador fé confiança no sangue do Senhor Jesus. Fé exercida por ele, pecador, depois de convencido pelo Santo Espírito, João 16:8. Aí sim! Convencido, ele, o pecador, decide entre invocar o nome do Senhor ou não invocá-Lo. Foi a recomendação dada por Ananias ao apóstolo Paulo quando ainda Saulo, Atos 22:16! De graça é que o homem e a mulher são salvos! De graça porque o Senhor Jesus pagou todo preço requerido pela justiça do Eterno. De graça para todos que, em qualquer lugar deste planeta, invoque o nome precioso do Senhor Jesus! Aí sim, depois de invocá-Lo como Salvador pessoal e único, passam a serem filhos e são predestinados para serem conforme o corpo de Sua glória, Gálatas 4:5,6; Romanos 8:29. MARANATA!

Aos remidos, graça e paz!


Qual era a Lei que era contra o homem nas suas ordenanças? A lei cerimonial? De jeito nenhum! Afirmar isso é trocar os pés pelas mãos! Ora, a lei cerimonial socorria o israelita quando este violava a lei moral! A lei cerimonial servia de socorro aos filhos de Israel! O Senhor Jesus nos resgatou da maldição da lei naquilo que era mais gritante, a lei moral! Toda a lei, a lei dada por Deus aos filhos de Israel, com seus 613 mandamentos, o Senhor venceu e a cravou na cruz com sábado e tudo! “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” Colossenses 2:14. Perceba: não foi a lei que morreu para o remido, mas foi o remido quem morreu para a lei ao confiar no sacrifício de Cristo na cruz, pois este tomou parte na morte do Senhor pela fé: “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus; Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra” Romanos 7:4, 6. Isso é prego batido e ponta virada. Tudo isso foi resolvido na cruz! Por isso que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer, Romanos 1:16. E se o Senhor não tivesse resolvido o problema do homem perante a justiça Divina preceituada pela Lei Moral, o homem seria salvo de quê? O homem só é salvo para não ser condenado, lógico! E só existe condenação se houver juízo preceituado por lei. Tendo Cristo sido feito maldição para nos resgatar da maldição da lei, Lei Moral, “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” Gálatas 3:13, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, Romanos 8:1. Dizer que a lei que foi cravada na cruz foi a lei cerimonial é o mesmo que chutar a bola da marca do pênalti e mandar a bola pela lateral do escanteio. É errar em coisas primárias. Sendo o erro proposital ou não, não deixa de ser erro. É construção em cima de areia fofa que qualquer neblina leva fácil. A Igreja de Laudicéia é pobre e anda nua, Ap. 3:17, por essas e outras brigas de foice no escuro. Aos remidos, graça e paz!


Imaginemos: dois animais famintos submetidos a mesma situação. O primeiro come o alimento e em poucos segundos morre esticado e se debatendo por a comida estar envenenada, enquanto o segundo animal presencia toda a cena. Solto o segundo animal faminto, diante do alimento envenenado, qual será sua reação? Certamente comerá do alimento contaminado e, tal qual o primeiro animal, morrerá pelos efeitos do antídoto. E com o homem, aconteceria o mesmo? Dois homens famintos. Um deles observa a ação do primeiro que se alimenta e em seguida morre envenenado. E agora? O segundo homem procederá da mesma forma? Só se tiver levado uma pancada muito forte na cabeça ao ponto de ter atingido os neurônios. Caso contrário, de forma nenhuma o fará. Eis o livre arbítrio, o poder de decidir entre o comer ou não comer o alimento que contém veneno.
Suponhamos o homem e a mulher sem o poder de decidir por si próprios. Querer, como única hipótese, a lei não teria sentido (Lembra o povo de Israel? Teve a oportunidade de querer ou não querer guardar a lei do Senhor. Ex. 19:5 etc.). Por outro lado, não querer como única hipótese, a lei seria supérflua. Portanto, o só fato da obrigação supõe e demonstra a liberdade. A liberdade de escolha, em relação às coisas divinas, está evidenciada em “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Mc. 16:15 e 16. Que Deus, a inteligência infinita, conhece de toda a eternidade todos os nossos atos futuros, é absolutamente verdade. Isto está dito em Romanos 8:29 em relação aos REMIDOS. Ora, o que Deus prevê acontecerá necessariamente e tal qual o prevê. Só que, UM DETALHE IMPORTANTE, ser visto ou previsto são denominações extrínseca que NÃO determinam a natureza do objeto, mas a supõem, e que, por conseguinte, os nosso atos NÃO existem porque Deus os prevê, mas que, pelo contrário, Deus os prevê porque serão e tais quais serão. Saulo foi arrastado por uma forte luz a caminho de Damasco, At.9:1-8. Todavia, somente na casa de Ananias, depois de ter ouvido a cerca do evangelho da graça do Senhor Jesus, é que o varão Saulo teve a opção de escolher entre invocar o nome do Senhor e não invocar. Atos 22:16. Se Saulo não tivesse o poder de decidir entre invocar e não invocar o nome do Senhor, qual o sentido da pergunta de Ananias: Por que te deténs? Que respondam os defensores de uma inexistente “Predestinação Fatalista”! “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16). Admitir aqui que “todo” diz respeito apenas a alguns é tão “racional” quanto dizer que “todos” de “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” diz respeito a alguns, querendo dizer com isso que só alguns pecaram. Coisa para além de irracional!


“E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?” Hb 9:15-17. Antes da morte do testador, o Senhor Jesus, não havia Novo Testamento. E por isso, não havia graça salvadora estendida a todos os homens. Enquanto o Senhor vivia, enquanto corria o sangue pela suas artérias, Ele ensinou e cumpriu a Lei de Moisés. E o fez pelo pé. Até o último jota e o último til. Por isso que Ele é Salvador.


Para vencer o pecado, a morte e Satanás, o Senhor Jesus teve que entrar pela porta estreita da Lei e andar pelos caminhos apertados da Lei. E assim Ele o fez. “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a Lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz”. Ef 2:15. O Senhor não desfez a Lei Cerimonial. A Lei Cerimonial socorria o filho de Israel quando este quebrava o mandamento da Lei de Deus. Para aplacar a ira de Deus e para que ele, israelita, continuasse vivendo recorria, apelava para a Lei Cerimonial. O Senhor desfez na cruz aquilo que era mais gritante: a Lei, que apontava para o homem o seu pecado e o matava. Como pode a convivência de duas alianças? Como pode a convivência de dois testamentos? Isso só causaria confusão! Deus não é de confusão! Isso só cabe na cabeça de uma Ellen White e do seu grupo que querem se justificar ficando sem trabalhar num dia da semana. Ficar sem trabalhar no sábado nunca foi guardar a Santa, Justa e Perfeita Lei de Deus. Que adianta ficar sem trabalhar no SÁBADO e pecar o resto da semana? Coitado de Davi. Ficou apenas na retórica.


Admirava a Lei, exaltava a Lei. Mas ficou só na teoria. Adulterou com a mulher de Urias e mandou matar a Urias. Recorreu à misericórdia do Senhor no Salmo 51 porque sabia que seu pecado estava sempre diante de si. A Lei não foi dada para que alguém a admirasse, para que alguém cresse nela. A Lei de Moisés foi dada por Deus para ser cumprida. E não cumprir até o último jota e até o último til é condenação na certa. Muitos vão dar com os burros na água diante de Deus. E os que vão pagar pelo pé são os que, principalmente, andaram ensinando e pregando inverdades. Ali, diante de Deus, cabeças vão rolar.


Aos remidos, graça e paz!


Imaginemos: uma criança, debaixo de uma ponte, padece frio, fome e nudez. E por conta dos maus tratos, está prestes a morrer. O número de vítimas do último tremor de terra do Haiti passa dos 75 mil. Países como a China e a Rússia, por exemplo, continuam com suas cortinas de ferro em relação ao Evangelho da Graça do Senhor Jesus. Sem contar com as misérias que assolam os países considerados subdesenvolvidos. O nosso Brasil varonil nem se fala: aqui a corrupção corre solta. Desigualdades sociais, miséria, pobreza, crimes hediondos, prostituição e por aí vai numa lista que não tem fim. E Deus? O Deus Eterno, do topo do Universo, que tudo vê nada faz. Por quês? Somente duas alternativas são possíveis. Fugir dessas duas alternativas é querer ser mais real do que o rei.

Vamos lá. Ou Deus nada faz porque não quer, ou Deus nada faz porque não pode. Admitindo a primeira alternativa: Deus nada faz porque não quer, Deus, o Eterno, conservaria Sua qualidade de Soberania Absoluta, mas estariam todos nós, o Universo inteiro, diante de um deus que permitiria toda sorte de miséria e de desgraça somente para sustentar sua prerrogativa de soberania que, neste caso, nem soberania seria; seria tirania. Sendo assim, Deus não seria totalmente amor e totalmente misericórdia nem complacente. Que o Eterno Deus das luzes nos livre de um deus assim. A segunda alternativa, Deus nada faz porque não pode, vem assegurar a prerrogativa de que Deus é totalmente amor, misericórdia e compassivo, mas deixa de estar totalmente no controle de todas as coisas, ostentando a qualidade de Soberania Absoluta. Ora, ora! Sabe-se que o Senhor foi tentado pelo inimigo (Mt.4:1-20). E numa dessas tentações o inimigo mostra todos os reinos da Terra e a glória deles. E oferece tudo ao Senhor. Ninguém pode oferecer algo que não tem. Nem tão pouco o Senhor repreendeu o inimigo por oferecer uma coisa que ele, inimigo, não possuía. Isso é claro como a luz do meio dia.

É... A palavra de Deus afirma que quem está, NO MOMENTO, no controle de todos os reinos da Terra e no governo da glória deles não é o Deus Eterno. Pelo contrário, é o próprio inimigo. Se Deus estivesse no comando de todas as coisas o mundo estaria essa miséria que está? Que coisa mais esquisita os que tais coisas afirmam. Hão de pagar caro. A afirmação apostólica é que o mundo está no maligno 1 Jo.5:19. O mundo só terá Deus, o Eterno, no controle de todas as coisas quando o Senhor Jesus tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força 1 Co. 15:24, leia-se o texto!!! E ainda, a revelação profética nos afirma que o controle total de Deus sobre o mundo é futura e não presente: “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” Ap.11:15. Leia-se o texto!

Hão de pagar caro com essas arengas, os que afirmam que Deus está no controle de tudo no presente momento. Hão de pagar caro no Tribunal de Cristo se remido for, os que amontoam essas palhas para si. Ou, aí será muito pior, estarão em maus lençóis diante do Trono Branco. Quem não deve não teme! MARANATA!

Aos remidos, graça e paz!


A fé não é de todos? Claro! A fé não é de todos! É o que está registrado na segunda carta do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses 3:2. Mas que tipo de fé não é de todos? Sem maior esforço, podemos dizer que a fé que não é de todos em 2Ts. 3:2 de jeito nenhum, mas de jeito nenhum mesmo, se refere à fé salvadora. “isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. (Rm.3:22 e 23). Ora, a justiça de Deus, disse Paulo inspirado pelo Santo Espírito, é para todos e sobre todos os que crêem. Ele não disse que a justiça de Deus é para todos e sobre todos os “eleitos para a salvação”. E ainda acrescenta: “porque todos pecaram”. Quem pecou? Quem está destituído da glória de Deus? Somente os eleitos para a salvação? Não! Todos pecaram! E como essa coisa da predestinação para a salvação não existe, graças a Deus, a justiça de Deus é para todos e sobre todos os que creem.

Os que crêem, não porque estavam predestinados a isso, mas porque, depois de ter ouvido a palavra da verdade, de ter ouvido o evangelho da salvação e tendo no Senhor também crido, só depois disto, é que foram selados com o Espírito Santo da promessa, e também nos predestinou para filhos de adoção e fomos também predestinados para herança Nele. E tudo isto somente depois que cremos, repetimos. Ef.1:5,11,13. Agora, por obséquio, leia-se Romanos 3:28: “concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei”. Como é que está escrito? Que os que são eleitos são justificados pela fé? Mas de jeito nenhum. Está escrito que o homem, qualquer homem, é justificado pela fé. E como pode a justiça que há em Cristo ser de todos e para todos os que creem se a fé (2Ts. 3:2) não é de todos? Justamente porque o apóstolo Paulo em 2Ts.3:2 não tratava da fé salvadora. Escrevendo a Timóteo, na primeira carta, capítulo 4 e versículo 1, disse assim o apóstolo dos gentios: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”. E recomenda o seguinte: “Propondo estas coisas aos irmão, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” 1Tm4:6. Claro que o apóstolo não falava aqui da fé salvadora.

Ninguém pode apostatar da fé salvadora, da fé confiança mo Sangue do Senhor Jesus. Paulo estava dizendo que alguns, e somente alguns, apostatariam da fé conjunto de doutrinas. E recomenda a Timóteo a ser bom ministro, criados com as palavras da fé conjunto de doutrinas dadas para a Igreja. isso atesta Judas: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”. Jd.1:3. Perceba que a fé aqui não foi dada a pecadores. A fé aqui foi dada aos santos. Aos santos depois de santos. E fé aqui é fé conjunto de doutrinas, insistimos. Isto está claro como o sol do meio dia no versículo 4 de Judas. Ora, claro que a fé não é de todos! A fé foi dada aos santos, ou melhor, foi dada a pecadores depois que se tornaram santos. Ressaltando: fé conjunto de doutrinas. A fé de 2Ts.3:2 faz referência ao escopo doutrinário dado à Igreja do Senhor Jesus. Não existe uma fé dada a pecadores para que eles se tornem santos. Só se houver em bulas, em encíclicas, em tratados do mundo religioso. Mas na Palavra de Deus, não!

Por que Deus não predestinou Adão e Eva para viverem para sempre no Jardim de Delícias? Porque Deus, o Eterno, não criou marionetes. Pelo contrário, Ele criou seres morais, a Sua imagem e semelhança, com poder de decisão. E a conversa de que o homem perdeu esse poder de decisão depois que decidiu agir contrário à ordem divina, é para rir de tanta comédia ou para chorar com tanta desgraça religiosa. Sabe-se que toda cultura é etnocêntrica. Ou seja, ela se auto-considera certa e verdadeira. Todo grupo religioso é etnocêntrico. É que esses grupos não consideram a verdade. Gostam mesmo é da tradição religiosa. E dizer que Atos 13:48 corrobora o argumento de que alguém que estava perdido veio a crer porque foi escolhido a dedo para isto, é ser muito presunçoso a não dar ouvido à verdade. O texto trata de Judeus e Gentios. (At.13:44-48). O Plano da Salvação estava arquitetado desde a criação do homem (Gn.3:15). Inclusive para os gentios: “ao gentios, ouvindo isto... creram...” v.48. Como pode alguém rejeitar aquilo para o qual não foi destinado? Mas é o que está dito no versículo 46 de Atos capítulo 13: “Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios”. Claro! Ele, o Eterno, ordenou a fé dos gentios! Isto está ratificado em Gn.12:3. O apóstolo Paulo também afirmou essa verdade ao dizer: “Nele, digo, em Quem também fomos (judeus) feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito Daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade, com o fim de sermos para o louvor da Sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo; em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da Promessa” Efésios 1:5,11-13. Nós, os que primeiro esperamos em Cristo. Depois vós. E só depois de ter ouvido o evangelho e Nele também crido, nos predestinou para o louvor da Sua glória! Herança de Deus, só Israel. Agora também os gentios, os Efésios, e só depois que creram.

A ideia de terem sido eles, efésios, arrastado para debaixo de uma fé imposta pelo Criador como dom, não sobrevive a um exame sério e comprometido com a verdade. O tribunal de Cristo será pesado para quantos mancharam o caráter do Altíssimo, atribuindo-Lhe a infâmia de ter escolhido pessoas para a bem-aventurança eterna e deixado as demais entregues à perdição. Para que não paire dúvidas, analisemos 2 Tessalonicenses 2:13. Como um texto fora do contexto é semelhante a um peixe fora da água, fica parecendo, em 2Ts.2:13, tenha Deus elegido pessoas para a salvação em detrimento de outras, a quem Ele simplesmente teria rejeitado. Essa aparência só se conserva quando se isola o texto. Ora, quando analisamos os versículos 9 e 10 do mesmo capítulo, percebemos um jogo de contrastes. É que os que perecem, perecem por não acolherem o amor da verdade para não serem salvos. Isto está claro que, se acolhessem o amor da verdade, seriam salvos. Não perecem por não serem predestinados para a salvação. OS QUE PERECEM, PERECEM POR NÃO RECEBEREM O AMOR DA VERDADE PARA SE SALVAR. A operação do erro seria enviada aos que tivessem prazer na iniquidade, e não aos que Deus não houvesse predestinado ou escolhido para a salvação.

Desde o princípio, determinou Deus , com base em sua justiça, que todos os que amassem a verdade do evangelho da graça, e invocasse o precioso nome do Senhor Jesus – o Cordeiro Eterno – receberiam o dom gratuito da vida eterna. E tendo assim determinado, então, considerou eleitos para a vida eterna quantos viu que o fariam, inclusive os tessalonicenses do versículo 13. Deus escolheu os remidos desde o princípio para livrar da eficácia de Satanás, de seu poder, sinais e prodígios da mentira. E fez mais, chamou os remidos, e não os incrédulos, para alcançar a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts.2:14). Repare bem: Deus escolheu os remidos e não os incrédulos. E é brincadeira citar Filipenses 1 e 29 para sustentar uma doutrina fabricada em laboratório particular. O apóstolo Paulo aconselhou aos irmão de Filipos: “Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais no mesmo espírito , combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho” Filipenses 1e 27. Paulo escrevia aos santos de Filipos, Fp. 1:1, e não a qualquer pessoa. Não convidava a não remidos, mas a remidos pelo Sangue do Cordeiro, para que continuassem combatendo pela fé do evangelho. É preciso notar, principalmente os que creem no absurdo, isso sim é absurdo, da Predestinação Fatalista, que Paulo não escreveu “pela fé no evangelho”, mas “do evangelho”; quer dizer, não se tratava, e não se trata da fé exercida por alguém que ainda está fora, e que precisa crer no evangelho para ser remido. Tratava-se, e ainda trata-se, de defender a fé do evangelho, isto é, defender o conjunto de ensinamentos que compõem a doutrina do evangelho da graça.

Então, o que foi concedido em Filipenses 1 e 29 foi a graça de padecer por Cristo e não a graça salvadora e a graça de crer na doutrina acerca de Cristo, isto é, acerca do que Ele realizou na cruz, “pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus” Filipenses 1 e 28. Ô homem, abre os olhos! A fé explícita em Tito 1 e 1 não é a fé salvadora! Não é a fé confiança no Senhor Jesus! Qual a fé que é dos eleitos? A fé do evangelho, homem! A fé doutrinária, a fé-conjunto-de-doutrinas, do pleno conhecimento da verdade! Isso é primário, ora! Eleitos de Deus depois de remidos, e eleitos na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos! Filipenses 1 e 2. Deus prometeu, antes dos tempos eternos, vida eterna a todos quanto invocassem o Nome do Senhor Jesus. Sem ter mais forças para sofismar, como uma criança que tenta esvaziar o mar com um balde furado, os defensores da ‘coisa’ citam João 6:44 e 45. Como conhecer as Sagradas Escrituras não é ficar citando versículos (isso qualquer um faz), os pregadores da tal ‘predestinação’ deveriam saber que a Palavra de Deus é dividida em dois compartimentos: Antigo Testamento e Novo Testamento. E que um testamento não tem força de Lei enquanto vive o Testador. E que o Testador da Nova Aliança é o Senhor Jesus. Isto é primário!

Por isso, doutores da ‘coisa esquisita’, enquanto o Senhor vivia, enquanto corria Seu Sangue pelas Suas artéria, não havia Novo Testamento, não havia graça estendida a toda criatura. A citação de João 6:44 e 65 diz respeito aos judeus, mais especificamente aqueles os quais o Eterno concedeu ao Senhor Jesus para aprenderem dEle. João 6:39, 44 e 45. Lógica. O argumento da Predestinação Fatalista é totalmente contrária à verdade da Palavra de Deus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3 e 16. Ou o mundo seria somente os já “predestinados”? Deixa de brincadeira! Além disso, leia-se os textos Jo.5:24; Jo.1:12; Mc. 16:15 e 16; At.3:19; Rm.3:28, 29 e 30; Rm.4:5; 1Tm.2:4 etc. etc. etc. etc.

Aos remidos, graça e paz!