Alguém luta desesperadamente contra uma doença terminal. Procura todos os meios e todos os recursos para se ver livre de uma leucemia. Já desesperado, desenganado pelos médicos, no fundo do poço, de repente encontra o milagre. Somente um milagre poderia trazer a cura para quem viu sua esperança ir de ralo a baixo. Para quem foi desenganado pela ciência resta apelar para o sobrenatural, seja isso lá o que for. Pronto! O milagre aconteceu, o homem ficou curado da doença incurável.
Se você estiver pensando que o milagre partiu de dentro de alguma igreja neo-pentecostal, de dentro de algum movimento evangélico que cresce assustadoramente no Brasil e pelo mundo a fora, está enganado! A fonte desse “milagre” é o médium João de Deus, pelo menos é produzido por meio dele. João Teixeira de Faria, 69 anos, foi pedreiro, oleiro, tintureiro, garimpeiro, alfaiate. Agora vive exclusivamente para operar curas fantásticas por meio da mediunidade. O negócio é tão tremando que chamou a atenção da Norte Americana, a bilionária Oprah Winfrey. Oprah é apresentadora de um programa semanal nos Estados Unidos, O Super Soul Sunday. Ela, depois de meditar, rezar e assistir a cirurgias espirituais, disse sentir uma emoção indescritível durante as cerimônias. Quer dizer, curas, milagres, experiências místicas e muita emoção Winfrey presenciou. E tudo isso aconteceu fora dos templos evangélicos.
Cá, dentro do seio da cristandade, também acontecem curas. Como acontece também entre as religiões hindu e entre os budistas. Mas por aqui, no mundo cristão, falar em Jesus sem mencionar, sem gesticular, sem enfatizar as curas não se ouve um “glória a Deus”. Assim disse o apóstolo Paulo: “Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.” 2 Coríntios 11:14. E como está em voga o jesus das curas! Se é vício, embriaguez, dor de cabeça, unha cravada, apela-se para o jesus das curas. E com isto, muitos pregadores do “evangelho”, ao invés de enaltecerem o nome do Salvador, são verdadeiros inimigos da cruz de Cristo. Porque falar que Jesus cura não é falar muito de Jesus. Olha João de Deus aí operando “maravilhas”! e em nome de quem?
Curas, milagres, maravilhas encontram-se em diversas fontes fora do Senhor Jesus. E os templos, centros e terreiros estão cheios por causa disso. Falar muito do Senhor Jesus é dizer que Ele salva da perdição eterna. E salvação eterna só tem uma fonte: o Senhor Jesus. Fora dele, pode bater; pode espernear; chorar e gesticular. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12. Isso não chamou a atenção de Oprah Winfrey porque salvação é uma coisa, para ela e para muitos, que fica somente para depois da morte. E é tão incerta essa coisa de salvação, coisa de religioso não muito moderno. É! Como todo médium que se preza, João de Deus não confia na Palavra de Deus nem Oprah Winfrey. Nem tão pouco aqueles que vivem correndo a procura de curas e milagres a todo custo.
Se confiassem, saberiam que, quando o Senhor curava, fazia-o para mostrar aos judeus que Ele era o Messias de Deus: “E, quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João o Batista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? E, na mesma hora, curou muitos de enfermidades, e males, e espíritos maus, e deu vista a muitos cegos. Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho.” Lucas 7:20-22. A máxima levantada pelo apóstolo Paulo foi que “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” I Timóteo 1:15. Como João de Deus não tem nada de Deus e não está nem aí para invocar o nome do Senhor Jesus, arrasta muita gente, a exemple de Oprah, casando e batizando como se em nome de Deus fosse, mas sem ter a aprovação do Eterno. Confiar no Senhor, não como mais um curador, mas como único Salvador é uma decisão inteligente, necessária e suficiente para quem costuma ser sábio e usar a razão.
Aos remidos conscientes, graça e paz!







