Metodistas, Batistas, Presbiterianos, Congregacionais e Luteranos já haviam se instalado no Brasil em meados do século XIX. Isso significa dizer que em 1910 essas denominações, tidas como tradicionais em oposição ao pentecostalismo, já estavam estabilizadas por aqui. Isso difere do pentecostalismo. Esse ramo chegou muito tarde neste país continente. Isto aconteceu em 1910, quando da chegada de Daniel Berg e Gunnar Vingren, ambos imigrantes da Suécia para os Estados Unidos, e lá foram influenciados pelo movimento avivalista do século XIX.

O ramo pentecostal implantado por Berg e Vingren aqui no Brasil foram as Assembleias de Deus. Antes deles, não se falava em “línguas” por aqui. Só que existe um detalhe importante a se perceber aqui: quando os missionários pentecostais chegaram nas terras brasileiras não trouxeram a Assembleia de Deus. Chegaram aqui com as ideias avivalistas norte-americanas na cabeça. Daniel Berg e Gunnar Vingren eram Batistas da igreja do pastor Durham, em Chicago.

Se você pertence à igreja Batista e sai de sua cidade para outra cidade, qual a igreja que você vai procurar? Claro, a tendência é procurar a igreja Batista. Foi exatamente isso que aconteceu com os missionários Daniel Berg e Vingren. Chegaram em Belém do Pará em 1910 e trataram logo de procurar uma igreja Batista. Como Berg e Vingren estavam vidrados na doutrina avivalista norte-americana que se resumia no batismo com o Espírito Santo, foram expulsos de sua denominação na primeira “manifestação espiritual”.

Os missionários saíram da igreja Batista, mas levaram consigo 19 irmãos. Pronto! Estava formado o grupo que daria início ao primeiro movimento pentecostal no Brasil com o nome de Missão da Fé Apostólica. Somente depois de 1918 é que os missionários suecos, discípulos do movimento avivalista do século XIX, deram o nome ao seu grupo religioso de Assembleia de Deus.

Consideração 1: As línguas estranhas começaram a ser faladas numa vigília ocorrida no final do ano de 1901 no estado do Kansas, Estados Unidos, por uma jovem chamada Agnez Ozman, que teve necessidade de lhe imporem as mãos em oração e, em seguida, falou em línguas estranhas. Era o começo do pentecostalismo nos EUA. Antes disso, tem-se que se reportar para o livro de Atos dos Apóstolos para se ouvir na história relatos de línguas estranhas. Pergunta-se: a língua estranha falada na época dos apóstolos, lá no século I da era cristã, era a mesma língua estranha falada por Agnes Ozman já no século XX nos Estados Unidos? Com a palavra os pentecostais ou os simpatizantes de plantão.

Consideração 2: As igrejas tidas como tradicionais como a Metodista, Batista, Congregacionais, Presbiteriano e Luterano não acreditavam na perenidade das manifestações espirituais ocorridas no dia de Pentecostes registradas no livro dos Atos. Nem tão pouco acreditavam no batismo com o Espírito Santo como segunda bênção como pregava o movimento avivalista nos Estados Unidos. Estariam Daniel Berg e Gunnar Vingren mergulhados no erro até descobrirem essa nova e serem expulsos da igreja Batista? Ou será que a igreja Batista é um grande erro porque insistiu em permanecer sendo Batistas, não fechando as portas, aceitando as ideias dos missionários que chegaram a Belém do Pará em 1910?

Consideração 3: Se quem está com a verdade é quem é mais antigo na história, em relação ao protestantismo, podemos dizer que todo movimento avivalista do século XIX e, consequentemente, o movimento pentecostal foi uma grande heresia por ter saído de dentro das igrejas tradicionais?

São questões de arrepiar os cabelos dos religiosos do pé roxo. Todas as considerações levantadas aqui estão sujeitas às condições levantadas acima. Mas que relevantes quanto ao teor de sua veracidade.

Aos remidos conscientes, graça e paz!


Alguém luta desesperadamente contra uma doença terminal. Procura todos os meios e todos os recursos para se ver livre de uma leucemia. Já desesperado, desenganado pelos médicos, no fundo do poço, de repente encontra o milagre. Somente um milagre poderia trazer a cura para quem viu sua esperança ir de ralo a baixo. Para quem foi desenganado pela ciência resta apelar para o sobrenatural, seja isso lá o que for. Pronto! O milagre aconteceu, o homem ficou curado da doença incurável.

Se você estiver pensando que o milagre partiu de dentro de alguma igreja neo-pentecostal, de dentro de algum movimento evangélico que cresce assustadoramente no Brasil e pelo mundo a fora, está enganado! A fonte desse “milagre” é o médium João de Deus, pelo menos é produzido por meio dele. João Teixeira de Faria, 69 anos, foi pedreiro, oleiro, tintureiro, garimpeiro, alfaiate. Agora vive exclusivamente para operar curas fantásticas por meio da mediunidade. O negócio é tão tremando que chamou a atenção da Norte Americana, a bilionária Oprah Winfrey. Oprah é apresentadora de um programa semanal nos Estados Unidos, O Super Soul Sunday. Ela, depois de meditar, rezar e assistir a cirurgias espirituais, disse sentir uma emoção indescritível durante as cerimônias. Quer dizer, curas, milagres, experiências místicas e muita emoção Winfrey presenciou. E tudo isso aconteceu fora dos templos evangélicos.

Cá, dentro do seio da cristandade, também acontecem curas. Como acontece também entre as religiões hindu e entre os budistas. Mas por aqui, no mundo cristão, falar em Jesus sem mencionar, sem gesticular, sem enfatizar as curas não se ouve um “glória a Deus”. Assim disse o apóstolo Paulo: “Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.” 2 Coríntios 11:14. E como está em voga o jesus das curas! Se é vício, embriaguez, dor de cabeça, unha cravada, apela-se para o jesus das curas. E com isto, muitos pregadores do “evangelho”, ao invés de enaltecerem o nome do Salvador, são verdadeiros inimigos da cruz de Cristo. Porque falar que Jesus cura não é falar muito de Jesus. Olha João de Deus aí operando “maravilhas”! e em nome de quem?

Curas, milagres, maravilhas encontram-se em diversas fontes fora do Senhor Jesus. E os templos, centros e terreiros estão cheios por causa disso. Falar muito do Senhor Jesus é dizer que Ele salva da perdição eterna. E salvação eterna só tem uma fonte: o Senhor Jesus. Fora dele, pode bater; pode espernear; chorar e gesticular. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12. Isso não chamou a atenção de Oprah Winfrey porque salvação é uma coisa, para ela e para muitos, que fica somente para depois da morte. E é tão incerta essa coisa de salvação, coisa de religioso não muito moderno. É! Como todo médium que se preza, João de Deus não confia na Palavra de Deus nem Oprah Winfrey. Nem tão pouco aqueles que vivem correndo a procura de curas e milagres a todo custo.

Se confiassem, saberiam que, quando o Senhor curava, fazia-o para mostrar aos judeus que Ele era o Messias de Deus: “E, quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João o Batista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? E, na mesma hora, curou muitos de enfermidades, e males, e espíritos maus, e deu vista a muitos cegos. Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho.” Lucas 7:20-22. A máxima levantada pelo apóstolo Paulo foi que “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” I Timóteo 1:15. Como João de Deus não tem nada de Deus e não está nem aí para invocar o nome do Senhor Jesus, arrasta muita gente, a exemple de Oprah, casando e batizando como se em nome de Deus fosse, mas sem ter a aprovação do Eterno. Confiar no Senhor, não como mais um curador, mas como único Salvador é uma decisão inteligente, necessária e suficiente para quem costuma ser sábio e usar a razão.

Aos remidos conscientes, graça e paz!


1 - Todos os homens estão perdidos por causa de seus pecados e são naturalmente incapazes de ouvir, entender, desejar e aceitar o evangelho por si mesmos.


2 - Deus soberana e graciosamente escolheu na eternidade, os que seriam feitos recipientes da salvação.


3 - Jesus morreu na cruz para salvar aqueles que foram eleitos pelo Pai.


4 - O Espírito Santo chama eficazmente os que foram eleitos pelo Pai e remidos por Cristo.


5 - Todos os que foram eleitos pelo Pai, comprados por Cristo e regenerados pelo Espírito perseverarão até o fim.


Os cinco pontos levantados acima deveriam ser evidenciados para todos os remidos sinceros, aqueles que amam a verdade sobre todas as coisas, para não correrem o risco de cair em tamanha heresia. Se o nobre leitor não sabe o que são os Cinco Pontos Calvinista, existem sites a disposição que sobejam esse assunto (ainda bem que vivemos numa época em que o conhecimento não é escondido, não é velado, não é privilégio de um clã). Desta forma, evitaremos aqui mui delongas, tratados, arrazoados, teses, como se esse assunto fosse inédito. Nada disto! Vamos logo ao ponto dos Pontos.

1º Ponto – Esse funciona como um verdadeiro relógio antigo. Com suas peças bem fabricadas e trabalhadas, que chega a chamar a admiração de muitos, todavia, velho e quebrado. E todos sabem que um relógio quebrado estará certo duas vezes ao dia. É verdade que os homens estão perdidos por causa de seus pecados. Isto é chover no molhado. Mas, a afirmação de que os homens são naturalmente incapazes de ouvir, entender, desejar e aceitar o evangelho por si mesmos é conversa para tentar acalentar o boi e fazê-lo dormir. Se o homem fosse incapaz de, pelo menos, ouvir e entender o Evangelho da Graça soaria estranha, no mínimo, a afirmação do Senhor ao dizer: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” Marcos 16:15,16. O evangelho que é difícil de ouvir, entender e desejar é o evangelho dos Cinco Pontos Calvinista, evangelho totalmente diferente do Evangelho da Graça do Senhor Jesus. Se, no momento em que o Senhor ordenou o “Ide por todo mundo e pregai a toda criatura”, estivesse ali um calvinista do pé roxo, este tal discípulo de Calvino diria: “___ Ei, Senhor, estais enganado. Ir por todo o mundo será inútil, pois os homens são incapazes de, se quer, entender esse evangelho, quanto mais de aceita-lo”. Aos que defendem o 1º Ponto Calvinista, explique-se ao Senhor!

2º Ponto – Quem foi que disse que Deus, lá da eternidade, escolheu os que seriam feitos recipientes da salvação? Esta história não parece fabricada em laboratório particular? Claro que sim! E duvidamos quem já não tenha representado em peça teatral Deus na eternidade escolhendo quem gozaria da eternidade ou não. Isso é, para ficar somente no eufemismo, obra da carne. Contrariando os inventores desta coisa esquisita, diz a Palavra Daquele que “quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade (I Timóteo 2:4): “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16. Ora, de uma só vez somos informados pelas Sagradas Letras que a vontade de Deus é salvar a todos porque ama a todos. Se Deus quer e Deus ama a TODOS, porque haveria de ESCOLHER ALGUNS? Essa teoria, se não for esquisita, é pura má fé e pretensão religiosa misturada com um certo tipo de inimizade com o que foi realizado na cruz. Misericórdia!

3º Ponto – Cabe aqui o ditado popular: se não fosse trágico, seria cômico! Não sabemos se é melhor rir com tanta comédia ou se chorar seria melhor devido a tanta desgraça junta. A afirmação feita no Ponto 3 do Calvinismos não cabe nem na cabeça de um alfinete, quanto mais na cabeça de um ser pensante. É por essas e outras coisas que o Cristianismo se transformou numa briga de foice no escuro. Se o Senhor morreu na cruz somente pelos “eleitos”, o sacrifício do Senhor teria falhado por não ser capaz de atingir todo aquele que apelasse para este sacrifício, tornando-se assim propiciação de quem invocasse o nome do Senhor. Mas graças a Deus que isto não combina com o caráter do Eterno. “Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo.” Romanos 10:13. Se o apóstolo Paulo afirmou, inspirado pelo Santo Espírito de Deus, que todo o que invocar o nome do Senhor será salvo, por quem estará sendo inspirado os que pregam que o sacrifício do Senhor não consegue atingir a todos? Ora, em que consiste o evangelho de Cristo se não no sacrifício perfeito realizado na cruz? Sabendo disso, afirmou o apóstolo: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” Romanos 1:16. E agora? O poder de Deus falhou a ponto de não poder alcançar a todos? De jeito nenhum! Vá de retro!

4º Ponto – O 4º Ponto Calvinista já é desespero de um desesperado. A despeito do Santo Espírito de Deus somos informados, não por Calvino e seu grupo, mas pelas Sagradas Escritura: “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” João 16:8. O Espírito Santo não sai chamando e arrastando a força as pessoas por aí! A tarefa do Santo Espírito é convencer! E só se pode convencer alguém se este alguém não padecer de nenhum transtorno mental sendo assim capaz de ouvir, entender, desejar e aceitar o evangelho, diferentemente do que prega os Cinco Pontos Calvinista. Agora, somente se alguém levou uma pancada forte na cabeça ao ponto de atingir a parte responsável pela razão é que anda pregando um chamado irresistível, a força, por parte do Santo Espírito. Coisa pra lá de maluca criada no mais devaneio do fanatismo religioso.

5º Ponto – Neste ponto, podemos dizer que chegamos ao mito do Calvinismo. Mito no sentido mesmo que o Mito tem: narrativa fantasiosa de um fenômeno para o qual não se tem conhecimento suficiente para dominá-lo e desvendá-lo. Perguntas que valem a pena fazer: a salvação é um ato de fé confiança ou é um processo de perseverança? A salvação foi consumada de forma perfeita pela morte e ressurreição do Senhor ou ainda depende de uma perseverança que se dá ao longo da vida de um pré-determinado para a salvação? Não conhecer as Escrituras e achar que conhece leva a isso: ao erro! Onde está escrito que, para se ter a salvação eterna, é necessário perseverar até ao fim? Como querer merecer é coisa própria de incrédulo, esses tais se agarram em Mateus 24:13: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”. Em Mateus 24:13 o Senhor falava de Sua vinda e não da salvação eterna. O contexto imediato está em Mateus 24:3: “E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”. Aliás, todo capítulo 24 e 25 de Mateus fala exclusivamente da vinda do Senhor em glória quando todo o olho O verá. “Aquele que persevera até ao fim”? Que fim? Aquele israelita que durante a grande tribulação descrita no versículo 21 do mesmo capítulo perseverar até ao fim desta tribulação será salvo. Mas salvo da morte física, descrita no versículo 22, e não salvação eterna. O versículo 13 do capítulo 24 de Mateus não fala e nunca falou de salvação eterna, pelo contrário, fala da salvação da morte física e somente para os filhos de Israel, que naquela época estarão na Judeia, Mateus 24:16. Todo aquele que um dia invocou o nome do Senhor como único e suficiente salvador pessoal não precisa andar perseverando para sua salvação. Isso se dá o nome de salvação pelas obras, coisa tão combatida pelos calvinistas. Termina nisso. Coisa própria de incrédulos dando uma de religioso.

Como se vê, o calvinismo tem muito que explicar diante dos olhos severos do Senhor. Seus tratados não valem. Seus concílios não valem. Suas bulas não passam de um tostão furado! Quem não deve não teme!

Aos remidos, graça e paz!


Se Deus nos tivesse entregue a essa babel de religiões que está aí estaríamos perdidos. Ainda bem que Deus não é de confusão. Existem religiões, credos, para tudo quanto é gosto. Para repetir uma expressão muito conhecida: pelas bandas daqui, no Ocidente Cristão, quem manda é o freguês. E a verdade parece ser a verdade de cada um. E o que é pior: fica parecendo que Deus aprova essas verdades religiosas, desde que falem em Jesus.

Claro! No mundo cristão, quem vai falar de Buda, Shiva ou Maomé? Quem se aventura em exaltar o nome de Calvino, Aemínio ou de Ellen Withe (há quem exalte)? Se a religião é o cristianismo, o nome tem que ser o de Cristo. E todos dizem amém! E os que advogam essas mentiras, advogam-nas em nome de Cristo. Sempre essas mentiras são travestidas de verdade, o que é bastante perigoso.

Uma dessas pérolas fabricadas dentro do chamado mundo cristão vem lá de dentro do calvinismo. Este movimento apregoa o que eles chamam de “Depravação total do homem”, condição em que o homem é incapaz de querer o bem, consequentemente, incapaz de invocar, pela própria vontade, o nome do Senhor. E para fazer valer esse argumento fundamentado em areia fofa, fazem-no em nome de Cristo.

Prezar o Evangelho da Graça é dizer o que Deus diria se pregasse. E será que Deus, o Todo Poderoso, diria que o homem é incapaz, absolutamente, de invocar o nome do Senhor Jesus para a vida eterna? E logo para a eternidade? Coisa estranha isso. Estranha não, esquisita! No desespero da mais alta ufania, a doutrina da predestinação fatalista é um dos pontos que contribui, neste mundo denominado cristão, para que o Senhor tenha o desprazer em dizer para sua Igreja: “Como dizes: ‘Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu)” Ap. 3:17.

Aos remidos, graça e paz!




Se fosse possível a teoria da Predestinação Fatalista (aquela que ensina que Deus já elegeu da eternidade somente alguns para gozar a salvação), se fosse verdade essa esquisitice, poderíamos afirmar que somente Israel é quem sairia na vantagem, pois assim está escrito: “Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.” Salmos 147:19 e 20. Se Deus mostrou a sua palavra exclusivamente aos filhos de Abraão, quanto mais a salvação. Claro que os pregadores da “coisa” não hão de dizer amém a esta afirmação, pois se assim o fizerem derrubarão seus castelos de areia. Outra coisa bastante esquisita nesta doutrina de fabricação caseira é tentar conciliar o que está afirmado nas Sagradas Letras e o que os seguidores de Calvino afirmam. Afirmam eles lá, e os leitores podem confirmar isso no blog cincosolas, que “Jesus morreu com a intenção de tornar certa a salvação daqueles que foram eleitos para a salvação” apenas. Isso é o que dá quando pregadores mal intencionados se utilizam da Palavra de Deus para obterem lucro e defenderem seus movimentos religiosos considerados “tradicionais”. Se a intenção do Senhor fosse esta, mentiria o apóstolo, e mentiria feio, ao afirmar: “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” I Timóteo 1:15. E quem não for pecador neste velho mundo pecador que atire a primeira pedra! E onde ficaria a vontade Daquele que criou o Universo “que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.”? I Timóteo 2:4.


Não que a salvação dependa do pecador. Isto está fora de cogitação! Como o pecador poderia fazer algo se este está morto em ofensas e pecados, Efésios 2:1, prestes a despencar na perdição? Como? E como diz o ditado: morto que se preza nada faz, porque nada pode fazer! Claro, a salvação dependeu e depende exclusivamente do Senhor Jesus. É por isso que ele é salvador de pecadores. Todavia, o texto de Efésios 2:1 não fala de morte intelectual, da incapacidade de raciocinar, da capacidade de decidir. Se assim fosse, qual o sentido da tarefa do Santo Espírito ao convencer o pecador? “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” João 16:8. Todo mundo que tem a cabeça no lugar sabe que convencer é levar o outro a conhecer a verdade, é persuadir a quem deseja crer. E ninguém pode fazer essa vez a não ser o próprio sujeito que deseja a verdade. Por exemplo: é impossível convencer o teimoso. Quem vive na teimosia de defender seu grupo religioso jamais largará mão de sua teimosia e continuará pondo sua vaidade acima daquilo que está de conformidade com o que é: a verdade. Dizer que o “Pai escolheu um grupo definido de pessoas para a salvação” não cabe nem na cabeça de um alfinete! Como é que está escrito? Que Deus amou aos que Ele elegeu para a salvação de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna? Olha o dedinho! De jeito nenhum! Pelo contrário! Está escrito que “Deus AMOU O MUNDO de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16.


Os que alardeiam que o Senhor Jesus não morreu por todos estão diante de uma saia bem justa: o sacrifício do cordeiro de Deus não teria poder suficiente para tirar o pecado do mundo? Não seria eficaz ao ponto de não poder alcançar seus objetivos? E qual a necessidade do Verbo Eterno ter-se feito carne e morrer em morte de cruz senão para salvar todo aquele que invoca-se o Seu nome? Romanos 10:13. Bem, na transfiguração do Senhor Jesus diante de Pedro, Tiago e João, apareceram Moisés e Elias falando com o Senhor. E pala ocasião, Pedro disse: “E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.” Pelo que a voz do Eterno se fez ouvir: “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.” Mateus 17:4 e 5. Sim! Fora Moisés e fora Elias! Fora a lei e fora os profetas! Ali estava quem era superior: o Senhor Jesus. Só a ele ouvi! E o que dizer de Calvino, Armínio, John Owen, Lutero, Ellen Gould White, Spurgeon etc, etc, etc? Todos eles fora! Se não afirmam somente a verdade, àquilo que está nas Sagradas Escrituras do Novo Testamento, fora! Somente a verdade, nada além da verdade!


Aos remidos, graça e paz!




Saulo de Tarso foi criado aos pés do extraordinário rabino Gamaliel, vale lembrar. Preparado para defender a fé judaica até as últimas consequências. Isto ele fazia! Vivia para enaltecer o judaísmo, cujos valores foram dados pelo próprio Deus de Israel. Saulo não estava agarrado a nenhuma divindade pagã. Saulo seguia para Damasco, capital da Síria, por ordens do sumo sacerdote para trazer preso a Jerusalém qualquer que professasse o nome do Senhor Jesus. Saulo servia a Deus perseguindo o próprio Senhor. Para sua época, Saulo era mestre entre os judeus: falava várias línguas; conhecia como ninguém e procurava colocar em prática a lei de Deus; era instruído quanto a filosofia greco-romana. Deus, o Grande Eu Sou, não aparecera para qualquer um no caminho que dava para Damasco. E como ainda não havia palavra escrita do Novo Testamento, tinha que ser assim: debaixo de um resplendor de luz, caiu Saulo perante o senhorio do Senhor.

Só que tem um detalhe muito importante, Saulo não foi arrastado para debaixo da graça ali, no caminho de Damasco. O que se passou com Saulo naquele acminho foi uma experiência mística, algo extraordinário que não se aplica à experiência física. Experiência mística não salva e nunca salvou ninguém. Se assim fosse, todos deveriam correr para onde existem manifestações ditas espirituais. Por que Saulo foi instruído pelo Senhor a entrar em Damasco? Já não estava tudo certo? Nada estava certo ainda! Saulo não recebera a justificação, o perdão, a salvação, a adoção de filho ali na esplendorosa luz. Somente já em Damasco, à rua chamada Direita, na casa de Judas, Ananias manda Saulo invocar o nome do Senhor, Atos 22:16. Até então, depois de tudo que acontecera, até mesmo depois de Ananias revelar para Saulo que o Eterno havia de antemão o designado para que conhecesse a Sua vontade (e não designado para a salvação), para que visse o Justo bem como ouvisse a sua voz, depois de tudo isso Saulo continuava resistindo a tão grande apelo. “Por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, INVOCANDO O NOME DO SENHOR” Atos 22:16. A responsabilidade de invocar o nome do Senhor cabia a Saulo. E ele, sabiamente, o fez. A responsabilidade de decisão pertencia a Saulo: por que te deténs? Invoca já!

Somente quem se apega a revelações extras, a movimentos religiosos tradicionais, a teses de reformadores, vive considerando seus arrazoados indiscutíveis. A tarefa de conversão pertencia a Saulo. Isto está tão claro quanto a luz que Saulo viu! O Senhor não anda por aí aparecendo para alguém em esplendorosa luz, não é mesmo? O que aconteceu com Saulo foi uma coisa excepcional. Deus tinha propósitos na vida de Saulo que se estendiam para o mundo. Agora, Saulo teria que parar de resistir e, mais que isso, Saulo teria que invocar o nome do Senhor! O Senhor requereu de Saulo o que era possível ele fazer: confiar! E Saulo depositou confiança no Senhor! Aí sim, Deus o justificou. “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus” Hb 11:6. Se a fé confiança depositada no Senhor Jesus como único e suficiente Salvador não fosse de inteira responsabilidade de Saulo de Tarso ou de qualquer pecador que esteja morto em seus delitos e pecados, como advogam os pregadores da coisa inventada por Calvino e sua turma, que culpa teria esse miserável pecador em desagradar a Deus? Concordando com os pregadores da coisa asquerosa – aquela que ensina que Deus da eternidade já determinou quem participaria da salvação e quem Ele deixaria a míngua – não seria Deus responsável por tanta miséria salvando uns e condenando a outros? De um deus assim, nos livre Deus!

Inteligente que era, e inspirado pelo Santo Espírito de Deus, o apóstolo Paulo afirmou: “Porque TODO aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” Romanos 10:13. Somente os “eleitos”? Não! TODO e qualquer um! Qualquer argumento contrário a isso não passa de pura invencionice religiosa de fabricação caseira!




Aos remidos, graça e paz!



Michel Blanco, editor sênior do Yahoo! Brasil e mestre em Relações Internacionais (PUC-SP), declarou para o mundo, na matéria O pastor e o poste, conhecer pouco das Escrituras Sagradas. Isto não é novidade. Desde a antiguidade, os povos: gregos, egípcios, medos e persas, romanos e caldeus desconheciam por completo a Palavra do Grande Eu Sou. Isso tem uma causa: Deus, o Eterno, não deu Sua Palavra para ninguém, a não ser somente para o povo judeu. Assim foi registrado: “Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos, a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e, quanto aos seus juízos, nenhuma os conheceu.” Salmos 147:19,20. Todavia, como o cristianismo é uma religião que tem suas raízes no judaísmo, e muitos por serem cristãos costumam arbitrarem sobre interpretações várias das Escrituras, mesmo declarando abertamente não terem competência para tal coisa, Michel Blanco brilhou em sua matéria até sua estrela não ser ofuscada pelo despreparo para interpretar as coisas eternas reveladas através das Sagradas Letras.


“Mas, até onde eu sei Jesus é um exemplo de humanismo e compreensão. Pelo visto, até hoje o cara estaria à frente de nosso tempo”, disse o editor sênior do Yahoo! Brasil. E Michel Blanco sabe de quê das Escrituras? Para ele, o Senhor Jesus não passava de um humanista, um altruísta, um exemplar a ser seguido quando o assunto é amor pelo outro. E o que é pior, no devaneio de Blanco, a humanidade hoje poderia estar à frente de Jesus, já que dispomos de recursos que os contemporâneos de Jesus não possuíam. Quando alguém dá uma de intelectual e moderno, dá nisso: um atropelo com consequências irreversíveis. Michel Blanco não está só neste barco furado. Com ele, vão os adeptos de Allan Kardec, os seguidores de Ellen White, o Clero Romano, os advogados da salvação pela perseverança (salvação gangorra – aquela que vai e vem) e todos aqueles que têm suas religiões por ópio. Dentro desse caldeirão religioso, não era de se esperar o contrário de Michel Blanco. Aparentando não acreditar nas crendices pregadas aqui neste velho país religioso, Blanco não teve como não se influenciar por um raio de “luz” da sabedoria cristã.

Mas, ainda bem que estes conceitos não combinam com o caráter justo do Justo. Deus não enviou Seu Filho para ser modelo para seu ninguém! Todavia, o Senhor teve que cumprir o modelo que a Lei de Deus exigia. Se o Deus que criou o Universo e que arquitetou o plano da salvação com toda sabedoria e prudência tivesse mandado seu Unigênito para servir de modelo, qual o sentido de Ele ter morrido, e morrido no vitupério da cruz? Não faria sentido nenhum! Todavia, os que têm Jesus como modelo consideram o sacrifício da cruz como sem sentido e escândalo. Contrariando tudo quanto é sabedoria religiosa e secular, o Deus que é fonte de toda sabedoria e causa sem causa da contingência humana, considerou o sacrifício do Senhor Jesus e homologou esse sacrifício ao ressuscitar Jesus dos mortos! Todos estes: reis, sábios, religiosos e não religiosos - parece ser o caso de Michel Blanco - terão que fitar os olhos Daquele que não se deixa escarnecer e responder em que se basearam para andarem dizendo que Jesus veio deixar modelo de vida para quem quisesse segui-lo. É uma lástima que homens tenham sabedoria para críticas aos costumes sociais, mas não tenham sabedoria para argumentar as questões vitais da Palavra de Deus.


Aos remidos, graça e paz!






Já temos dito aqui que uma mentira declarada, evidenciada, ali, nua e crua, é ruim. Mas não tem dificuldade nenhuma em livrar-se dela, basta usar o mais leve pingo de lógica e de razão. Todavia, não tem nada mais perigoso, nada mais danoso, do que uma mentira travestida de verdade. Essa tem levado muita gente para o poço da crendice. E haja gente engolindo de goela abaixo esses ventos de doutrinas. E o que é mais terrível: mente quem propaga a mentira e quem diz amém a ela!

Um exemplo mais que prático é o que tem sido propagado na matéria
Eleição é uma doutrina fundamental do blog cincosolas. Lá foi publicado:

“...quantos são salvos ou perdidos não depende da vontade da criatura. Tudo foi infalivelmente determinado e imutavelmente fixado por Deus desde o princípio, e tudo que acontece no tempo é apenas a consumação do que foi ordenado na eternidade.” Ainda bem que existem aspas para serem abertas e fechadas rápido.

Bem, não tornando o assunto arrastado, isto porque aqui já foram publicadas matérias suficientes sobre a Predestinação Fatalista, temos a dizer: o ser salvo não depende de homem algum, Efésios 2: 8 e 9. Agora, quanto à quantidade de salvos e perdidos já terem sido determinada na eternidade pelo Eterno isto é uma falácia sem medidas. Que Deus da eternidade viu quem iria se salvar ou não, está fora de cogitação. Mas isso não determinou a falência de seu ninguém. A presciência é uma observação extrínseca ao objeto observado! Deus é Soberano e não déspota! Não faz parte do caráter de Deus resgatar a uns e deixar ao léu a outros. Provas? Os textos? Sobejam! Só para não ser prolixo: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16. Ou o mundo aqui seria apenas o mundo dos eleitos? Sem comentários!

Agora vamos para a parte mais drástica: “e tudo que acontece no tempo é apenas a consumação do que foi ordenado na eternidade”. O que dói mais é que tal afirmação saiu de pessoas de Bíblia à mão. É por essas malícias religiosas que o Senhor sente ânsias de vômito em relação à Igreja. Se tudo que acontece no tempo é apenas a consumação do que foi ordenado na eternidade, o universo estaria diante de um Deus que tem o prazer de ver o sangue dar no meio da testa somente para ostentar sua Soberania. Misericórdia! Mais uma vez, misericórdia! Mais uma vez: isto não combina com o caráter santo do Eterno! Nesta hipótese absurda, a criança que padece frio, fome e nudez; o homem que disputa no lixo pedaços de carne podre com o urubu; os crimes hediondos; a corrupção que gera a desigualdade e toda mazela humana já estariam empacotados desde a eternidade. E o que é pior, infinitamente pior, tudo isto teria como arquiteto o Eterno Deus. Que seria tão soberano ao ponto de determinar também quantos teriam o privilégio daquilo que o homem mais carece: a eternidade.



Os que tais coisas pregam e ensinam hão de fitar os olhos de justiça Daquele que não se deixa escarnecer! E naquele dia, não haverá arrumadinho: o que é palha não se passará por ouro. E o que é feno não se passará por pedras preciosas. Tudo passará pelo fogo. Os que dizem ser Deus responsável, desde a eternidade, por tudo que acontece no tempo hão de amargar perante a justiça do Justo! Hão de pagar centavo por centavo daquilo que andam alardeando como se fosse verdade. E se tiverem com que pagar!




Aos remidos, graça e paz!


Jesus no Calvário

Jesus no Calvário por mim sofreu
A morte da maldição;
Minh’alma ganhou, com o sangue Seu
O preço da redenção
Do alto da cruz, Jesus exclamou:
“consumado está”, e o espírito rendeu;
O sangue verteu, e me expiou,
Unindo-me ao povo Seu.


Na cruz do Calvário, a cédula foi
Cravada que Ele riscou.
O véu se rasgou, a porta se abriu,
Aberta p’ra Deus ficou.
Sobre a cruz eu morri, com Cristo Jesus;
O meu “ego” falaz Sobre o lenho levou.
A noite fugiu, e raiou a luz!
Por Cristo eu salvo estou.



Na cruz do Calvário, ao mundo morri;
Aqui um estranho fiquei;
Não vivo mais eu, com Cristo me uni;
Que vida excelsa achei!
O Cordeiro de Deus minh’alma nevou;
O SANGUE PASCOAL a culpa tirou,
O destruidor minh’alma passou,
Em Cristo liberto estou.







Os principais grupos religiosos no mundo estão representados pelo gráfico e pelo mapa acima (abra as imagens para melhor visualizar). Se fizermos um comparativo entre o Cristianismo e as outras duas principais religiões do mundo, Islamismo e Hinduísmo, teremos os seguintes resultados, segundo informações colhidas no site Wikipédia: existem no mundo cerca de 2.106.962.000 de cristãos (sabe-se que o mundo cristão se divide numa cocha de retalhos, cheio de credos e doutrinas) contra 1,5 bilhão de seguidores do Islã e cerca de 851.291.000 são seguidores do Hinduísmo. Somada essas duas últimas já ultrapassaria o Cristianismo. Fora os casos das religiões populares da China e do Budismo que, acrescidas as estas, somariam em muito mais em relação aos Cristãos.

No caso específico acima, pergunta-se: o fato de o mundo não ser totalmente cristão é um problema de Predestinação ou de Evangelização? Observando o mapa acima, teria o Senhor predestinado mais aos Americanos em detrimento aos Africanos e Asiáticos? Por quê? Ou teria a Igreja falhado no “Ide” do Senhor?

Os que pregam e alardeiam a “doutrina” da Predestinação Fatalista estarão em maus lençóis quando tiverem que responder aos questionamentos acima diante dos olhos severos do Senhor.


Aos remidos, graça e paz!