Os filhos do lixo

“Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo desse país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com esses olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.

A reportagem era uma história de terror – mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de 20 anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de 4, 2 e 1 ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: “A gente tem de sobreviver, né?”.

O relato dessa quase adolescente e o de outra eram parecidos: todas com filhos pequenos, duas novamente grávidas e, como diziam, vivendo a sua sina – como sua mãe, e sua avó, antes delas. Uma chorou, dizendo que tinha estudado até a 8ª série, mas então precisou ajudar em casae foi catar lixo, como outras mulheres da família. “Minha sina”, repetiu, e olhou a filha que amamentava. “essa aí?”, perguntou a jornalista. “Essa aí, bom, depende, tomara que não, mas Deus é quem sabe. Se Ele quiser...”

Os diálogos foram mais ou menos assim; repito de memória, não gravei. Mas gravei a tristeza, a resignação, a imagem das crianças minúsculas e seminuas, contentes comendo lixo. Sentadas sobre o lixo. Uma cuidando do irmãozinho menor, que escalava a montanha de lixo. Criadas como suas mães, acreditando que Deus queria isso.

(...)

Deus não quer assim. Os deuses não inventaram a indiferença, a crueldade, o mal causado pelo homem. Nem mandaram desviar o olhar para não ver o menino metendo avidamente na boca restos de um bolo mofado, talvez sua única refeição do dia...”

Matéria publicada pela revista Veja do dia 14 de abril de 2010, página 26, matéria assinada por Lya Luft.

Admitir que toda essa miséria: crianças disputando pedaços de carne podre com urubus; menino metendo avidamente na boca restos de bolo mofado, como sendo permitido por Deus, só se tiver levado uma pancada forte na cabeça que tenha atingido a parte da lógica e o raciocínio. Até Lya Luft, que nem escreve coisas sobre religião, concordou com tal coisa. Digo isso porque tem muita gente, e muita gente religiosa até os dentes, ensinando e pregando que tudo que acontece, acontece porque é permitido por Deus

Neste caso, Deus não só permitiria que uma criança disputasse carne podre com urubus como também permitiria a corrupção, a bandidagem, as catástrofes causando mortes e destruição. E o Universo todo estaria diante de um Deus que, vendo todas essas coisas ruins, permitiria tudo para ostentar Sua soberania. Misericórdia. Vá de retro! Esse argumento não combina com o caráter reto do Deus Eterno!

Os que argumentam a favor desse discurso terão que enfrentar o Senhor frente a frente e olho no olho. Se remidos forem, amargarão por verem suas palhas se queimarem publicamente. Caso contrário, não sendo remidos, enfrentarão a justiça do Eterno e aí sim, darão com os burros n’água.

Insistimos: ao ver todas essas coisas que agora acontecem, ou Deus nada faz porque não quer, ou Deus nada faz porque não pode. Terceira alternativa é argumento filosófico para tentar ser mais real que o rei. Terceiro argumento é arrazoado pífio. Tentar uma terceira alternativa é querer, com unhas e dentes, não ver o castelo da “teologia” construído na areia ir de buraco a dentro.

Deus nada faz para acabar com essa miséria que assola este mundo cão porque, por enquanto, Ele não pode. Não pode simplesmente porque Ele é infinito e o Ser infinito não entra em contradição.

Eis os textos:

" Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares." Mateus 4: 8 e 9.

"Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno." 1 João 5:19.

"E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre." Apocalipse 11:15. etc. etc. etc.

Aos remidos, graça e paz!


A Bíblia não registra que Deus tenha pedido o dízimo a Abraão. Gen. 14:20 registra que Abraão deu o dízimo a Melquizedeque, mas não do que era seu. Abraão deu o dízimo em bens e não em dinheiro. A Bíblia não afirma que Abraão tenha, nenhuma vez, dado o dízimo daquilo que era seu. E nem diz que ele tenha tido o costume de dar o dízimo e nem tão pouco que ele tenha ensinado a Izaque tal prática. E nem diz a Bíblia que tal prática tenha sido transmitida a Jacó e à sua descendência, até o êxodo. Jacó não aprendeu com Isaque a dar o dízimo, porque Isaque não aprendeu com Abraão, porque Abraão não aprendeu com Deus. Se isso tivesse acontecido, isto é, se o dízimo fosse uma ordenança de Deus ao pai da raça judaica, então Jacó, no caminho para Harã (Gen. 28:10-22) jamais teria negociado com Deus e nem feito um voto. Ele simplesmente obedeceria a ordenança e pagaria o dízimo. O voto é condicional ao favor alcançado. Abraão circuncidou a Isaque, quando este tinha oito dias, porque o Senhor lhe ordenara (Ge. 21:4). Mas nunca lhe disse nada sobre o dízimo.

Por diversas vezes Deus falou com Abraão e com Isaque (Gen. 12:1-3; 13:14-18; 15:1-21; 17:1:22; 18:1-23; 22:1-18; 26:2-5). Estabeleceu o pacto da circuncisão (Gen. 17:10-14), mas não disse uma só palavra sobre o dízimo. Desde que Jacó prometeu dar o dízimo, até que o dízimo foi estabelecido na lei, conforme Levítico 27: 28-34, se passaram cerca de quatrocentos anos sem haver uma única referência ao dízimo. Perceba, em Levítico 27, que o Dízimo foi instituído PARA OS FILHOS DE ISRAEL, e no MONTE SINAI. Em Levítico 27:34 está registrado: "São esses os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai". Ora, se o Senhor estava ordenando ali, no deserto e quando o povo de Israel já estava a caminho de Canaã, a prática do dízimo, então é que, em momento algum anteriormente, o Senhor ordenara tal coisa. Conseqüentemente, as outras referências ao dízimo no VT, é claro, são em função de sua instituição para o povo de Israel. Nem querendo os outros povos poderiam ter tal obrigação e muito menos as bênçãos destinadas ao povo da promessa, pois está escrito: "Mostra a Sua Palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos, a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e, quanto aos seus juízos, não os conhecem" (Salmo 147:19-20). Todas as demais vezes em que é o dízimo mencionado, cerca de dezoito, o é em relação à velha aliança, feita por Deus com Israel, quando ainda a igreja era um completo mistério.

A mais famosa e usada citação do dízimo, é sem dúvida, Malaquias 3:8 a 10. Parece mesmo milagre! Um texto do VT, sem nenhuma conotação doutrinária no campo da soteriologia, da escatologia, da pneumatologia e nem em qualquer outro aspecto neo-testamentário, consegue reunir e unir pessoas que, afora isso, se degladiam praticamente em torno de toda a Bíblia. Não concordam tais pessoas quando o assunto é: Batismo; santa ceia; a eficácia do sangue de Jesus (já que a maioria acha que ninguém pode ter certeza absoluta da salvação eterna); dia de guarda; predestinação (há quem pregue isso); dons carismáticos; revelações; forma de governo; forma de culto, e muitos outros pontos eclesiásticos. Mas pasmem os céus e a terra, quando o assunto é dízimo, todas elas concordam e citam o mesmo texto: Mal. 3:8 a10. Esquecem, alguns por conveniência, outros por má-fé que, nesse mesmo capítulo, no versículo 3 há referência aos filhos de Levi, e no versículo 4, a Jerusalém e a Judá, e no versículo 7 a "vossos pais", e no versículo 9, "a esta nação toda", e no versículo 14 "em guardar os seus preceitos" e que, no capítulo 4 versículo 4 está escrito: "Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo a qual lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e ordenanças".

Que o dízimo é uma instituição do VT e que diz respeito ao povo de Israel como acontece com a circuncisão, e com o sábado, e com a páscoa e com muitas outras ordenanças, qualquer um consegue ver e entender. Tanto é verdade que a circuncisão, o sábado (salvo alguns que ficam sem trabalhar no sábado e dizem estar cumprindo a lei de Deus), e a páscoa - para citar só três - não são ensinados e nem defendidos. Mas com o dízimo acontece um verdadeiro milagre: Todos o defendem e pregam.

Em nenhum lugar do NT, há qualquer referência à obrigatoriedade do dízimo. Em todo ministério do Senhor Jesus, só uma vez Ele aludiu à prática de "dar o dízimo" . Dirigia-se o Senhor aos fariseus e aos escribas, chamando-os de hipócritas. Porque, dizia Ele, "dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei..." (Mat. 23:23).
"O mais importante da lei". O Senhor censurava, e violentamente, os guardadores da lei, porque chegavam ao cúmulo de dar o dízimo até da hortelã, do endro e do cominho (as menores hortaliças) e esqueciam o resto da lei.

Davam o dízimo, e deviam dá-lo mesmo, pois eram israelitas e a lei os obrigava a isso (Mat. 23:23; Luc. 14:42). Na mesma ocasião o Senhor Jesus os chamou de: Hipócritas, filhos do inferno, guias cegos, insensatos, sepulcros caiados, serpentes, raça de víboras, loucos, mas diz que eles estavam certos em dar o dízimo, porque estavam assentados na cadeira de Moisés (da lei), conforme Mateus 23:2. Ora eles eram circuncidados, guardavam o sábado, festejavam a páscoa e as outras festas judaicas, porque eram israelitas, e, para eles é que fora estabelecido o dízimo. Nem Jesus e nem qualquer apóstolo, deu qualquer instrução para igreja, sobre o dízimo. Assim como para a igreja não foram dadas instruções sobre a guarda do sábado, nem sobre a páscoa e nem sobre a circuncisão. Como essas ordenanças não tratam de dinheiro, ninguém se preocupa e nem as defende. Mas com o dízimo a conversa é outra: Todos defendem com tremenda veemência.

No NT só vai aparecer outra referência vétero-testamentária do dízimo, na epístola aos hebreus, que sendo israelitas, entendiam perfeitamente a colocação do escritor, que lhes chamava a atenção para o Sacerdócio anterior ao de Arão, que, sendo imutável, era muito mais importante. Nessa mesma epístola é dito que, aquele testamento que incluía a circuncisão, a guarda do sábado, a páscoa, as festas judaicas e o dízimo, tornou-se antiquado e fora tirado, para que o Novo Testamento, baseado no sangue do Cordeiro, o testador perfeito, fosse estabelecido (Heb. 7:2 e 5; 8:13; 10:9; Col. 2:14,20; II Cor. 3:13-14). E ele foi estabelecido sem as exigências anteriores, senão e exclusivamente as descritas em Atos 15:19, 20, 28 e 29, que, por incrível que pareça, se destinavam aos crentes gentios, e não lhes ordena, em momento algum, que paguem o dízimo.

É infinitamente gratificante para o remido, poder usar seus recursos para a glória do Senhor.Mas na dispensação da graça, Deus não exige o serviço de um servo na prática do dízimo. Aceita contudo o louvor e a gratidão de um filho, que lhe oferta seus recursos, de forma livre e espontânea. Na cruz todos os mandamentos, estatutos e juízos ficaram. O véu do templo não foi rasgado por acaso. Agora, se todas as ordenanças da lei mosaica, perderam sua força na cruz, por terem sido ali, em relação aos remidos, todas cumpridas, então por que ou por quais razões só o dízimo atingiria ainda a igreja?

O que deve ser ensinado à igreja é que Deus nunca fica devendo nada a ninguém. Os que, usando o corpo, e no corpo, procuraram glorificar o Senhor com seus talentos, serão agraciados por Ele quando forem avaliados no Tribunal de Cristo, o tribunal de Cristo, com galardões ou coroas. E quem muito contribuiu ou quem contribuiu financeiramente, não esperando receber de volta aqui, no corpo - como acontecia na vigência do dízimo - mas aguardando receber no Tribunal de Cristo, receberá lá tudo que tiver feito aqui. A pregação do dízimo é sempre direcionada para as recompensas materiais. Os maus pregadores usam o dízimo como uma espécie de suborno para fazerem mais dizimistas, alegando que sem os tais, a obra do evangelho não teria prosperado, e coisas do tipo. Há quem erre mais ainda, denominando os não dizimistas de ladrões.

Esses pregadores vão ter que prestar contas no Tribunal de Cristo, os que forem realmente remidos, por terem usado textos fora de contexto, e com eles terem transferido para igreja uma ordenança da lei mosaica, manchando a sublimidade do evangelho da graça do Senhor Jesus, e se abençoando a si mesmos e abençoando suas organizações com vantagens materiais, afirmando, por conta disso, que Deus os está aprovando nesse mister. O bema vem aí!
Finalmente, mencionar o exemplo de Abrão entregando o dízimo a Melquizedeque, para dizer que ele foi instituído antes da lei, ou é agir de má fé, ou é dar prova de extrema incompetência no campo da hermenêutica.

Abrão tanto deu o dízimo a Melquizedeque quanto mentiu ao afirmar ser Sara sua irmã (Gên. 20:1 a 13). Nenhum pregador do dízimo induz quem quer que seja a mentir, mas ameaça os não dizimistas com maldições.

Até que o dízimo foi ou tenha sido mencionado em Lev. 27:32 como exigência de Deus para os filhos de Israel, nenhuma vez exigiu o Senhor seu pagamento ou sua entrega em cerca de dois mil e quinhentos anos, desde Adão até a lei. A igreja de Laodicéia, esse período atual, terá sérios problemas quando for avaliada pelo Senhor da igreja. A perfeição do caráter de Deus mais a sublimidade da Sua Palavra, não deixarão passar em brancas nuvens as invencionices doutrinárias, como essa do dízimo como exigência de Deus para a igreja, naquele dia.

Apreciaria muito receber qualquer tipo de contestação à argumentação ora apresentada, desde que, evidentemente, biblicamente embasada ou fundamentada.

Aos remidos, graça e paz!








Predestinação Fatalista: aquela que ensina que Deus salva a quem Ele quer dando a fé confiança como dom. Além disso ser uma afronta contra o caráter de Deus, há quem ensine e defenda essa coisa com unhas e dentes. Estes, se forem remidos, hão de pagar caro diante do tribunal de Cristo. E ali, o que é palha, feno e madeira jamais se passará por pedras preciosas, pois enfrentarão o fogo da justiça do Senhor. Todavia, se remidos não forem, cabeças hão de rolar diante do Trono Branco. Todavia, falo aqui como se remidos fossem. Para defender a teoria da predestinação fatalista costumam citar textos como Atos 13:48; Romanos 8:29,30; Efésios 1:3-5; 2:1,8,9 dentre outros. Todos os textos que se analisados os contextos imediatos dizem tudo, menos aquilo que pretendem os defensores da “teoria”. É o que acontece com Atos 26:29:

“E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias”.

E dizem eles, os pregadores da teoria da predestinação fatalista: “Não era da vontade de Deus que os que ouviam a Paulo se convertessem e fossem salvos”.
Como era que Paulo sabia que Deus, o Eterno, não queria que o rei Agripa e todos quantos estavam ali ouvindo (Atos 26:29) se tornassem tal qual Paulo era, exceto as suas cadeias? Se o apóstolo tivesse se referido somente ao rei Agripa a respeito da provisão de Deus poderia ser que brilhasse uma luz no fim do túnel já que ele, rei Agripa, não confiou no que Paulo disse a respeito do evangelho da Graça do Senhor Jesus (Atos 26:22,23,28). Mas, Paulo disse: “... não só tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo...”. Se Paulo se referia a uma predestinação fatalista, como ele sabia que Deus não havia predestinado o rei Agripa e o grupo que ouvia sua pregação? Nesta hipótese absurda, é possível saber quem é predestinado ou não? Mas que confusão é esta?! Isto não combina com o caráter de Deus! Quisesse Deus arrastar o rei Agripa para debaixo de Sua graça e todos aqueles que ouviam a pregação de Paulo. Mas Deus não pode. Deus não pode, não porque Ele padeça de alguma coisa. Deus é infinito. E por ser infinito, não necessita de alguma coisa como se Lhe faltasse algo. Deus não pode determinar o destino de alguém porque Ele nem entra nem pode entrar em contradição consigo mesmo justamente por ser o Ser infinito. Isto porque Ele, Deus, não criou marionetes. Nem criou máquinas. Tão pouco Deus se apropria de sua soberania para atropelar as leis que Ele estabeleceu. E uma dessas leis, perfeita claro, é que Ele dotou o homem com o poder de decidir. E não é por isso que o homem é, também, a imagem e semelhança de Deus? Ou o homem teria perdido esse atributo depois de sua queda? Afirmar isso só pode ser brincadeira!

É por isso que a tarefa do Santo Espírito é convencer, João 16:8. Qual a necessidade de convencer quem já está determinado? E é por esse motivo também que o Senhor Jesus, depois da cruz, diz: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:15,16). Por que o Senhor iria estender uma bênção para todos se esta bênção estaria reservada a poucos? Por isso que essa coisa, a predestinação fatalista, não combina com o caráter de Deus: por ser Ele INFINITO. E mais: “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” (1 Timóteo: 2:3 e 4) etc, etc, etc.Justificar
Como se vê, Paulo não estava defendendo a tese de que Deus salva a quem Ele quer e se, alguém se foi para as trevas, é porque Deus não lhe deu a fé para crer. Esse argumento é, no mínimo, esquisito. Longe de Paulo isto.

Que era da vontade de Deus que todos quantos ouviam o apóstolo Paulo fossem salvos, ah, isso era, (1 Timóteo 2:3 e 4). Mas Deus não podia prover aquilo porque Ele já proveu na cruz através de Seu Filho. Arrastar o rei Agripa e os demais para a salvação (Atos 26:29), estava e está fora dos conceitos de Deus. Isto dependia do rei Agripa em confiar ou não confiar no evangelho da Graça pregado pelo apóstolo Paulo. E ele, rei Agripa, não confiou. E muitos não confiaram e não confiam. Preferem as suas crendices. Preferem a sua religião.
Aos remidos, graça e paz.


“E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.” Atos 13:48.

Este texto das Sagradas Escrituras parece simples. Bem, seria simples e obvio se grupos religiosos não se agarrassem a ele, como náufragos se agarram aos pedaços do barco para não afundar. Agarram-se a este texto para provarem tudo, menos a verdade. Claro que ninguém é dono da verdade, embora tenha grupo de pessoas que afirmam tal coisa, mas a verdade é evidente, é objetiva, está ali. A mentira não é coisa perigosa porque muitas vezes olhamos para ela e logo a identificamos: “isto é mentira”. Mas, quando a mentira vem travestida de verdade, com cara de verdade, é perigosíssima, e leva muita gente consigo.

Para defender lá o seu movimento religioso, jamais a verdade, os pregadores da Predestinação Fatalista afirmam que quando Paulo e Barnabé pregaram o evangelho muitos ouviram a palavra de Deus, mas somente creram aqueles que estavam predestinados para crer, segundo Atos 13 : 45 a 48. Mas o que é isto?! No muito, palha braba! No máximo, areia fofa! Esse argumentuzinho não resiste a menor análise. Primeiro porque no versículo 46 do capítulo 13 de Atos diz que os judeus não foram salvos porque REJEITARAM, e não porque não foram “DETERMINADOS” para isto. Ora, o homem não alcança a vida eterna porque não foi eleito para isto ou porque rejeita o evangelho da graça do Senhor Jesus conforme fizeram os judeus de Atos 13:46? Qualquer principiante nas Sagradas Escrituras, que busca a verdade e não verdades do seu grupo religioso, sabe que antes da cruz não havia garça salvadora estendida a todos os homens, Mateus 15: 22 – 26 etc. Mas como o Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do MUNDO, João 1:29, e não de poucos, o sacrifício do Senhor na cruz, por ser perfeito, teria que atingir também os gentios. E é isto que está escrito em Atos 13:48.
Justificar
“E os gentios, ouvindo isto, se alegraram-se”. Quem se alegrou ao ouvir a pregação de Paulo e Barnabé? Todos os gentios! “E glorificavam a palavra do Senhor”. Quem glorificava a palavra do Senhor enquanto ouviam Paulo e Barnabé falar? Os gentios! Quantos creram? Todos os gentios que ouviram da parte de Paulo e Barnabé o evangelho da Graça. Não está dito que José ou João que estava ali presente creram porque estava determinado a isto. Não se trata de duas ou três pessoas ali em particular. Não! Tratava-se e trata dos gentios enquanto raça! A eles também foi estendida a promessa da vida eterna. E isto só foi possível com a morte do cordeiro de Deus. Vida perfeita no lugar de vidas imperfeitas. Aos remidos, graça e paz!


Os pregadores dessa ‘coisa’ costumam fugir diante de determinadas dificuldades. Eis algumas delas:



1 – Por que nenhuma vez é feita qualquer referência a qualquer tipo de

predestinação fatalista nas Escrituras de antes da cruz?

Na questão de Israel como nação, e dos israelitas como pessoas, não

existe o escopo eterno. Nenhuma vez foi dito ou está escrito ter Deus

predestinado um só judeu para a salvação eterna.

Deus preparou um povo através do ventre de uma mulher estéril. Mas

preparou um povo. E o preparou para interagir com os outros povos no

aspecto físico-material.



2 - Não existe um só caso de predestinação de pessoa alguma de nação

alguma, antes da cruz. Mas não houve ninguém salvo? Não houve

ninguém que tenha alcançado do Altíssimo, o altíssimo privilégio de ser

escolhido para a glória eterna?

E por que só no Novo Testamento apareceria a figura do predestinado?

A predestinação fatalista é uma afronta ao justo e perfeito caráter do

Eterno, sendo, portanto, inexistente.



3 – E o caso das crianças?

A Confissão de Fé Batista de 1689, em seu artigo 10º, item 3º, afirma o

seguinte: “As crianças que morrem na infância, se eleitas, são regeneradas

e salvas por Cristo, através do Espírito, que obra quando, onde e como Lhe

agrada.”

Depreende-se disso que, as crianças que morrem não tendo sido eleitas,

estariam destinadas às trevas.

Essa coisa macabra, digna do pior dos demônios, não caberia no Pai das

Luzes.

Outros que tais, mas do mesmo time, não chegam a tanto. Dizem que se

alguém morreu ainda criança, morreu por ter sido predestinado. Caso

contrário, não morreria ainda criança, pois teria que alcançar a idade da

responsabilidade, para, pecando, justificar sua própria perdição.

Nesse caso, ocorreria algo esquisito (mesmo que nada seja esquisito dentro

da esquisitice que a ‘coisa’ já encerra). É que, em países como Biafra,

Somália, Etiópia, e outros, para cada grupo de 1000 crianças que nascem,

cerca de 300 morrem antes de completar o primeiro ano de vida. Enquanto

que em países do primeiro mundo (Suíça, Suécia, Dinamarca e outros), a

taxa de mortalidade infantil fica próxima de zero.

Dar-se-ia o caso de ter predestinado Deus mais africanos que europeus,

para a salvação?


4 – Alguns defensores da doutrina predesticionista (fatalista) no afã de

respaldarem a ‘coisa’, trocaram os pés pelas mãos e usaram textos

escatológicos como se soteriológicos fossem.

Ora, é primário que não se contextualiza a doutrina da salvação eterna

(matéria soteriológica) com citações profético-escatológicas. Quem assim

o faz cria e alimenta sofismas e incoerências, incompatíveis com o uso

correto das regras hermenêuticas.

Mas foi exatamente isso o que fizeram figuras eminentes do

predesticionismo, como Charles H. Spurgeon e Samuel Falcão.

Spurgeon, no livro ELEIÇÃO, à página 10, escreveu o seguinte: “Jesus

Cristo declarou: Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém

se salvaria; mas, por causa dos eleitos que Ele escolheu, abreviou tais

dias.. Porque se levantarão falsos cristos , e falsos profetas, e farão sinais

e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos... E Ele enviará

os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da

terra até à extremidade do céu”, Marcos 13:20,22 e 27.

Por sua vez, o Rev. Samuel Falcão em sua obra Predestinação, pág. 108,

escreveu: “Leiamos mais para ver a proeminência desta doutrina nas

Escrituras. “Não tivessem aqueles dias sido abreviados e ninguém seria

salvo; mas por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados”, Mateus

24:22;

“... para enganar, se possível os próprios eleitos”, Mateus 24:24.

Tanto Spurgeon quanto o Rev. Falcão, de forma absurda e incompetente,

usaram escrituras escatológicas na doutrina da salvação, comprometendo o

caráter do Altíssimo em defesa de algo insustentável e asqueroso.

Spurgeon, um dos maiores defensores e pregadores da inexistente

predestinação fatalista, demonstrando não dominar alguns enunciados

bíblicos, valeu-se de uma profecia na qual o Senhor Jesus revelou o que

haverá de acontecer com os judeus na grande tribulação, nos últimos três

anos e meio da última semana de Daniel 9:24 a 27. Sendo os judeus os

escolhidos como a nação da qual nasceria o Messias, atribuiu Spurgeon tal

escolha a uma predestinação com conotação eterna. Um absurdo digno dos

piores exegetas, faltos de iluminação e do temor a Deus.

Pessoas sérias e comprometidas com a vontade do Senhor não agem dessa

forma.

Já o Rev. Samuel Falcão, além de usar do mesmo expediente de Spurgeon,

admitiu a tradução do termo ‘sarx’, carne, como ‘ninguém’ (“ninguém

seria salvo”). Isso transformou o texto em um sofisma, porquanto não foi

isso que o Senhor afirmou. Jesus não afirmou que “ninguém seria salvo”,

mas que “nenhuma carne se salvaria”. Isto é, que nenhum dos judeus

permaneceria vivo para entrar no reino milenar. Daí precisarem eles fugir

da Judéia (não do Brasil nem do Japão) para os montes.

Isso acontecerá quando a abominação da desolação for colocada no lugar

santo do templo, em Jerusalém. Templo que será construído dentro de

pouco tempo.

O texto é todo de conotação escatológica, e não trata, em momento algum,

repetimos, da salvação eterna.

Outrossim, para significar “ninguém”, na expressão “ninguém seria

salvo”, teria sido usado o termo “oudeis”, com as variações “oudenia” e

“oudén”, como pronomes. Jamais “sarx”.



5 – O Rev. Samuel Falcão, ninguém sabe porque, talvez no desespero de

concluir sua tese, usou, a mais não poder, textos do Velho Testamento

como uma criança que tentasse esvaziar o oceano com um balde.

Escreveu ele, no livro Predestinação, pág. 107: “Há muitas passagens em

que Israel é chamado povo escolhido. Basta citar algumas. “O Senhor teu

Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os

povos que há sobre a terra (Deut. 7:6 e 14:2). “Feliz é a nação cujo Deus é

o Senhor, e o povo que Ele escolheu para sua herança.” (Sal. 33:12). “Mas

tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu

amigo, tu a quem tomei das extremidades da terra... e a quem disse: Tu és

meu servo, Eu te escolhi e não te rejeitei.” (Isaías 41:8 e 9).

E depois de fazer desfilar muitos outros textos do Velho Testamento, onde

só cuidou Deus de Israel, escreveu o Rev. Falcão: “Estas passagens

mostram a proeminência da doutrina da eleição na Bíblia”.

Em nenhum dos textos citados pelo rev. Falcão pode ser encontrada a idéia

abjeta e asquerosa de uma predestinação fatalista com conotação eterna.

Quando afirma o Senhor Deus ter escolhido e elegido Israel como seu

povo, não afirma ter escolhido Israel em meio a outras nações, porquanto

Israel nem sequer existia como povo ou como nação.

Israel é resultado da promessa feita a Abrão de que seria ele pai de

numerosa nação, sendo entretanto estéril Sarai, sua mulher.

Deus, pois, levantou um povo a partir do ventre estéril de Sara, estando já

ela além dos noventa anos, e tendo-lhe cessado a ovulação, conforme

Gênesis 15:1-6; 16:1; 17:17; 18:11; 21:1-3.

Israel, como nação, veio à existência a partir de uma promessa do Senhor

Deus a Abrão, depois Abraão, pai da raça.

Israel foi eleito povo de Deus, para fazer mediação entre o Senhor e as

outras nações, para interagir em questões físico-materiais. Jamais houve

eleição, em termos eternos, para a nação israelita.

Ninguém (particularmente) de Israel recebeu do Senhor nenhuma palavra

sobre uma bem-aventurança eterna, como sugerem os predesticionistas, a

exemplo do ‘infeliz’ Rev. Samuel Falcão.


6 – Abraão, até a morte do Senhor Jesus, foi retido no hades com todos os seus

descendentes, aqueles que morreram debaixo da promessa.

O Senhor contou, em Lucas 16:19 a 31, o que acontecia com Abraão.

Religiosos existem que, contrariando os fatos, afirmam ter estado Abraão

no Paraíso, ficando este entre as duas partes do hades, ou ao lado dele. O

seio de Abraão significava a comunhão com ele que todos quantos haviam

morrido debaixo da promessa, desfrutavam.

Mas Abraão estava no hades. Em uma parte superior dele, mas no hades.

foi possível o diálogo entre ele, Abraão, e o rico, sendo o rico um de seus

descendentes. Isso anula a idéia de ter sido Israel escolhido ou

predestinado em relação à eternidade. O rico era judeu.


“E, agora, por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor.” Atos 22:16. Se Deus tivesse arrastado Saulo a força para salvá-lo, como ele teria poder para deter-se? Como? Por que te deténs? Essa foi a pergunta de Ananias ao fariseu Saulo de Tarso. E Saulo decidiu invocar o nome do Senhor para que os seus pecados fossem perdoados. Isto não significa que Saulo tenha feito alguma coisa para se salvar, e nem poderia. Ele apenas confiou no que já estava feito. Apelou para Aquele que pode, o Senhor Jesus. Sendo judeu de judeu, criado aos pés do extraordinário rabino Gamaliel, e instruído conforme a lei dos seus pais, os judeus, e ainda sendo zeloso por Deus (Atos 22:3), teve que reconhecer não ter força moral para enfrentar a justiça de Deus. E apelou de forma sincera e consciente para o homem perfeito, o Senhor Jesus. Tentar provar que Deus salva pelo que o homem tem feito está tão distante dos planos do Senhor quanto está distante da Terra a estrela Antares, a 600 anos-luz, localizada na Constelação de Escorpião. E se alguém pudesse fazer alguma coisa neste mister, qual a necessidade de o Senhor ter morrido na cruz? Tentar, muitos tentaram e ainda tentam. Mas todos ficaram e ficam só na teoria. A justiça de Deus exige nada mais nada menos que o pecador se enquadre perfeitamente dentro de Sua vontade, vontade esta alicerçada no Pentateuco, na Lei de Moisés. Mas como o homem não consegue viver sem pecar, Deus enviou o Senhor Jesus. E cumprindo a Lei até o último jota e até o último til, tornou-se o salvador de pecadores. Agora, o homem perfeito, o Senhor Jesus, no lugar da vida de homens imperfeitos. Como se vê, o homem não pode fazer nada para se salvar porque tudo já foi feito! Para que o homem se salve, basta confiar naquilo que foi feito. Confiar porque foi perfeito. E não é por isso que o Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:19)? Se o Senhor não salvasse todos quanto O invocasse, em qualquer parte deste planeta, o Senhor seria o cordeiro de Deus que tira o pecado de que mundo? Do mundo de alguns “privilegiados”? Coisa que não combina com o caráter infinitamente reto do Altíssimo! Ou o Senhor só tiraria os pecados do mundo Ocidental do planeta já que são cristãos, em detrimento do mundo Oriental já que são pagãos? Teria o Senhor “predestinado” para tirar os pecados dos brasileiros já que somos considerados cristãos e esquecido do povo africano já que eles lá estão mergulhados práticas religiosas ocultas? Sinceramente, misericórdia! Não tem como errar! Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo! Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo! Romanos 10:9. É futuro do subjuntivo, meu filho! Vê se acorda! Tão logo a condição de crer seja satisfeita, o que é futuro vira passado: quem crer será salvo; quem creu, foi salvo eternamente. É condicional. E a condição está no crer. E não no ser eleito para isto! MARANATA!


Tenho aprendido que dizer a verdade em relação à eternidade do homem é dizer aquilo que Deus diria se pregasse. E Deus, o Eterno, jamais diria que a fé, a fé confiança, aquela que ao ser exercida na pessoa bendita do Senhor Jesus torna o homem remido para sempre, sim, jamais Deus diria que a fé é um dom. Não afirmaria tal coisa porque isto é uma tentativa de manchar-Lhe o caráter e, sobretudo, isto não é dito em lugar nenhum das Sagradas Escrituras. Todos os textos citados pelos defensores da Predestinação Fatalista, aquela que ensina que o homem é salvo porque foi eleito para isto independente de querer ou não, todos os textos citados por este grupo não passam de mentiras travestidas de verdade, o que é um perigo. É por essas arengas e briga de foice no escuro que o Senhor Jesus proferiu palavras contra a Igreja de Laudicéia das mais terríveis. Disse o Senhor: “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” Apocalipse 3:17. E pior ainda, Ele, o Senhor Jesus se encontra fora da Igreja, pois quem bate à porta só pode estar do lado de fora, Apocalipse 3:20. Laudicéia anda nua em relação às vestes da verdade. É triste ver pessoas de Bíblia à mão citando Efésios 1:5 para tentar provar uma verdade construída lá nos laboratórios de Calvino. Não dizem que o apóstolo Paulo não escrevia para qualquer um. Paulo escrevia para remidos, para os fiéis EM Cristo, Efésios 1:1. Foi a estes que o Eterno predestinou para FILHOS de adoção por Cristo Jesus! E para corroborar a clareza, porque mais claro que isso só na planície do Sol, isto só aconteceu com o pecador depois que ele, pecador, ouviu a palavra da verdade, o evangelho da salvação; e, TENDO TAMBÉM NELE CRIDO, Efésios 1:13. A predestinação aconteceu não no pecador, mas no Senhor Jesus para que todos quanto O recebesse pudesse se tornar filhos de Deus, João 1:12.

“Porque pela graça sois salvo, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem de obras, para que ninguém se glorie” Efésios 2:8,9.

Este texto tem mexido muito com muita gente. É motivo de inquietação dos inimigos do evangelho da graça do Senhor Jesus. Porque afirmar que o termo “isto” se reporta a todo um sistema de coisas declaradas anteriormente, inclusive a fé, é uma heresia tamanha, é querer tentar manchar o caráter de Deus. Coisa que não passará impune diante da justiça do Altíssimo! O termo “isto" nos remete ao que o apóstolo colocou em primeiro plano: o ser salvo pela graça. E isto não vem de obras de justiça praticadas por homem algum! Isto se dá por um ato de fé confiança depositado no sacrifício realizado pelo Senhor Jesus na cruz. Também afirmar que o termo “não vem de obras” se refere ao termo “fé” do versículo 8 é querer torcer ou esticar o texto para caber na cama de Procusto. O que diz as Sagradas Escrituras: “Porque, se Abraão foi justificado pelas OBRAS, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? CREU Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” Romanos 4:2,3. O CRER de Abraão não foi considerado como obras, pelo contrário! Abraão confiou em Deus e isto foi-lhe imputado como justiça. O crer foi exercido pelo próprio Abraão. A confiança partiu de Abraão. Ele, Abraão, não foi arrastado por uma força que veio de fora independente de sua vontade. Abraão apenas creu na promessa de Deus e este ato de confiança agradou ao Altíssimo!

Que tipo de obras se refere o apóstolo em Efésios 2:8,9? Os defensores da Predestinação Fatalista afirmam que o ser salvo não pode ser através de um ato de fé confiança exercido por parte do pecador, de livre e espontânea vontade, porque a salvação não vem das obras, segundo Efésios 2:9. Isso é pra rir de tanta comédia ou pra chorar de tanta desgraça! As obras de Efésios 2:9 se refere às obras da Lei! E como ninguém será justificado diante do Grande Juiz pelas obras da lei, Romanos 3:20, a salvação não vem das obras. A salvação requer do pecador fé confiança no sangue do Senhor Jesus. Fé exercida por ele, pecador, depois de convencido pelo Santo Espírito, João 16:8. Aí sim! Convencido, ele, o pecador, decide entre invocar o nome do Senhor ou não invocá-Lo. Foi a recomendação dada por Ananias ao apóstolo Paulo quando ainda Saulo, Atos 22:16! De graça é que o homem e a mulher são salvos! De graça porque o Senhor Jesus pagou todo preço requerido pela justiça do Eterno. De graça para todos que, em qualquer lugar deste planeta, invoque o nome precioso do Senhor Jesus! Aí sim, depois de invocá-Lo como Salvador pessoal e único, passam a serem filhos e são predestinados para serem conforme o corpo de Sua glória, Gálatas 4:5,6; Romanos 8:29. MARANATA!

Aos remidos, graça e paz!


Qual era a Lei que era contra o homem nas suas ordenanças? A lei cerimonial? De jeito nenhum! Afirmar isso é trocar os pés pelas mãos! Ora, a lei cerimonial socorria o israelita quando este violava a lei moral! A lei cerimonial servia de socorro aos filhos de Israel! O Senhor Jesus nos resgatou da maldição da lei naquilo que era mais gritante, a lei moral! Toda a lei, a lei dada por Deus aos filhos de Israel, com seus 613 mandamentos, o Senhor venceu e a cravou na cruz com sábado e tudo! “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” Colossenses 2:14. Perceba: não foi a lei que morreu para o remido, mas foi o remido quem morreu para a lei ao confiar no sacrifício de Cristo na cruz, pois este tomou parte na morte do Senhor pela fé: “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus; Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra” Romanos 7:4, 6. Isso é prego batido e ponta virada. Tudo isso foi resolvido na cruz! Por isso que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer, Romanos 1:16. E se o Senhor não tivesse resolvido o problema do homem perante a justiça Divina preceituada pela Lei Moral, o homem seria salvo de quê? O homem só é salvo para não ser condenado, lógico! E só existe condenação se houver juízo preceituado por lei. Tendo Cristo sido feito maldição para nos resgatar da maldição da lei, Lei Moral, “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” Gálatas 3:13, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, Romanos 8:1. Dizer que a lei que foi cravada na cruz foi a lei cerimonial é o mesmo que chutar a bola da marca do pênalti e mandar a bola pela lateral do escanteio. É errar em coisas primárias. Sendo o erro proposital ou não, não deixa de ser erro. É construção em cima de areia fofa que qualquer neblina leva fácil. A Igreja de Laudicéia é pobre e anda nua, Ap. 3:17, por essas e outras brigas de foice no escuro. Aos remidos, graça e paz!


Imaginemos: dois animais famintos submetidos a mesma situação. O primeiro come o alimento e em poucos segundos morre esticado e se debatendo por a comida estar envenenada, enquanto o segundo animal presencia toda a cena. Solto o segundo animal faminto, diante do alimento envenenado, qual será sua reação? Certamente comerá do alimento contaminado e, tal qual o primeiro animal, morrerá pelos efeitos do antídoto. E com o homem, aconteceria o mesmo? Dois homens famintos. Um deles observa a ação do primeiro que se alimenta e em seguida morre envenenado. E agora? O segundo homem procederá da mesma forma? Só se tiver levado uma pancada muito forte na cabeça ao ponto de ter atingido os neurônios. Caso contrário, de forma nenhuma o fará. Eis o livre arbítrio, o poder de decidir entre o comer ou não comer o alimento que contém veneno.
Suponhamos o homem e a mulher sem o poder de decidir por si próprios. Querer, como única hipótese, a lei não teria sentido (Lembra o povo de Israel? Teve a oportunidade de querer ou não querer guardar a lei do Senhor. Ex. 19:5 etc.). Por outro lado, não querer como única hipótese, a lei seria supérflua. Portanto, o só fato da obrigação supõe e demonstra a liberdade. A liberdade de escolha, em relação às coisas divinas, está evidenciada em “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Mc. 16:15 e 16. Que Deus, a inteligência infinita, conhece de toda a eternidade todos os nossos atos futuros, é absolutamente verdade. Isto está dito em Romanos 8:29 em relação aos REMIDOS. Ora, o que Deus prevê acontecerá necessariamente e tal qual o prevê. Só que, UM DETALHE IMPORTANTE, ser visto ou previsto são denominações extrínseca que NÃO determinam a natureza do objeto, mas a supõem, e que, por conseguinte, os nosso atos NÃO existem porque Deus os prevê, mas que, pelo contrário, Deus os prevê porque serão e tais quais serão. Saulo foi arrastado por uma forte luz a caminho de Damasco, At.9:1-8. Todavia, somente na casa de Ananias, depois de ter ouvido a cerca do evangelho da graça do Senhor Jesus, é que o varão Saulo teve a opção de escolher entre invocar o nome do Senhor e não invocar. Atos 22:16. Se Saulo não tivesse o poder de decidir entre invocar e não invocar o nome do Senhor, qual o sentido da pergunta de Ananias: Por que te deténs? Que respondam os defensores de uma inexistente “Predestinação Fatalista”! “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16). Admitir aqui que “todo” diz respeito apenas a alguns é tão “racional” quanto dizer que “todos” de “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” diz respeito a alguns, querendo dizer com isso que só alguns pecaram. Coisa para além de irracional!


“E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?” Hb 9:15-17. Antes da morte do testador, o Senhor Jesus, não havia Novo Testamento. E por isso, não havia graça salvadora estendida a todos os homens. Enquanto o Senhor vivia, enquanto corria o sangue pela suas artérias, Ele ensinou e cumpriu a Lei de Moisés. E o fez pelo pé. Até o último jota e o último til. Por isso que Ele é Salvador.


Para vencer o pecado, a morte e Satanás, o Senhor Jesus teve que entrar pela porta estreita da Lei e andar pelos caminhos apertados da Lei. E assim Ele o fez. “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a Lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz”. Ef 2:15. O Senhor não desfez a Lei Cerimonial. A Lei Cerimonial socorria o filho de Israel quando este quebrava o mandamento da Lei de Deus. Para aplacar a ira de Deus e para que ele, israelita, continuasse vivendo recorria, apelava para a Lei Cerimonial. O Senhor desfez na cruz aquilo que era mais gritante: a Lei, que apontava para o homem o seu pecado e o matava. Como pode a convivência de duas alianças? Como pode a convivência de dois testamentos? Isso só causaria confusão! Deus não é de confusão! Isso só cabe na cabeça de uma Ellen White e do seu grupo que querem se justificar ficando sem trabalhar num dia da semana. Ficar sem trabalhar no sábado nunca foi guardar a Santa, Justa e Perfeita Lei de Deus. Que adianta ficar sem trabalhar no SÁBADO e pecar o resto da semana? Coitado de Davi. Ficou apenas na retórica.


Admirava a Lei, exaltava a Lei. Mas ficou só na teoria. Adulterou com a mulher de Urias e mandou matar a Urias. Recorreu à misericórdia do Senhor no Salmo 51 porque sabia que seu pecado estava sempre diante de si. A Lei não foi dada para que alguém a admirasse, para que alguém cresse nela. A Lei de Moisés foi dada por Deus para ser cumprida. E não cumprir até o último jota e até o último til é condenação na certa. Muitos vão dar com os burros na água diante de Deus. E os que vão pagar pelo pé são os que, principalmente, andaram ensinando e pregando inverdades. Ali, diante de Deus, cabeças vão rolar.


Aos remidos, graça e paz!