A Igreja de Laudicéia, por ser pobre, miserável, cega e nua, não poderá fazer parte da Noiva do Cordeiro. É pura pretensão religiosa a ideia que se tem no mundo cristão de que toda a Igreja do Senhor é a Noiva. Isto não está dito em lugar nenhum das Escrituras. Pelo contrário, somos informados pelas Sagradas Letras de que a Noiva do Cordeiro se vestirá de atos de justiça: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.” Apocalipse 19:7 e 8. Desta forma, como pode toda a Igreja ser a Noiva do Cordeiro se a Igreja de Laudicéia não tem nem com que se cobrir? Apocalipse 3:17.

Pela força da lógica e da razão, temos que admitir que nem toda a Igreja fará parte da Noiva do Cordeiro. Pelo contrário, a Noiva sairá de dentro da Igreja. Cabe a nós, remidos, para fazermos parte da Noiva, ser vencedores. Pois aos vencedores está prometido se assentar com o Senhor Jesus no seu trono, Apocalipse 3:21. Somente estes, os vencedores de todos os períodos da Igreja é que farão parte da Noiva do Cordeiro. E para ser vencedor não é preciso morrer na fogueira nem morrer apedrejado como Estêvão. Porém, apenas guardar a fé como fez o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” II Timóteo 4:7 e 8. E a fé aqui não tem nada haver com a fé salvadora e sim com o conjunto de doutrinas dadas à Igreja, Judas v.3.

Os que andam defendendo com unhas e dentes seus dogmas, seu grupo religioso, pregando e ensinando a guarda de sábado ou de domingo, Predestinação Fatalista (como se essa coisa existisse), obras com o cognome de perseverança, dízimo e outras arengas mais, estes tais não poderão fazer parte da Noiva do Cordeiro. Se vestir de atos de justiça é requisito substancial para pertencer à Noiva. Somente quem prega a verdade, luta exclusivamente pela verdade, somente quem diz aquilo que Deus diria se pregasse é que se veste com linho fino. Estes sim farão parte da Noiva do Cordeiro.

Aos remidos, graça e paz!


É certo o ditado popular que diz: “Até um relógio quebrado estará certo duas vezes ao dia”. Mesmo quebrado, estará certo a certa altura. Mas, o que dizer de um relógio que funciona, mas funciona mal? Por exemplo, um relógio que sempre atrasa. Esse é pior que todos. Nunca podemos confiar nele. João Calvino (que inclusive tem muitos adeptos), aquele do calvinismo, que lembra muito a Predestinação Fatalista, parece ser um desses relógios: sempre está atrasado. Desta maneira não merece crédito. Pelo que consta no blog Cinco Solas, o conceito que Calvino espalhava da Bíblia era que tudo quanto estava na Bíblia era aplicável para si e seus seguidores.


Argumentou João Calvino: “Na Lei de Deus se nos deu uma perfeitíssima regra de toda justiça, que podemos chamar com toda razão ‘a vontade eterna do Senhor’, pois tem resumido plenamente e com clareza em duas Tábuas tudo quanto exige de nós”. Calvino, e sua prole, só esqueceu de um detalhe bem pequeno: que ninguém será justificado diante do Eterno pelo mandamento. Pelo contrário, as regras de justiça gravadas nas Tábuas da Lei encontram no homem injustiça e o condena (Romanos 7:8-11). É que Calvino tratou com a Palavra de Deus como quem quer montar uma bicicleta com uma roda de trator. Aí é de mais. Não cabe! Tanto é assim que ele se inclui nos dez mandamentos: “na lei de Deus se nos deu”, “tudo quanto exige de nós”. É a velha teimosia de muita gente querer tomar para si uma coisa que sempre teve um dono exclusivo: os filhos de Israel.


“Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” Êxodo 20:2,3. Só se Calvino e seus seguidores vieram de lá, da terra do Egito, e da época de Moisés. Coisa totalmente absurda. Na lei, em toda lei, com todos os seus ais, incluindo aí a Lei Moral e a Lei Cerimonial, o Eterno Deus, Criador e Sustentador de todas as coisas, não falava para qualquer Egípcio, Fenício, Caldeu. Nem tão pouco falou para os Latinos, Norte Americanos ou Europeus. Deixa disso! O Eterno falou exclusivamente para os filhos de Israel: “Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.” Salmos 147:19 e 20. E é isto que está dito lá no Monte: “Eu Sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”. Êxodo 20:2,3. “Então disse o SENHOR a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que, dos céus, eu falei convosco.” Êxodo 20:20 e 22. “Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se.” Êxodo 31:16 e 17.


Não sei se Calvino guardava o sábado (tem gente que fica sem trabalhar no sábado pensando está guardando toda a Lei. No mínimo isto é má fé). De uma coisa sei: que não dá para acreditar no que Calvino diz porque um relógio atrasado sempre vai nos atrapalhar. Agora, se Calvino erra ao falar sobre a Lei do Senhor, imagina se dá para acreditar quando ele fala sobre a coisa esquisita denominada de Predestinação Fatalista?


Graça e Paz!


Os pregadores da coisa asquerosa, desta doutrina fabricada em laboratório particular, a Predestinação Fatalista, da qual o próprio Senhor sente ânsias de vômito, define a coisa assim: “predestinação é o eterno decreto de Deus que determina o que vai acontecer com cada ser humano individual, pois nem todos são criados para o mesmo destino. A vida eterna é predeterminada para alguns e a perdição eterna para outros”. E com este monstro defendem a soberania de Deus. Em outras palavras, para os pregadores da coisa, Deus seria responsável por tudo quanto é bom e também por tudo quanto não presta. Misericórdia! De um deus assim nos livre Deus. Claro que essa “doutrina” não foi encontrada na palavra do Eterno. Eles lá, os pregadores da esquisitice, recorrem a Calvino e a todos os seus seguidores que vieram depois dele a partir do século 16.


Ao se perguntar a um desses defensores da Predestinação Fatalista quem é responsável pelas misérias mundo a fora, eles engolem seco. E tem desgraça maior do que decretar a perdição de alguém? O Eterno Deus, Criador do Universo, Infinito, Sábio, não concordaria com esse ensino abominável. Não está no caráter de Deus decretar a falência de seu ninguém. Como não encontram bases para seus castelos, falam em dom de perseverança, graça irresistível, fé confiança como dom de Deus e tudo mais para não verem o mais leve chuvisco provocar uma grande queda na construção de areia fofa. Os textos citados por estes atropelam tudo quanto é razão, sinceridade e temor a Deus. Citam Romanos capítulo 8, Efésios capítulos 1 e 2 etc. E pra convencer os desavisados, que não são poucos, se apegam aos ensinos do Senhor, quando pregava o evangelho do Reino aos filhos de Israel. Já tratei neste blog sobre a Predestinação Fatalista. O assunto não se torna cansativo porque tem muita gente pregando, ensinando e jurando de pés juntos que Deus tenha decretado a perdição e a salvação da humanidade. Há de chegar o tempo em que Deus não permitirá que inverdades sejam ditas e proclamadas como tendo Sua própria assinatura. Os que assim agora fazem serão indesculpáveis perante a justiça do Eterno. Maranata!


Aos remidos, graça e paz!


Para se tornar o Salvador de pecadores o Senhor Jesus teria, necessariamente, que ensinar e praticar a Lei com todos os seus preceitos. E teria que viver a Lei de forma perfeita. No início do seu ministério, aos judeus (a quem pregava o evangelho do reino e não o evangelho da graça), já houvera dito: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.” Mateus 5:19. Essa sequência não poderia deixar de ser seguida. Ensinar sem conseguir cumprir seria sujar a água para beber depois.

Neste complicado contexto, o Senhor fez uma severa afirmação: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia” Mateus 7:21, 24, 26. Que dureza o evangelho do reino. O evangelho que anunciava aos filhos de Israel o reino dos céus, e não o reino de Deus. Isso porque, como ainda não havia o evangelho da graça, como o evangelho da graça ainda não era uma realidade, valia para os que estavam debaixo da lei (os judeus) os rigores da lei. E foi isto que o Senhor lhes deu. E não foi a lei dada apenas ao povo israelita?! (“Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.” Salmos 147:19 e 20). O Senhor ratifica: “E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mateus 15:24.

Ao ensinar, as palavras do Senhor tinham endereço certo: os filhos de Israel. E foi preceituado pela lei de Moisés que o Senhor chegou a dizer: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” Mateus 5:19 e Mateus 7:12 – 14. Claro está que porta estreita, caminho apertado, nunca foi entrada para a graça salvadora. A porta estreita mencionada pelo Senhor dizia e diz respeito aos rigores da santa, justa e perfeita lei de Deus.

O evangelho anunciado pelo Senhor exigia do homem justiça própria: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” Mateus 5:20. E essa justiça teria que ter o padrão de nada mais nada menos que a lei dada por Deus aos filhos de Israel com todos os seus 613 mandamentos. E isto de forma perfeita até o último jota e até o último til.

O Senhor Jesus nasceu sob a lei, Gálatas 4:4. E se ele violasse um dos mais pequenos mandamentos não seria salvador. Foi por isso que, ainda na vigência do antigo pacto, afirmou: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” Mateus 5:17. E cumpriu! E é por isto que ele é Salvador de pecadores. Quem prega a porta estreita e o caminho apertado como condição para a segurança e salvação do homem é tão racional quanto chamar um urubu de meu louro só por conta que este e aquele possuem penas. Todos que assim pregam ignoram que o Novo Testamento teve início na morte e ressurreição do Senhor Jesus.

A segurança do crente, e de qualquer um que o queira, não está na porta estreita e nem no caminho apertado. Entrar pela porta estreita e trilhar pelo caminho apertado somente o Senhor Jesus o fez! Todos que tentaram e tentam trocam os pés pelas mãos. A segurança do crente, e de qualquer um que o queira, está no sangue derramado pelo Senhor. Aí sim, existe escape, existe segurança eterna! Ensinar a porta estreita, caminho apertado como palavra de segurança é errar do primeiro ao quinto. É demonstrar que não entendeu a mensagem preciosa do evangelho da graça do Senhor Jesus. Mas tem muita gente que teima por trilhar por um caminho apertado, muitas vezes criado pelo grupo religioso do qual faz parte. Estes amam mais sua religião por ser “histórica” do que mesmo a verdade. Quando fitarem os olhos do Senhor, vão ter que se explicar!

Graça e Paz!


Este texto é a publicação literal de comentários feitos na matéria Inacreditável ao homem caído postada no blog Cinco Solas:


Paulo César disse:


Não dá pra acreditar é na afirmativa de que "Deus não encontra fé no homem capaz de acreditar nisso" (fecha aspas ligeiro!). Se assim fosse, qual o sentido do apelo: "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado."? Marcos 16: 15 e 16. Deus em sua palavra diria uma coisa e na prática seria outra? Onde está dito na Palavra do Eterno que o homem é incapaz de crer? Não vale fazer marabalismos! Isso basta.Graça e paz!

Clóvis disse:


Paulo,


Seu xará apóstolo diz que a fé vem pelo ouvir. Ou seja, a fé não está no homem, ela vem a Ele mediante a pregação do evangelho.Em Cristo,

Paulo César disse:


"Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus." Romanos 10:10-17.


Oh, Clóvis! Primeiro, este é o texto com o seu contexto imediato (texto citado por você). Depois, parabéns por você afirmar que a fé vem pela pregação do evangelho. Isso é antigo. O meu xará, o Apóstolo, fez essa afirmativa inspirado pelo Santo Espírito. Fica fácil de entender que, se o evangelho for pregado (o evangelho da Graça do Senhor Jesus, tal qual Deus faria se pregasse), se o evangelho for pregado qualquer homem, em qualquer parte, é passível de crer, basta confiar. Viu como o texto é claro: "Todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo"? E que o ETERNO não faz diferença entre ninguém, pelo contrário, é rico para com todos os que o invocam? Pondere, homem! Que a salvação é totalmente de graça, e que nada ficou a depender do homem, isso nós sabemos. É prego batido e ponta virada. Agora, dizer que o homem está incapaz de crer, de confiar, pra sustentar uma tese pra lá de esquisita, ao ponto de querer (fica só na vontade, má vontade) responsabilizar Deus por dar a quem quer a fé salvadora é assinar o próprio atestado de loucura. Você como um grande homem, que vive ensinando a Palavra de Deus (logo de quem) não deveria ter citado o texto que citou no comentário acima. Porque ele não diz, nem de longe, o que você pretende.


Graça e Paz!


Jesus falou e disse: "Não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam" Mateus 24:34.

Sabem todos, ter Israel, a partir da destruição de Jerusalém e do templo, no dia 26 de Setembro do ano 70, quando foi feita a investida final pelas tropas do general romano Tito, sido disperso pelos quatro cantos da terra, cumprindo-se a profecia de Deut. 28:49 a 68.

Israel, a partir dali, deixou de ser um Estado, muito embora continuasse existindo como nação, mantendo, cada grupo, a língua, os emblemas do judaísmo, e fugindo, o quanto possível, da miscigenação, ou da mistura com outras raças.

Logo, a profecia não poderia referir-se ao tempo em que o povo de Israel era estrangeiro nas nações, vivendo a diáspora.

E quando Israel voltou a ter, e a ser, um Estado soberano e independente? Só em 14 de Maio de 1948.

A lógica hermenêutica aponta para a geração que verá o Messias Jesus, até ali rejeitado como Messias.

Outrossim, não faz sentido algum a tese por muitos defendida, de ser, a geração referida pelo Senhor, como toda nação de Israel, que continuaria existindo.

Não faz sentido, porquanto várias profecias do Velho Testamento ainda não tiveram cumprimento, e não poderia tê-lo sem a presença de Israel como povo e nação.

Entre tais profecias mencionamos a de Gogue (Ezeq. caps. 38 e 39), a da grande tribulação (Mat. 24: 6-25); e a da construção do terceiro templo (Mat. 24: 15; II Tes. 2: 1-4), como exemplos.

Geração, "esta geração". Uma exegese lúcida conclui como sendo a geração de judeus, que verá os fenômenos citados pelo Salvador referentes à grande tribulação ocorrerem antes de sua aparição gloriosa sobre as nuvens dos céus.

Mas, qual a duração de uma geração?

Voltemos no tempo.

Até que Deus firmasse um pacto com Noé, viviam os homens séculos.

O capítulo cinco de gênesis registra alguns desses longevos: Adão, 930 anos (vs. 5); Sete, 912 anos (vs. 8); Jarede, 962 anos (vs. 20) e Matusalém, 969 anos (vs. 27), entre eles.

No entanto, a Noé, disse o Senhor Deus que restringiria a existência humana, a partir do dilúvio, a somente cento e vinte anos.

Muitos, por não procederem a exegese correta do texto que contem a afirmação divina, entenderam ter Deus dito a Noé que dali, daquele momento, do momento em que o Senhor Se revelava ao patriarca, até ao dilúvio, que se passariam cento e vinte anos.

Trata-se, entretanto, de um tremendo erro de interpretação. O Senhor disse a Noé que as gerações que viriam posteriormente ao dilúvio, gradativamente teriam reduzido o tempo de existência, até chegarem a apenas cento e vinte anos.

A conclusão é facílima. Aliás, quase não existe necessidade do uso de regras hermenêuticas, e de exegese.

A própria lógica já se mostra suficiente. Leiamos:

"E era Noé da idade de quinhentos anos, e gerou Noé a Sem, Cão e Jafé.

Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.

Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.

Faze para ti uma arca de madeira de Gofer... Assim fez Noé: Conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.

Depois disse o Senhor a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de Mim nesta geração.

E fez Noé conforme a tudo o que o Senhor ordenara.

E era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra.

No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram" Gen. 5:32; 6:3, 13, 14, 22; 7:1,5,6 e 11.

A conclusão, como dissemos, é a mais fácil possível: Se já era Noé de quinhentos (500) anos, quando o Senhor a ele Se revelou; e se o dilúvio aconteceu no ano seiscentos (600) de sua vida, então, o tempo passado desde o anúncio do dilúvio até sua consumação, foi de menos de cem (100) anos.

Os cento e vinte anos, pois, dizem respeito, ou diziam respeito, à duração das gerações posteriores ao dilúvio.

Por causa da maldade produzida pelo coração humano, o Senhor resolveu limitar a existência dos seres, fixando-a a 120 anos.

Por exemplo, veja-se o caso de José, 110 anos (Gên. 50: 26); Aarão, 123 anos (Núm. 33: 39) e Moisés, 120 anos (Dt. 34: 7).

A duração das gerações após a saída do Egito:

Saindo o povo de Israel do cativeiro egípcio, Deus reduziu as gerações para setenta (70) anos.

Lê-se assim no Salmo 90, versículo 10:

"A duração da nossa visa é de setenta anos. E, se alguns pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado..."

É verdade. Os que conseguem ultrapassar a barreira dos setenta anos, já não vivem uma vida útil, uma vida de fato. A maioria, nessas condições, apenas sobrevive; outros, simplesmente vegetam.

Voltando à afirmação do Senhor Jesus: "Não passará esta geração":

Dirigia-se Ele aos filhos de Israel. Logo, é necessário que o considere à qual geração de israelitas o Senhor se referia.

Perceba-se que o demonstrativo "esta", usado no singular em relação à geração de judeus, é usado outra vez, mas no plural: "estas coisas".

Dizia, então, Jesus, que as coisas que teriam que acontecer no final, antes de Sua vinda gloriosa, "o sol escurecer", "a lua não dá a sua luz", e "as estrelas caírem dos céus", seriam presenciadas por aquela geração especial de israelitas.

O demonstrativo "estas" aponta para fatos que ainda não ocorreram, mesmo que "esta", designe algo próximo.

Da mesma forma, "esta geração", seria, como está sendo, e como será, a geração de israelitas, a geração que, no final, antes da vinda do Senhor, verá os fenômenos acontecerem.

Que geração seria "esta geração"?

Ora, as gerações de Israel até 1948, não podem ser aqui computadas, porquanto, até ali, Israel não existia como um Estado soberano e independente.

Só em 14 de Maio de 1948, Israel passou a figurar entre as nações como uma nação reconhecida e juridicamente estabelecida.

Então, a geração que nasceu com o novo Estado de Israel, é, necessariamente, a geração aludida pelo Senhor Jesus em Mateus 24: 34.

Sendo que "o príncipe que há de vir", de Dan. 9: 26, está pronto para assumir seu posto; e que as condições para o cumprimento de Gogue (Ezeq. caps. 38 e 39), se oferecem aos nossos olhos, então, a geração de israelitas de 1948, sem qualquer dúvida, é a geração citada pelo Senhor.

Esta geração, assim, verá o Senhor Jesus rompendo as nuvens, com poder e grande glória.

Israel hoje tem 62 anos. no dia 14 de maio de 2011, completará 63 anos. Restando apenas 7 anos para que esta geração de israelitas que está aí complete 70 anos. E ela não passará de 70 anos sem que veja todos os fenômenos descritos em Mateus 24 acontecerem. Dentre estes fenômenos está a volta gloriosa do Senhor Jesus!

Lembramos que, sete anos antes da vinda gloriosa do Senhor, quer os que ficam sem trabalhar no sábado dizendo está cumprindo a Lei acredite ou não, ocorrerá o arrebatamento da igreja. Maranata!


Aos remidos, graça e paz!

Toda analogia concorda nas suas semelhanças, jamais nas suas diferenças. Concorda nas suas convergências, jamais nas suas divergências. "... até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem". Claro, o dilúvio levou a todos os antediluvianos que não entraram na arca. Só quem escapou foi Noé e sua família. Assim será também na vinda do Senhor Jesus. Estando dois no campo, será levado um e deixado o outro. Aquele que será levado por esta ocasião, será levado para destruição análogo com os que ficaram fora da arca, estes foram levados pelo dilúvio para destruição. Aqueles que ficarem, ficarão para a bênção, para participar do Reino Messiânico profetizado em Isaias 11, análogo com Noé e sua família que foram deixados vivos para povoar a Terra. Aqui não estava em jogo, de jeito nenhum, o Arrebatamento da Igreja, pois isto ainda era mistério, somente revelado pelo apóstolo Paulo, ICo. 15.


Aos remidos, graça e paz!


Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...

Castro Alves



Não dava para ficar passivo diante de tanta desgraça. Com a sua musa/música Castro Alves denunciava o comércio de pessoas. E que denúncia! Atravessar o Atlântico durante mais de dois meses, espremidos nos porões dos navios, suportando calor, sede, fome, sujeira, ataques de ratos e piolho e surtos de sarampo, aqueles milhares de homens e mulheres tinham por prêmio a desgraça. E com tanta desgraça, Castro Alves não resistiu. Cantou a negra travessia! Do sangue derramado tirou versos preciosos. Sentiu tanto e gritou aos céus! Apelou para os deuses do Olimpo! Ouviu forte o silêncio! Ah, Castro Alves. Acabou apelando para Deus.

“Dizei-me vós, Senhor Deus, se eu deliro... ou se é verdade tanto horror perante os céus?!” Ver alguém comendo caviar e outro comendo lixo, nem Castro Alves resiste. E o Senhor Deus, por que resiste? Não está isto nu perante os céus? Acaso Deus, do topo do Universo, não vê? Não sabe? Quem sabe, sabe que todas essas são perguntas retóricas. Claro que Deus tudo viu. Viu os escravos africanos terem o sono cortado pelo arranco de um finado, e pelo baque de um corpo no mar. E por que nada fez?

Alguns defensores de sua religião lá, gritam em alto e bom som que Deus nada fez porque Ele é Soberano. E para continuar sendo soberano, teria que permitir a desgraça cantada por Castro Alves, que daqui da Terra questionou a Deus. E que Deus continua vendo a desgraça do mundo e não age. Para defender essas suas esquisitices, citam textos do Velho Testamento, quando Deus tratava exclusivamente com o povo de Israel.

Se Deus, o Criador, pudesse agir diante de tanta desgraça e miséria e não agisse, o Universo estaria diante de um Deus que concorda com o sistema deste velho mundo vil. Mas que esquisito! Mas que insulto ao Altíssimo! Hão de pagar caro, e se puderem pagar, os que andam espalhando essas mentiras travestidas de verdade.

Sim, Castro Alves, tu não deliras como pensastes. O horror acontece perante os céus. Perante Deus também. Só que Deus nada faz porque não pode. Não pode porque é infinito, e o Ser infinito não se contradiz. Nada faz porque as Sagradas Letras nos informam que quem está no controle deste mundo não é o Senhor. E nem poderia estar. Mas o dia D está chegando. O Senhor banirá do mundo toda sorte de mazela. Isto Ele fará quando colocar debaixo dos seus pés todos os inimigos. Aí sim, os reinos deste mundo serão do Senhor e do Seu Cristo, Ap. 11:15.

Aos remidos, graça e paz!



Ora, somos informados pelas Sagradas Escrituras de que Deus só estará no governo deste mundo quando o Senhor “tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.” ICo. 15:24,25. E quando os reinos do mundo vierem a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, Ap. 11:15. Vê-se que, dizer que Deus governa este mundo, está tão longe quanto a constelação de Escorpião está da Terra, infinitamente mais. E mais, afirmar tal coisa, é tentar manchar o caráter de Deus, sem querer admitir, mas dizendo e afirmando que Deus permite toda sorte de miséria e corrupção já que Ele pode acabar com tudo isso e nada faz. Os que tais coisas andam pregando por aí terão que fitar os olhos severos do Senhor. E que justificativas vão dar para provarem suas doutrinas fabricadas em laboratórios religiosos? Misericórdia!

Se o criador do Universo estivesse no comando, este mundo estaria Nele, em Deus. Mas somos informados o contrário: “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno.” IJo. 5:19. E o apóstolo Paulo chegou a dizer: “Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.” Ef.2:2. Se o apóstolo chamou o inimigo de "príncipe da potestade do ar" (e sabemos que príncipe é o primeiro) e ele o fez inspirado pelo Santo Espírito, por quem estaria sendo inspirados esses que afirmam estar Deus no comando do mundo agora, no presente?

Deus estará no controle do mundo sim, mas não agora. Todavia, este tempo está mais próximo do que muitos imaginam. Por enquanto, a corrupção campeia solta; a mentira prevalece; a prostituição está escancarada; a miséria assola e o inimigo está as gargalhadas com tanta desgraça. Mas, só por enquanto! O dia está chegando! E quem andou mercadejando com a Palavra de Deus, quem andou sofismando as Sagradas Escrituras para obter vantagem em seu grupo religioso, não ficará barato. O Senhor o cobrará! Se remido for, a palha e o feno serão queimados e estes tais remidos passarão por sérios vexames diante do Senhor. Se remidos não forem, amargarão diante da justiça do Eterno!

Aos remidos, graça e paz!


A Deus, basta querer para fazer; age com absoluta independência, sem matéria pré-existente; pode tudo, desde que essa soberania absoluta não implique em contradição, por ser Deus infinitamente perfeito. Por exemplo: Deus não pode tirar de debaixo da ponte a criança que padece frio e fome, embora queira fazê-lo. Não pode porque não governa com absoluta soberania este mundo. Porque os reinos deste mundo ainda não vieram a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, Ap. 11:15, isto ainda é futuro. Se Deus pudesse evitar a morte de inocentes provocada por enchentes, terremotos, catástrofes e não o fizesse, o Universo inteiro estaria diante de um Deus que, do topo do Universo, vê todas essas misérias e nada faz, somente para ostentar uma soberania. Coisa absurda, totalmente incompatível com a infinidade de Deus, já que Deus é infinitamente amor e bondade.

Como Deus poderia tirar a eternidade do homem se este foi criado com a eternidade em seu coração: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou...” Gn. 1:27. Como poderia Deus tirar a liberdade do homem já que este foi criado livre: “E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: de toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gn. 2:16,17. E dizer que o homem perdeu essa liberdade depois que foi expulso do jardim de delícias, só se tiver levado uma pancada forte na cabeça que tenha atingido a parte responsável pela lógica, pelo raciocínio. Como se pode ver, tem coisas que Deus não pode fazer. Isto não vem tirar-Lhe a soberania, como se de Deus pudesse retirar algo, o que seria um absurdo. Pelo contrário, isto demonstra que Deus não se contradiz, justamente por ser infinito, perfeito.

Existe também uma coisa que Deus não pode fazer e que todo mundo vive pedindo a Ele que o faça todos os dias: Deus não perdoa. Deus não perdoa porque Ele é Justo. E um justo não perdoa. Não existe justiça com perdão. Alguém que está sendo acusado de ter praticado um crime, se for considerado culpado, a justiça o condenará; se for considerado inocente, a justiça o inocentará. Dar a cada um aquilo que lhe pertence é a essência da justiça. Se o justo perdoasse o culpado, ele seria bondoso, misericordioso, totalmente amor, mas perderia sua qualidade de justo. O perdão é um ato de bondade, de misericórdia. A justiça não! Ela julga com retidão e dá àquilo que é de direito. Por isso, sendo Deus perfeitamente justo, não haveria de perdoar, já que um justo não perdoa.

Só que Deus, além de ser totalmente justo, é totalmente amor, bondade e totalmente sábio. Desta forma, arranjou uma forma de perdoar sem ferir Sua justiça: através da substituição. E assim, o perdão de Deus tem base jurídica. Na Lei, na eterna Lei, Deus perdoava o israelita quando este também perdoava: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. Mat. 6:14,15. Esta era a base jurídica para o perdão de Deus acontecer: perdão por perdão. Qualquer um que ferisse o israelita na face, este teria que perdoar o tal agressor para obter perdão do Eterno, Mat. 5:39, embora este perdão não fosse por completo, perfeito.

Para acontecer o perdão definitivo, perfeito, perdão de uma vez para sempre, Deus teve que enviar Seu Filho e este ter padecido até à morte, e morte de cruz. Agora sim, o homem perfeito no lugar de homens imperfeitos, o Salvador no lugar de pecadores: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. Gl. 3:13. Daí que nada foi de graça. Teve um preço alto pago totalmente pelo Senhor Jesus. Percebe-se que a salvação não dependeu nem depende do homem neste aspecto. Dependeu exclusivamente do Senhor Jesus. Agora, Deus sendo justo pode perdoar de uma vez para sempre “pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” Rm. 3 ;24-26.

Essa história de dizer que a salvação não depende do homem para demonstrar que a fé confiança na pessoa do Senhor Jesus também não depende do homem é falaciosa. A salvação não dependeu nem tampouco pode depender do homem, claro! Mas a fé confiança, aquela que, quando exercida na pessoa bendita do Senhor Jesus e em termos eternos, salva o homem eternamente, esta pertence ao homem. Como está escrito: “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Romanos 10:13.

Aos remidos, graça e paz!