Imaginemos: uma criança, debaixo de uma ponte, padece frio, fome e nudez. E por conta dos maus tratos, está prestes a morrer. O número de vítimas do último tremor de terra do Haiti passa dos 75 mil. Países como a China e a Rússia, por exemplo, continuam com suas cortinas de ferro em relação ao Evangelho da Graça do Senhor Jesus. Sem contar com as misérias que assolam os países considerados subdesenvolvidos. O nosso Brasil varonil nem se fala: aqui a corrupção corre solta. Desigualdades sociais, miséria, pobreza, crimes hediondos, prostituição e por aí vai numa lista que não tem fim. E Deus? O Deus Eterno, do topo do Universo, que tudo vê nada faz. Por quês? Somente duas alternativas são possíveis. Fugir dessas duas alternativas é querer ser mais real do que o rei.

Vamos lá. Ou Deus nada faz porque não quer, ou Deus nada faz porque não pode. Admitindo a primeira alternativa: Deus nada faz porque não quer, Deus, o Eterno, conservaria Sua qualidade de Soberania Absoluta, mas estariam todos nós, o Universo inteiro, diante de um deus que permitiria toda sorte de miséria e de desgraça somente para sustentar sua prerrogativa de soberania que, neste caso, nem soberania seria; seria tirania. Sendo assim, Deus não seria totalmente amor e totalmente misericórdia nem complacente. Que o Eterno Deus das luzes nos livre de um deus assim. A segunda alternativa, Deus nada faz porque não pode, vem assegurar a prerrogativa de que Deus é totalmente amor, misericórdia e compassivo, mas deixa de estar totalmente no controle de todas as coisas, ostentando a qualidade de Soberania Absoluta. Ora, ora! Sabe-se que o Senhor foi tentado pelo inimigo (Mt.4:1-20). E numa dessas tentações o inimigo mostra todos os reinos da Terra e a glória deles. E oferece tudo ao Senhor. Ninguém pode oferecer algo que não tem. Nem tão pouco o Senhor repreendeu o inimigo por oferecer uma coisa que ele, inimigo, não possuía. Isso é claro como a luz do meio dia.

É... A palavra de Deus afirma que quem está, NO MOMENTO, no controle de todos os reinos da Terra e no governo da glória deles não é o Deus Eterno. Pelo contrário, é o próprio inimigo. Se Deus estivesse no comando de todas as coisas o mundo estaria essa miséria que está? Que coisa mais esquisita os que tais coisas afirmam. Hão de pagar caro. A afirmação apostólica é que o mundo está no maligno 1 Jo.5:19. O mundo só terá Deus, o Eterno, no controle de todas as coisas quando o Senhor Jesus tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força 1 Co. 15:24, leia-se o texto!!! E ainda, a revelação profética nos afirma que o controle total de Deus sobre o mundo é futura e não presente: “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” Ap.11:15. Leia-se o texto!

Hão de pagar caro com essas arengas, os que afirmam que Deus está no controle de tudo no presente momento. Hão de pagar caro no Tribunal de Cristo se remido for, os que amontoam essas palhas para si. Ou, aí será muito pior, estarão em maus lençóis diante do Trono Branco. Quem não deve não teme! MARANATA!

Aos remidos, graça e paz!


A fé não é de todos? Claro! A fé não é de todos! É o que está registrado na segunda carta do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses 3:2. Mas que tipo de fé não é de todos? Sem maior esforço, podemos dizer que a fé que não é de todos em 2Ts. 3:2 de jeito nenhum, mas de jeito nenhum mesmo, se refere à fé salvadora. “isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. (Rm.3:22 e 23). Ora, a justiça de Deus, disse Paulo inspirado pelo Santo Espírito, é para todos e sobre todos os que crêem. Ele não disse que a justiça de Deus é para todos e sobre todos os “eleitos para a salvação”. E ainda acrescenta: “porque todos pecaram”. Quem pecou? Quem está destituído da glória de Deus? Somente os eleitos para a salvação? Não! Todos pecaram! E como essa coisa da predestinação para a salvação não existe, graças a Deus, a justiça de Deus é para todos e sobre todos os que creem.

Os que crêem, não porque estavam predestinados a isso, mas porque, depois de ter ouvido a palavra da verdade, de ter ouvido o evangelho da salvação e tendo no Senhor também crido, só depois disto, é que foram selados com o Espírito Santo da promessa, e também nos predestinou para filhos de adoção e fomos também predestinados para herança Nele. E tudo isto somente depois que cremos, repetimos. Ef.1:5,11,13. Agora, por obséquio, leia-se Romanos 3:28: “concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei”. Como é que está escrito? Que os que são eleitos são justificados pela fé? Mas de jeito nenhum. Está escrito que o homem, qualquer homem, é justificado pela fé. E como pode a justiça que há em Cristo ser de todos e para todos os que creem se a fé (2Ts. 3:2) não é de todos? Justamente porque o apóstolo Paulo em 2Ts.3:2 não tratava da fé salvadora. Escrevendo a Timóteo, na primeira carta, capítulo 4 e versículo 1, disse assim o apóstolo dos gentios: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”. E recomenda o seguinte: “Propondo estas coisas aos irmão, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” 1Tm4:6. Claro que o apóstolo não falava aqui da fé salvadora.

Ninguém pode apostatar da fé salvadora, da fé confiança mo Sangue do Senhor Jesus. Paulo estava dizendo que alguns, e somente alguns, apostatariam da fé conjunto de doutrinas. E recomenda a Timóteo a ser bom ministro, criados com as palavras da fé conjunto de doutrinas dadas para a Igreja. isso atesta Judas: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”. Jd.1:3. Perceba que a fé aqui não foi dada a pecadores. A fé aqui foi dada aos santos. Aos santos depois de santos. E fé aqui é fé conjunto de doutrinas, insistimos. Isto está claro como o sol do meio dia no versículo 4 de Judas. Ora, claro que a fé não é de todos! A fé foi dada aos santos, ou melhor, foi dada a pecadores depois que se tornaram santos. Ressaltando: fé conjunto de doutrinas. A fé de 2Ts.3:2 faz referência ao escopo doutrinário dado à Igreja do Senhor Jesus. Não existe uma fé dada a pecadores para que eles se tornem santos. Só se houver em bulas, em encíclicas, em tratados do mundo religioso. Mas na Palavra de Deus, não!

Por que Deus não predestinou Adão e Eva para viverem para sempre no Jardim de Delícias? Porque Deus, o Eterno, não criou marionetes. Pelo contrário, Ele criou seres morais, a Sua imagem e semelhança, com poder de decisão. E a conversa de que o homem perdeu esse poder de decisão depois que decidiu agir contrário à ordem divina, é para rir de tanta comédia ou para chorar com tanta desgraça religiosa. Sabe-se que toda cultura é etnocêntrica. Ou seja, ela se auto-considera certa e verdadeira. Todo grupo religioso é etnocêntrico. É que esses grupos não consideram a verdade. Gostam mesmo é da tradição religiosa. E dizer que Atos 13:48 corrobora o argumento de que alguém que estava perdido veio a crer porque foi escolhido a dedo para isto, é ser muito presunçoso a não dar ouvido à verdade. O texto trata de Judeus e Gentios. (At.13:44-48). O Plano da Salvação estava arquitetado desde a criação do homem (Gn.3:15). Inclusive para os gentios: “ao gentios, ouvindo isto... creram...” v.48. Como pode alguém rejeitar aquilo para o qual não foi destinado? Mas é o que está dito no versículo 46 de Atos capítulo 13: “Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios”. Claro! Ele, o Eterno, ordenou a fé dos gentios! Isto está ratificado em Gn.12:3. O apóstolo Paulo também afirmou essa verdade ao dizer: “Nele, digo, em Quem também fomos (judeus) feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito Daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade, com o fim de sermos para o louvor da Sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo; em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da Promessa” Efésios 1:5,11-13. Nós, os que primeiro esperamos em Cristo. Depois vós. E só depois de ter ouvido o evangelho e Nele também crido, nos predestinou para o louvor da Sua glória! Herança de Deus, só Israel. Agora também os gentios, os Efésios, e só depois que creram.

A ideia de terem sido eles, efésios, arrastado para debaixo de uma fé imposta pelo Criador como dom, não sobrevive a um exame sério e comprometido com a verdade. O tribunal de Cristo será pesado para quantos mancharam o caráter do Altíssimo, atribuindo-Lhe a infâmia de ter escolhido pessoas para a bem-aventurança eterna e deixado as demais entregues à perdição. Para que não paire dúvidas, analisemos 2 Tessalonicenses 2:13. Como um texto fora do contexto é semelhante a um peixe fora da água, fica parecendo, em 2Ts.2:13, tenha Deus elegido pessoas para a salvação em detrimento de outras, a quem Ele simplesmente teria rejeitado. Essa aparência só se conserva quando se isola o texto. Ora, quando analisamos os versículos 9 e 10 do mesmo capítulo, percebemos um jogo de contrastes. É que os que perecem, perecem por não acolherem o amor da verdade para não serem salvos. Isto está claro que, se acolhessem o amor da verdade, seriam salvos. Não perecem por não serem predestinados para a salvação. OS QUE PERECEM, PERECEM POR NÃO RECEBEREM O AMOR DA VERDADE PARA SE SALVAR. A operação do erro seria enviada aos que tivessem prazer na iniquidade, e não aos que Deus não houvesse predestinado ou escolhido para a salvação.

Desde o princípio, determinou Deus , com base em sua justiça, que todos os que amassem a verdade do evangelho da graça, e invocasse o precioso nome do Senhor Jesus – o Cordeiro Eterno – receberiam o dom gratuito da vida eterna. E tendo assim determinado, então, considerou eleitos para a vida eterna quantos viu que o fariam, inclusive os tessalonicenses do versículo 13. Deus escolheu os remidos desde o princípio para livrar da eficácia de Satanás, de seu poder, sinais e prodígios da mentira. E fez mais, chamou os remidos, e não os incrédulos, para alcançar a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts.2:14). Repare bem: Deus escolheu os remidos e não os incrédulos. E é brincadeira citar Filipenses 1 e 29 para sustentar uma doutrina fabricada em laboratório particular. O apóstolo Paulo aconselhou aos irmão de Filipos: “Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais no mesmo espírito , combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho” Filipenses 1e 27. Paulo escrevia aos santos de Filipos, Fp. 1:1, e não a qualquer pessoa. Não convidava a não remidos, mas a remidos pelo Sangue do Cordeiro, para que continuassem combatendo pela fé do evangelho. É preciso notar, principalmente os que creem no absurdo, isso sim é absurdo, da Predestinação Fatalista, que Paulo não escreveu “pela fé no evangelho”, mas “do evangelho”; quer dizer, não se tratava, e não se trata da fé exercida por alguém que ainda está fora, e que precisa crer no evangelho para ser remido. Tratava-se, e ainda trata-se, de defender a fé do evangelho, isto é, defender o conjunto de ensinamentos que compõem a doutrina do evangelho da graça.

Então, o que foi concedido em Filipenses 1 e 29 foi a graça de padecer por Cristo e não a graça salvadora e a graça de crer na doutrina acerca de Cristo, isto é, acerca do que Ele realizou na cruz, “pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus” Filipenses 1 e 28. Ô homem, abre os olhos! A fé explícita em Tito 1 e 1 não é a fé salvadora! Não é a fé confiança no Senhor Jesus! Qual a fé que é dos eleitos? A fé do evangelho, homem! A fé doutrinária, a fé-conjunto-de-doutrinas, do pleno conhecimento da verdade! Isso é primário, ora! Eleitos de Deus depois de remidos, e eleitos na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos! Filipenses 1 e 2. Deus prometeu, antes dos tempos eternos, vida eterna a todos quanto invocassem o Nome do Senhor Jesus. Sem ter mais forças para sofismar, como uma criança que tenta esvaziar o mar com um balde furado, os defensores da ‘coisa’ citam João 6:44 e 45. Como conhecer as Sagradas Escrituras não é ficar citando versículos (isso qualquer um faz), os pregadores da tal ‘predestinação’ deveriam saber que a Palavra de Deus é dividida em dois compartimentos: Antigo Testamento e Novo Testamento. E que um testamento não tem força de Lei enquanto vive o Testador. E que o Testador da Nova Aliança é o Senhor Jesus. Isto é primário!

Por isso, doutores da ‘coisa esquisita’, enquanto o Senhor vivia, enquanto corria Seu Sangue pelas Suas artéria, não havia Novo Testamento, não havia graça estendida a toda criatura. A citação de João 6:44 e 65 diz respeito aos judeus, mais especificamente aqueles os quais o Eterno concedeu ao Senhor Jesus para aprenderem dEle. João 6:39, 44 e 45. Lógica. O argumento da Predestinação Fatalista é totalmente contrária à verdade da Palavra de Deus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3 e 16. Ou o mundo seria somente os já “predestinados”? Deixa de brincadeira! Além disso, leia-se os textos Jo.5:24; Jo.1:12; Mc. 16:15 e 16; At.3:19; Rm.3:28, 29 e 30; Rm.4:5; 1Tm.2:4 etc. etc. etc. etc.

Aos remidos, graça e paz!



Onde é que está dito nas Sagradas Escrituras, claro, que a fé é um dom de Deus? Esta pode ser uma afirmação de Calvino ou de qualquer movimento religioso, mas da Palavra de Deus, nunca! Dizer que a fé é um dom de Deus é negar a eficácia do sangue do Senhor, isto porque nega a Sua abrangência a todos os homens que, em qualquer lugar e em qualquer época, invoque o nome do Senhor e sejam justificados pela fé. O texto que, de maneira explícita, fala da fé e de dom de Deus é Efésios 2:8. Mas o que é que é dom de Deus ali? “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” E “ISTO”! “Isto” é pronome demonstrativo neutro. Nos remete para todo um sistema de coisas que não pode estar determinado nem no feminino nem no masculino. Se o pronome “Isto” nos reportasse para o termo “Fé” estaria no singular e no gênero feminino “Esta” já que a palavra “Fé” é uma palavra feminina e está no singular! Isto é evidente!



Claro que a fé salvadora não é um dom de Deus e nem poderia ser. De um deus tirano, nos livre Deus. O que é dom de Deus, no caso específico, é o ser salvo pela fé, e não a fé. O argumento de que Deus anda dando fé para uma turma já eleita para a salvação é areia braba e qualquer chuvisco, qualquer neblina, qualquer serração desmorona a casa por completo! A mentira é coisa ruim! Mas, cá pra gente, a mentira travestida de verdade, essa, além de ruim, é perigosa! E os que a fabricam, hão de ser indesculpáveis!




Aos remidos, graça e paz!

No capítulo 1 da carta aos Efésios, o apóstolo Paulo, escrevendo aos santos, aos remidos que estão em Éfeso começa com um detalhe importantíssimo: “PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus” Ef.1:1. O detalhe está em ser os remidos fiéis em Cristo, e não fiéis a Cristo. Ou seja, fiéis a Deus em Cristo. Ninguém conseguiu ou consegue ser fiel a Deus por méritos próprios. Isso a Santa, Eterna e Justa Lei de Deus exigia e exige. Todavia, todos pecaram, não há quem faça o bem, Rm.3:12. Claro que existe alguém que faça o bem uma vez ou outra. Mas fazer o bem ininterruptamente, nenhum! Desta forma, ser fiel a Deus só em Cristo visto ser o Senhor Jesus o único a vencer a Lei cumprindo-a integralmente até o último jota e o último til. No versículo 2 diz ele: “a vós”, a vós remidos. Versículo 3: “o qual nos abençoou”, nos abençoou a nós remidos. Versículo 4: “nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”, elegeu a nós remidos. Deus não elegeu a pecadores para que fossem santos e irrepreensíveis diante dele em amor. Não é isto que está dito. Admitir essa coisa, é colocar palavras na boca do apóstolo Paulo que ele nunca disse. E mais: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo” Ef.1:5. A predestinação foi para filhos. Não está revelado sobre uma predestinação para a salvação, ou seja, alguém que estava perdido e agora está salvo porque foi predestinado para isto. Isso o apóstolo Paulo nunca disse. Só se Calvino disse; o apóstolo, nunca! Nunca disse porque essa coisa macabra nunca existiu na mente do Eterno! E o REMIDO só foi eleito antes da fundação do mundo para ser santo e irrepreensível, bem como predestinado para filho de adoção somente DEPOIS QUE ouviu a palavra da verdade, o evangelho da salvação e tendo nele também crido! Ef.1:13. Por que as Sagradas Escrituras não falam dos predestinados para a perdição? Porque nunca houve quem fosse predestinado para a salvação. Por ser Deus, o Eterno, onisciente não significa que Ele determinou! A presciência é uma atividade extrínseca ao objeto observado. Quer dizer, por ser observado antes, não significa que o sujeito foi determinado. Deus, sabendo de todas as coisas por ser infinito e eterno, predestinou um povo para ser santo e irrepreensível e para adoção de filhos, sendo possível isso na obra perfeita da cruz realizada pelo Seu Filho Unigênito. E isso é possível a todos quanto creram ou vier a crer! Hão de pagar caro, e muito caro, os que vão na contra mão!


Agora sim, sobre o trechinho: “Quando Cristo morre pelos eleitos, esses recebem a justiça d'Ele”. “Cristo morre pelos eleitos”? Que piada é essa? E piada ruim! Como é que está escrito: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Se Jesus não pudesse tirar o pecado de quem o invocasse, e se cada homem que ouvisse a mensagem do evangelho, não pudesse invocá-lo como o seu salvador por não ser eleito, então a Bíblia seria um amontoado de invencionices. Deus teria enrolado o mundo, permitindo que o sangue de Jesus tirasse o pecado de todo aquele que invocasse o seu nome, de todos se assim eles o queiram, mas, particularmente, no final das contas só valeria para os predestinados. Semelhante ideia não existe, e não poderia existir em lugar nenhum. Quanta enrolada só para provar a existência de uma coisa que jamais existiu na mente de Deus! Ou o mundo, em João 3:16, significa apenas, e tão somente, aqueles que foram anteriormente predestinados, escolhidos para serem salvos? Ô que miséria!

Muitos, se deixando levar por macabra eloquência, terá que prestar contas diante do severo olhar do Salvador! O Novo Testamento disserta, sim, sobre uma predestinação. O verbo “proorizo” (decidir previamente, predestinar) é usado seis vezes no Novo Testamento, duas das quais sem qualquer conotação eterna, Atos 4:28 e I Cor. 2:7. Nas outras quatro vezes, Rom. 8:29 e 30 e Efésios 1:5 e 11, a aplicação tem relação com a eternidade, mas jamais com a eternidade de pessoas não remidas, que, escolhidas por Deus, receberiam a salvação. Sempre e sempre que o verbo “proorizo” foi usado com aplicação eterna, prendeu-se à predestinação dos remidos (dos já remidos) que tornar-se-ão iguais Aquele que os remiu, recebendo um corpo semelhante ao Seu. Assim, em Romanos 8:29 e 30, não foi revelado tenha Deus predestinado alguém para a salvação, mas que Ele o tenha feito com os já remidos para que se tornassem e se tornem iguais ao Primogênito, o Senhor Jesus, estando assim escrito: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, afim de que Ele seja o Primogênito entre muitos irmãos”. De que forma conheceu Deus alguém antes de tudo? Sendo onisciente, o Senhor conheceu quem a seu Filho invocasse como e para Salvador, e já ali, antes de tudo, predestinou-o para possuir a nova forma, o novo corpo.

O Salvador, até à cruz, vestia um corpo físico-carnal, igual ao corpo de todos os homens. Na ressurreição, recebeu Ele o corpo com o qual estará vestido para todo o sempre. Corpo imortal, incorruptível, glorioso. Os remidos estão predestinados a possuírem um corpo semelhante ao corpo do Senhor. O apóstolo Paulo reiterou essa verdade, afirmando:
”E, assim como trouxemos a imagem de terreno, assim trataremos também a imagem do celestial... e, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.”, I Cor. 15:49 e 54. Escrevendo aos efésios, ratificou Paulo a ideia assim: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”. Depois: “Nele, digo, em Quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo; em Quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.”, Efésios 1:5,11-13.

Em momento algum o apóstolo sugere ou sugeriu terem sido os efésios, gentios, predestinados para a salvação mesmo antes da fundação do mundo, como pregam os defensores da ‘coisa’. Na realidade, Paulo foi bastante explícito localizando os efésios dentro do plano salvítico após a confiança demonstrada no poder do sangue do Senhor e jamais antes. Considere-se as expressões: DEPOIS QUE OUVISTES A PALAVRA DA VERDADE, O EVANGELHO DA VOSSA SALVAÇÃO, E, TENDO NELE TAMBÉM CRIDO.Os efésios só alcançaram o dom gratuito DEPOIS DE TEREM OUVIDO, TENDO TAMBÉM CRIDO, ou seja, tendo crido como creram os judeus, a exemplo do apóstolo Paulo. A ideia de terem sido eles, efésios, arrastados para debaixo de uma fé imposta pelo Criador como dom, não sobrevive a um exame sério e comprometido com a verdade. Além do que, existisse a fatídica e, graças a Deus, inexistente predestinação fatalista, repetimos, e os efésios nela já estariam ou já teriam sido inseridos mesmo antes de nascerem, e não depois de crerem no evangelho da graça. E os efésios anteriores à graça, teriam sido predestinados? De que forma? Éfeso era uma cidade já bastante antiga, mas nada é dito, porque nada existe. O bema, o tribunal de Cristo, será pesado para quantos mancham o caráter do Altíssimo, atribuindo-Lhe a infâmia de ter escolhido pessoas para a bem-aventurança eterna e deixado todas as demais entregues à perdição.

Só mais uma perguntinha tenho para fazer a Vossa Excelência: Uma criança, debaixo da marquise, tirita de frio. Tem sede e fome, e apresenta um quadro grave de desnutrição e de pneumonia em grau avançado. Por isso, sofre dores intensas e está condenada à morte. E Deus, que tudo vê, nada faz! Por quê? Deus nada faz porque não quer? Ou Ele nada faz porque não pode?

Esta postagem é resultado de uma contra-argumentação do moderador do blog cincosolas. Veja tudo pelo twitter.

As parábolas foram dadas, e mencionadas pelo Senhor, aos judeus, que constituíam seu povo, o povo da promessa. E foram dadas apenas a eles, judeus.
É impossível encontrar um egípcio, um sírio, ou alguém de qualquer nacionalidade dos dias do Senhor, ouvindo suas parábolas.
Enviando os apóstolos, disse Ele: “Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa d’Israel”, Mat. 10: 5 e 6.
Posteriormente afirmou o Senhor: “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel”, Mat. 15:24.
Os socorros prestados ao centurião, que era romano, e à mulher siro-fenícia, Mat. 8:5 a 10 e 15: 21 a 28, não servem como contra-argumento, pois tais socorros aconteceram apenas no aspecto físico-material. Nada ouviram eles das promessas que diziam respeito à descendência de Abraão.
As parábolas, todavia, dadas e aplicadas com exclusividade aos filhos de Israel, não continham uma mensagem clara. E o Senhor o disse com todas as letras.

Está escrito: “Acercando-se dEle os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?
Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas aquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e vendo, vereis, mas não percebereis.
Porque o coração deste povo (Israel) está endurecido, e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos, para que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.” Mat. 13: 10 a 15.
Como já fora predito através do profeta Isaías, os filhos de Israel não dariam crédito aos ensinos do Senhor, mesmo que Ele o fizesse de forma direta e clara. Assim, o Senhor lhes falava por parábolas. E por qual razão repetiria Jesus tal expediente com os gentios, na pregação do evangelho da graça?

Ora, se os gentios jamais haviam ouvido nada concernente aos negócios de Deus, a restrição encontrada no Salmo 147:1, 2, 19 e 20, prova suficientemente, então, que as parábolas aplicadas por Jesus em sua relação com os judeus, filhos de Israel, não caberiam de forma alguma, na pregação do evangelho da graça, que seria extensiva, como efetivamente o foi, a toda criatura, em todo o mundo.
Não é possível encontrar nenhuma parábola nos escritos de depois da cruz, quando teve início o Novo Testamento.
Ademais, pouco antes de ser preso, o Senhor, dirigindo-se aos apóstolos, afirmou: “Disse-vos isto por parábolas; chega, porém, a hora em que vos não falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai.
Disseram-lhe os seus discípulos: Eis que agora falas abertamente, e não dizes parábola alguma.” Mat. 16:25 e 29.
Como se vê, o próprio Jesus, no final de seu ministério, junto aos apóstolos e discípulos, já não usava o linguajar parabólico, falando-lhes de forma clara e aberta.
Agora, ponderemos: Se não existe nenhuma parábola nos escritos de depois da cruz; e se o próprio Jesus, no fim do ministério, já não falou através de parábolas, por que trazer as parábolas de antes da cruz para a graça?
Não está o evangelho da graça exposto de forma absolutamente descoberta e visível? Por que misturá-lo aos ensinos que só foram aplicados aos filhos de Israel, e por causa de sua incredulidade?

Não. As parábolas são incompatíveis com a graça. Elas não cabem naquilo que aconteceu na cruz.
Na cruz houve uma reviravolta nos conceitos e nos valores: Da lei para a graça; do evangelho do reino para o evangelho da graça; do reino dos céus para o reino de Deus.
Não perceber essas diferenças, custa, e tem custado, a falta de conhecimento e de domínio de muitas das maravilhas, que vieram à existência pelo sangue, e por causa do sangue do Senhor Jesus.
Fazer uso das parábolas de antes da cruz, mesmo ditas e mencionadas pelo Senhor Jesus, é qualquer coisa como tentar demonstrar levar a sério o que Ele ensinou sem, contudo, confiar no poder e na eficácia do seu sangue.
Isso não tem nada haver com dispensacionalismo! Isto sim, tem haver com a verdade da Palavra de Deus! Quem for remido e assim não considerar porque viveu agarrado em Scofield, Ellen White, Calvino ou seja lá quem for, vai pagar caro. A palha, o feno e a madeira se transformará em cinzas! Caso contrário, não sendo remido, cabeças rolarão diante do Trono Branco!

Pregar o evangelho é dizer aquilo que Deus diria se pregasse! E Deus não diria hoje, depois de o homem ou a mulher remidos, depois de justificados, depois perdoados, depois de selados com o Santo Espírito, que ele, o homem, teria que perdoar para ser perdoado; teria que andar pelo caminho apertado e entrar pela porta estreita da Lei. E afirma que “Cristo morreu pelos eleitos”, e aí eu tenho que fechar as aspas rápido, é de fazer rir com tanta comédia ou de fazer chorar com tanta desgraça! Toda essa briga de foice no escuro está chegando ao seu final! Graças a Deus!

Esta postagem é resultado de uma contra-argumentação do moderador do blog cincosolas. Veja tudo pelo twitter.

Aos remidos, graça e paz!


ANTES DA CRUZ:

“E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mt.15:24.
“Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos” Mt.10:5

DEPOIS DA CRUZ:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. Mc.16:15

“Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo.” Rm.10:13

ANTES DA CRUZ:

“Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” Jo.15:15

DEPOIS DA CRUZ:

“Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” Jo.20:17

ANTES DA CRUZ:

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós” Mt.6:14

DEPOIS DA CRUZ:

“Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” Ef.4:32

ANTES DA CRUZ:

“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” Mt.5:20

DEPOIS DA CRUZ:

“Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.” Rm.4:5 etc....

Dizer que isto é ser dispensacionalismo de quinta categoria é amar mais a religião a qual faz parte do que a verdade. O apóstolo Paulo era assim: sofria de fanatinite religioso. Pensando estar servindo ao Eterno, perseguia a Igreja, conseqüentemente ao próprio Senhor. Não se pode montar uma bicicleta com pneu de trator, não cabe! Não é porque está na Bíblia que um texto deve ser citado sem sua devida colocação. Imagina dois testamentos vigorando ao mesmo tempo! Geraria confusão! E Deus não é Deus de confusão. Pelo contrário, Deus é organizado, Sua palavra também o é! Claro, antes da cruz o Senhor Jesus tinha endereço certo: os filhos de Israel! Nenhum egípcio, nenhum grego, nenhum mesopotâmico, nenhum assírio, nenhum romano! Nada! Assim já dissera o salmista! “Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.” Sl.:147:19,20. Somente depois da cruz é que a coisa muda de endereço: agora todos os homens do planeta! Quem acha que essa história de Antigo e Novo Testamento é só pra facilitar a leitura da Bíblia ou para dispensacionalista de quinta categoria é andar na contra mão na economia divina e vai ter que pagar uma multa bem fraquinha diante do juízo divino. Ou, no mínimo, pra você chorar com tanta desgraça ou rir com tanta comédia! Também não é colocar “90% dos Evangelhos no AT e deixá-los para trás”! E o que seria os 10% restantes? Engraçado esse cálculo! Nada disso! Estamos falando de coisa séria! Não considerar o antes e o depois da cruz de Cristo é edificar com palha braba sobre o firme fundamento. E o tribunal de Cristo vem aí! Laudicéia anda nua em relação às vestes da verdade por conta dessas arengas. Mas tudo isso acabará em breve e o que prevalecerá é só a verdade! MARANATA!

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Enquanto o Senhor Jesus ensinava o Pai Nosso seu sangue corria pela suas artéiras, ainda não fora derramado. Sendo assim, não havia graça salvadora estendida a todos os homens porque não havia ainda um Novo Testamento. Um testamento não tem força enquanto vive o Testador Hb. 9:17! Então, Jesus só podia ensinar preceituado pelo Velho Testamento, preceituado pela Santa, Justa e Perfeita Lei de Deus! O Pai Nosso está dentro deste contexto. Olho por olho, dente por dente, perdão por perdão: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós" Mt.6:14. Na graça, Deus não vive perdoando aquele que invocou o nome do Senhor Jesus! Ele perdoa uma vez só, e para sempre. Ef.4:32. Não se vê o Pai Nosso nas Escrituras de depois da cruz! O apóstolo Paulo não fez nem mensão do Pai Nosso. Por quê? Porque o Pai Nosso esbarrou na cruz! Ficou para trás com toda Lei! Então, ao invés de se prolongar com algo que já foi desfeito na cruz, melhor, infinitamente melhor, falar da justificação, da adoção, da remissão, da salvação!


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“Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Essa expressão saiu de dentro de um resplendor de luz, ferindo os ouvidos de Saulo de Tarso, varão valoroso, homem de Deus, criado aos pés do extraordinário rabino judeu Gamaliel, e preparado para defender a fé judaica até as últimas conseqüências. Saulo, hebreu de hebreus, judeu da gema, sem miscigenação, sem mistura racial, vivia para enaltecer o judaísmo, religião, na acepção usual do termo, cujo os valores havia sido dados pelo próprio Deus de Israel. Saulo não estava agarrado a qualquer mito semita, egípcio ou romano. Não servia a nenhuma divindade pagãs das diversas culturas de então, com suas imagens e ícones. Saulo servia a Deus. O Todo Poderoso. E abominava tudo quanto não fazia parte da fé judaica. Naquele momento, no momento em que, prostrado, vencido pelo esplendor da luz, ouviu a exclamação, dirigia-se a Damasco (capital da Síria) com ordens expressas do sumo sacerdote para trazer preso a Jerusalém quem quer que fosse encontrado professando o nome do Senhor Jesus.

O texto narrativo do livro dos Atos afirma que, em seu zelo pelas coisas de Deus, pela fé judaica, Saulo de Tarso respirava ameaças de morte contra os remidos pelo sangue de Jesus (At. 9:1,2). Mas quanta ironia! E Saulo por acaso procurava estar a serviço de Baal? De Dagon? De Afrodite? De Diana dos Efésios? Ou de qualquer outro nome? Sua intenção era servir o Deus vivo, Todo Poderoso, Deus dos patriarcas e profetas judeus. O que poderia ser mais precioso, mais valoroso e mais correto que isso. Servir a Deus, o Grande Eu Sou, teria que ser o que alguém de mais importante faria na vida. Teria, se fosse, e seria se, ao invés de servir a Deus, Saulo não estivesse fazendo o caminho inverso. A intenção ele tinha. Ninguém serve a Deus agindo da forma como resolvera agir. Agindo assim, alguém estará servindo a si mesmo, aos seus propósitos, tentando ganhar cartaz porém, sem submeter à vontade do Senhor. Assim não dá! Assim não serve!

Saulo não era um homem comum. Pertencendo a uma família com recursos financeiros (estudar em Jerusalém saindo de Tarso, cidade da Silícia, na Ásia Menor, não era para qualquer um, exigia despesas não muito pequenas) Saulo conseguiu amilharar conhecimentos proféticos que estiveram fora do alcance da maioria. E por que causa não reconheceu, o fariseu, ser Jesus o Messias de Israel? Não houvera falado Miquéias sobre Belém Efrata como aquela da qual saíra o Senhor (Mq 5:2)? Não falara Isaías sobre o que aconteceria com o Filho de Deus enquanto executando o plano para a salvação de pecadores (Is. 53)? O que acontecia com Saulo de Tarso finalmente? Saulo sofria de fanatinite aguda. Aprendera tanto sobre o judaísmo que a névoa do fanatismo subira ao seu coração, ao seu entendimento. E seu zelo por Deus perdera e perdeu o verdadeiro sentido.

Tempos depois de convertido, disse ele, Paulo, aos judeus em Jerusalém: “Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois” todos vós no dia de hoje. (At. 22:3). Zelador de Deus sem fazer a vontade Dele. Sem atentar para o que os oráculos do Velho Testamento diziam sobre o Senhor Jesus, Saulo continuava sua vida de fanatismo religioso, imaginando estar servindo a Deus, e tendo mesmo a intenção de fazê-lo. “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. “Quem eis Senhor?”. Sabia tanto da Lei, e dos profetas, e dos Salmos, mas não sabia o essencial. Que aquela voz tinha que ser de alguém com suprema autoridade Saulo reconheceu na hora. Ninguém poderia projetar uma luz com aquela intensidade se não fosse alguém com suprema autoridade, com grandioso poder. O senhorio, a autoridade, o poder Saulo reconheceu: “Senhor!”. Mas a pessoa não: “Quem eis?”. “Quem eis Senhor?”.

Vários anos já haviam transcorrido desde que acontecera a morte do Filho de Deus, o Cordeiro Eterno. Entretanto Saulo, de olhos vendados pelo fanatismo judaico, não fora capaz de ver o obvio. Ou seja, que Jesus era o Cristo, era o Messias. Gente boa Saulo de Tarso. Levava a sério as coisas Sagradas. Quisera aprender, e aprendera tudo sobre o Velho Testamento. Além do que, tomara conhecimento da filosofia dos grandes mestres gregos. Era versado na literatura corrente do Império Romano. E falava várias línguas. Tudo isso ele pregava com o propósito de exaltar o nome de Deus, do Deus de Israel, a quem tributava reverência, louvor e adoração. Estaria tudo bem se Deus se satisfizesse com as intenções dos homens, quando essas intenções fossem sinceras e feitas com amor. Mas intenção não resolve o problema eterno de ninguém. A intenção de pagar uma dívida não a torna liquidada. Um débito não pode ser quitado com boas intenções, com lágrimas, com pensamento positivo e nem com oração e jejum. Para quitar um débito contraído, alguém tem que dispor da importância correspondente àquele débito. Ao credor, não interessa se o devedor atravessa momentos difíceis e vive uma crise. O débito existe, e para liquidá-lo só o pagamento no valor correspondente. Saulo tinha um débito com a justiça divina. Ele, como todos os observadores da Lei cerimonial, já que o aspecto moral da Lei não tinha como ser observado, ele, Saulo, sabia ter contraído tal débito exatamente pela transgressão sistemática de mandamentos da Lei moral. Como religioso, como zeloso defensor dos direitos de Deus no contexto judaico, ele se empenhava em obter algum crédito cumprindo rigorosamente tudo o que preceituava o cerimonial da Lei.


Tempos depois, já como apóstolo. Escreveu ele: “circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei fui fariseu; quanto ao zelo, persegui a igreja; quanto à justiça que há na lei, fui irrepreensível.” (Fp. 3:5,6). Saulo, contudo, enquanto fariseu, com todo o zelo, com todo o respeito, com todo o cuidado pelos preceitos judaicos, dados e mandados pelo próprio Deus, não havia entendido ainda que o caminho da Lei não seria definitivo, pois o caminho da Lei não levava e não leva a lugar nenhum, já que sempre esteve obstruído pela carne que não conseguia cumprir os preceitos morais, e continua sem conseguir porquanto ninguém vive sem pecar. A irrepreensibilidade de Saulo era e foi em relação à parte cerimonial da Lei, jamais quanto as exigências morais e civis. Mas, padecendo de fanatinite aguda pelos valores do judaísmo, o fariseu nada via além de suas obrigações religiosas. E para defender sua fé, para resguardar os valores de sua fé, levantou-se contra o Filho de Deus, o mesmo Deus a quem pretendia servir com fidelidade e prontidão. “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Como poderia alguém perseguir àquele que está assentado a destra do Todo Poderoso nos mais altos céus? Saulo perseguia a remidos, que gritavam aos quatro cantos terem sidos salvos pelo sangue do Senhor. E o Senhor tomou as dores para Si. Aqueles a quem Paulo perseguia haviam reconhecido sua inutilidade, sua nulidade, sua incapacidade moral diante do Altíssimo, de Sua Lei e de Sua Justiça. E tendo ouvido sobre o evangelho da graça, tendo ouvido sobre o dom gratuito da vida eterna, pela fé confiança no sangue de Jesus, haviam-No invocado com Salvador e para Salvador abrindo mão de quantos valores religiosos possuíam, inclusive do judaísmo.


Voltando-se contra os remidos Saulo, sem que o soubesse, voltara-se contra os filhos de Deus, contra o Cordeiro Eterno, contra Aquele diante de quem todo o joelho se dobrará e de quem toda a língua há de confessar com Senhor. Saulo, apesar de todo o drama, teve atenuantes. Ele o fez vivendo na ignorância. Sua pergunta atesta-o: Quem és Senhor? E, além disso, não possuía o Santo Espírito. Tão logo teve conhecimento de quem se tratava, Saulo rendeu-se incondicionalmente à obra e ao nome do Senhor Jesus, transformando-se no maior propagador da mensagem da graça. E recebendo do Santo Espírito as mais sublimes e profundas revelações de quantas o gênero humano foi objeto.


Mas, será que o Senhor Jesus não dirigiria hoje a mesma pergunta que fez a Saulo no caminho de Damasco a muitos que dizem pregar o evangelho misturando-o, no entanto, com regras, preceitos, dogmas, usos e costumes? Com toda certeza Ele o faria. Aliás, as referências do Senhor sobre Laudicéia, o período atual da Igreja, são as piores possíveis. Ele não está nada satisfeito com o que andam dizendo Dele. Falar Nele até que falam. Mas dificilmente chegam a dizer o que o Santo Espírito revelou sobre o poder e sobre a eficácia do Seu precioso sangue.


Existe na realidade uma sistemática perseguição ao valor do Sangue de Jesus. A maioria dos que tinham tudo para proclamarem as virtudes daquele que os remiu, os que de fato O invocaram, vive, essa maioria, pregando um salvador vencido ou que é vencido a cada palmo por cada pecado cometido por quem o invocou. E essa maioria não terá como justificar suas atitudes. Atenuantes, nenhuma. Saulo de Tarso deveria, pelos vastos conhecimentos verotestamentários, ter compreendido que o jovem Galileu, crucificado em Jerusalém, era o Messias, era o Ungido de Deus. Depõe, contudo, a seu favor não serem as informações do Velho Testamento compreensíveis tão facilmente. Embora o fossem para alguém como ele. Entretanto, depois de dadas todas as revelações que cintilam quais jóias preciosas, principalmente nas epístolas paulinas, revelações que enfatizam, que reforçam, que ratificam e que sustentam o imensurável poder do sangue do Senhor Jesus, é incompreensível, totalmente, que remidos, tendo já recebido o Santo Espírito com selo, penhor e batismo, baseiem, fundamentem, estribem seus discursos em textos de antes da cruz, dos ensinos do Senhor para os judeus, das parábolas e do Velho Testamento.


Não existe quem consiga contar quantas vezes Abraão já subiu monte em Moriá para sacrificar Isaac. Nem quantas vezes José, filho de Jacó, já foi jogado na cova por seus irmãos. Naamã, então, já mergulhou nas águas do Jordão muitas centenas de vezes. Isso sem falar de Zaquel e de Bartimeu. Um descendo daquela figueira uma vez atrás da outra e o outro, jogando a capa que teima em voltar para novamente ser jogada. É só o que se ouve ou quase só. O Senhor diz de Laudicéia o que não disse de Igreja nenhuma dos períodos anteriores: que ela é cega (Ap. 3:17). Laudicéia, ainda que assistida pelo Santo Espírito, ainda que possuindo todas as revelações do evangelho da graça, dos escritos de depois da cruz, insiste em não ver as maravilhas quais nenhum gênio humano poderia imaginar pudessem vir a existir. Maravilhas tornadas possíveis só pela morte do Salvador. Qual o tema bíblico que pode, se quer, ser comparados aos grandiosos temas da Graça de Deus? Graça absolutamente inquestionável em seus efeitos, mas não encontrada em ocasião alguma antes da cruz.


Por que investir tempo em Naamã quando se tem a justificação pela fé no sangue de Jesus para ser pregada? Por que falar em José do Egito quando a reconciliação entre o pecador e o Criador já se fez possível pelo perdão total e definitivo para os remidos? Por que contar e recontar as histórias de Zaqueu e de Bartimeu e de outras personagens ao invés de expor os favores da Graça como a imputação, e o perdão, e a regeneração, e a propiciarão, e a expiação em termos eternos, das quais quase não se fala? Ninguém chega ao conhecimento da estrutura do arcabouço do plano salvador ouvindo essas histórias. Verídicas, sim. Interessantes, também. Entretanto, hoje, bem distante daquilo que só o Evangelho da Graça pôde revelar.


Conhecendo os patriarcas e os profetas, foi sabendo tudo e sobre todos do Velho Testamento, que Saulo perseguiu a Igreja, perseguindo os remidos pelo sangue do Senhor. Saulo não servia a nenhum deus pagão. Saulo não confiava em qualquer dos vultos do Olimpo. Conhecia a Mitologia greco-romana com certeza. Zeus, Mercúrio, Júpiter, Minerva e todos os outros seres mitológicos faziam parte de sua cultura. Porém, era dos patriarcas e dos profetas que ele se ocupava. Mas, esteve errado mesmo assim no episódio em pauta. O Filho de Deus já fora crucificado e sacrificado. O Messias de Israel, o Ungido de Deus, já executara a obra salvadora. Agora era necessário dizer, como disse muito tempo depois, o maior poeta da língua portuguesa: “Cesse tudo o que a antiga musa canta, que outro valor mais alto se alevanta”. Diante do sangue de Jesus nada faz mais sentido nem mesmo patriarcas e profetas. O Altíssimo fez saber a todos quando na transfiguração (Mt. 17:1-8), depois de terem desaparecido Elias e Moisés, quer dizer, os profetas e a Lei, e tendo ficado somente Jesus, o Autor e Consumador da fé salvadora (Hb. 12:2), disse: “Este é o meu amado Filho em quem Me comprazo. Escutai-O”. Moisés, fora. Elias, fora. Fora Abraão, Davi, Isaias, Daniel. Todos, fora. Pessoas ilustres. Homens dos quais o mundo não era digno (Hb 11:38). Mas, todavia, porém, homens pecadores. Homens de natureza pecaminosa. Homens que jamais conseguiram alcançar o que pretendiam e o que pretenderam. Homens que nada puderam fazer em favor de pecadores pois que, também o eram.


Não anunciar com toda intrepidez possível os recursos fantásticos do sangue de Jesus, recursos usados pelo Altíssimo para conceder perdão, justificação, imputação, reconciliação, regeneração, adoção, expiação e tudo o mais, é sem tirar nem pôr, perseguir ao Senhor de forma mais incoerente, danosa ainda, que Saulo de Tarso. É pregando sobre José do Egito e Naamã que se ensina por aí ser a salvação gratuita uma mensagem diabólica. “Uma vez salvo, salvo para sempre”, “dom gratuito de Deus”, “vida eterna”, verdade dessa estirpe não poderiam ser encontradas nos idos do Velho Testamento por mais tocantes que pudessem ser as histórias lá contidas, e muitas o são de fato. Mas graça, graça salvadora só depois da cruz. Só já tendo sido derramado o sangue do Salvador. Dizer, como há quem diga, que o sangue de Jesus não é suficiente para a salvação, havendo necessidade de mais alguma coisa, seja lá o que for que essa coisa seja, é arremessar-se qual desvairado contra ninguém menos que o Verbo Eterno feito homem. O homem perfeito, feito salvador, feito o Cordeiro de Deus.


Laudicéia tem agido assim. E tem causado ânsias de vômito no Senhor, levando-O a dizer: “Estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Ap 3:16). “Por que me persegues?” Qual a razão? Razão plausível. Razão que tenha substância. Razão que justifique a ação. Por que me persegues? Por quê? Não estais na Graça? Não saístes das trevas para a luz? Não recebestes a iluminação do Santo Espírito? Não O tendes como selo, penhor e batismo? Por que então me persegues? Já no Tribunal de Cristo, muitos remidos dariam o que não possuíram para poder voltar e consertar tudo o que disseram mal do Senhor Jesus. Todavia já será tarde demais.


Existem remidos que se inflamam hoje e agora contra a idolatria, contra os pecados da carne e contra os religiosos de outros seguimentos: como espíritas que não admitem o Senhor Jesus nem como Senhor nem como Salvador, no que estão (esses remidos) absolutos corretos, contudo esses, que assim se inflamam, investem contra o poder e contra a eficácia do sangue do Salvador de forma injuriosa, ultrajante, revoltante e totalmente irresponsável, perseguindo de forma tenaz a mensagem lúcida, bendita e única do evangelho da Graça: salvo uma vês, salvo para sempre. Obviamente, nenhum deles admitirá estar agindo de tal forma. Saulo também não admitia, ou não admitiu. Mesmo quando lhe pregaram diferentemente de seus conceitos, judaicos ortodoxos, como no caso de Estevão, a quem consentiu que fosse morto (pois teve os vestidos de que jogaram pedras aos seus pés), como membro do Sinédrio (At 7:58,59), Saulo manteve-se irredutível. Saulo tinha absoluta certeza de estar correto em seu parecer e em suas atitudes. Mas não estava. Era um perseguidor de Jesus. De Sua mensagem, de Seu evangelho. A mesmíssima coisa anda acontecendo, e já faz tempo, com muitos que falam de Jesus, porém usando seus próprios critérios, seus próprios arrazoados, seus próprios argumentos. Agora, pergunte alguém a Deus se Ele permitiu a morte de Seu amado Filho, depois de ter o Senhor cumprido todas as exigências da Lei, para, fosse lá quem fosse, estabelecer normas e regras a fim de que pudesse acontecer a remissão eterna de quantos invocasse o seu maravilhoso Nome. Pergunte alguém a Deus o que exige a Sua justiça do pecador além da invocação do nome poderoso do Senhor Jesus para remissão total e eterna. Pergunte alguém a Deus quanto custará o ter se manobrado a bendita Palavra e tê-la feita dizer o que jamais passou pela Eterna e Soberana mente. Pergunte alguém a Deus.


Quanta perseguição o Senhor tem sofrido, por quantos que Ele remiu com Seu sacrifício e com Suas dores. E quase ninguém desses tantos se quer consegue ouvir a voz do Senhor em um quase lamento: Por que me persegues não dizendo o tempo todo confiar totalmente no poder e na eficácia do Meu sangue, que te propiciou o dom gratuito da vida eterna? Por que me persegues pregando essa mensagem fraca, falha e dependente onde aparece mais falsas virtudes humanas que o peso da Minha obra na cruz? Por que me persegues fazendo o mundo acreditar que tudo o que eu consegui foi produzir curas, prosperidade e promessas vagas e vãs de uma salvação que só chegaria depois da morte e assim mesmo para os fiéis, obedientes, justos e bons?


VOCÊ TEM ALGUMA RAZÃO CONSISTENTE PARA DIZER DE JESUS O QUE O NOVO TESTAMENTO DELE NÃO DIZ? SE NÃO TEM, ENTÃO, INVOQUE O NOME DO SENHOR COMO SEU SALVADOR E PARA SEU SALVADOR AGORA. DEMORAR NÃO FAZ SENTIDO. TEMPO VOCÊ PODE NÃO TER MAIS QUE ESSE AGORA. SÓ O AGORA É SEU. SÓ O AGORA É NOSSO. O DEPOIS, MUITAS VEZES, NUNCA CHEGA.


Aos remidos, graça e paz!


Pastor, o senhor não deveria ter ido à rádio às vésperas do ano 2000. Aquela era uma época turbulenta onde a aprendizagem acontece com facilidade. Todos esperavam que o mundo acabasse. Mas o senhor foi. Tudo bem. Só que não deveria ter dito o que disse. Ninguém pode brincar com as coisas sérias da vida. E dizer que o mundo iria acabar no ano 2000 era e sempre foi brincadeira. Coisa para quem anda sendo levado pelo vento. Mas ainda bem que lá no rádio o senhor não afirmou essa tolice. Fiquei aliviado. Aliviado porque eu espera tudo do senhor. E tudo que eu esperava, eu ouvi. Menos uma coisa. Nunca esperei que o senhor dissesse ao povão que o mundo, um dia, iria acabar. Não exatamente no ano 2000, é claro. Mas um dia, que não sabemos quando, o mundo iria ter fim. E no pior das contas, o senhor se baseou no texto sagrado. Claro, o senhor na qualidade de pastor não era de se esperar um arrazoado baseado nas teorias da termodinâmica e nem nas analogias com a lei da entropia. Se assim fosse, o senhor teria mais poder de me convencer e talvez corroborasse a fé de muitos religiosos. Mas o senhor se baseou no registro de Mt. 24:3.

Pastor, permita-me. Minha intenção não é ensinar ao senhor. Quem sou eu! Mas a força da lógica me obriga a dizer o que vou dizer: lá em Mt. 24:3 realmente fala-se em fim de mundo. Mas não se está falando do fim do planeta. Todos nós sabemos, pastor, e todo o povão sabe também, que Deus criou todas as coisas existentes de forma perfeita. E aquilo que é perfeito está pronto, está acabado. Não precisa de reparos na sua forma nem se pode destruir. A questão ali envolvida no diálogo do Senhor com os seus discípulos era e é de cunho escatológico. A conotação ali é do fim do governo do homem sobre a Terra. Quando o Senhor vier, as potências dos céus serão abaladas, e todo olho verá o Filho do homem vindo sobre as nuvens com poder e grande glória. A justiça eterna será implantada, os pecados terão fim, a visão e a profecia serão seladas, a transgressão não existirá mais e a iniqüidade será aniquilada (Dn. 9:24). Coisas que ainda não aconteceram.

O senhor deveria até ter brincado com as coisas sérias também. É na brincadeira que se encontra a eficácia da aprendizagem. Mas o senhor deveria saber, como homem grande, que todo capítulo 24 do evangelho de Mateus refere-se à última semana profética revelada através do profeta Daniel (Dn. 9:24) para o povo de Israel. O senhor sabe que tem muita gente que acredita que as setenta semanas dadas para o povo de Israel já foram cumpridas na sua totalidade. Mas isso é poeira. Coisa de gente que não cresceu. Pastor, o ano 200 passou e nada aconteceu. O que o povo dizia sobre esse ano era tudo fantasia. E as fantasias continuam sendo construídas pelo povo. Com toda sinceridade e humildade, um abraço e graça e paz da parte do Deus Eterno.