1. Livres do medo!
Já resgatados!
Cristo morreu por nossos pecados!
Na sua cruz o pacto se fez,
Fomos remidos de uma vez.

     Sim, de uma vez!
     Amigo, acredita,
     No Salvador tens sorte bendita!
     Cristo, na cruz, a Lei satisfez
     E redimiu-nos de uma vez!

2. Ao malfeitor, que a pena merece,
Vida, perdão e paz oferece.
Vem a Jesus com santa avidez
Pois te recebe de uma vez!

3. Graça real! Não há mais castigo!
Não mais temor, nem sombra ou perigo!
Vestes reais, não triste nudez,
Cristo enriquece de uma vez!

4. "Filhos de Deus" - Oh! Gozo inaudito! "
Deus nos amou em grau infinito.
Nesta clemência não há dobrez,"
Há segurança de uma vez!

                               SH 181


Há na língua grega duas palavras parecidas que são traduzidas para o Português com a mesma significação: resgatar. São elas: agorázō e exagorazó. As duas eram empregadas no grego comum, principalmente no mercado de escravos, com significados diferentes. Se alguém comprava um escravo pensando em vendê-lo por um preço maior e auferir lucros, era usado o termo agorázō para significar que qualquer pessoa poderia ser dono daquele escravo, porque ele continuava à venda. Porém, se quem comprasse e quisesse conservar para si o escravo comprado, usava o termo exagorazó, e todos saberiam que o escravo comprado não estava mais à venda, porque foi retirado do mercado. 

Foi exatamente esta palavra, exagorazó, usada no texto de Gálatas 3:13. E ainda mais, que pelo sangue do Senhor derramado na cruz, Jesus resgatou, os que Nele creem, da maldição da Lei de tal forma que a Lei não poderá tocar, se quer, em qualquer dos remidos. Nem a Lei do Sinai, nem a Lei do deserto, nem as leis eclesiásticas, lei nenhuma! O salvo era, como todo homem e mulher, escravo do pecado, escravo do inimigo, escravo da lei. Mas por ter confiado no Senhor Jesus, o homem foi resgatado, exagorazó, comprado e retirado do mercado, não estando mais à venda. 

A Tulipa é uma linda flor, mas uma péssima teologia!



No final do sermão profético, o Senhor Jesus afirmou que será dito aos que estiverem a sua esquerda, quando do juízo das nações, o seguinte: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” Mateus 24:41. Ora, se em sua economia, se em sua soberania tivesse o Todo Poderoso desprezado homens enquanto predestinava homens, então para os homens desprezados, para os que não foram escolhidos para a salvação, estaria preparado o lugar de tormento, já que não lhe seria dado o direito de irem para o lugar de alegria e paz. Jesus teria, neste caso, se equivocado. E certo estariam todos os seguidores dos 5 pontos calvinistas. Para os que acreditam na “coisa”, a afirmação correta deveria ser: “Apartai-vos de mim malditos para o fogo eterno preparados para vós que não fostes escolhidos, para o diabo e seus anjos”. Mas como Jesus jamais se equivocou, equivocados estão os que pregam e ensinam a tirania absurda de uma escolha a dedo dos que serão salvos eternamente.

Jesus afirmou que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende, Lucas 15:10. Por que os anjos se alegrariam por alguém já predestinado? Haveria algum motivo para tanta alegria? E não foi o pecador que se arrependeu? Onde está a predestinação fatalista?

Se Cristo morreu somente pelos pecados de alguns, ou melhor, se Cristo morreu somente pelos pecados dos “eleitos”, tem-se que admitir um dos cinco pontos calvinista, o de que Jesus morreu na cruz para salvar os eleitos do Pai. Se esta afirmativa não fosse tão contra a verdade de Deus não mereceria comentários porque tal afirmação não resiste a um pingo de luz. Por exemplo, sem muitas palavras, o que é que diz o texto sagrado? “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” 1 Timóteo 1:15. Se Cristo tivesse morrido somente pelos pecados dos “eleitos” estaria escrito diferente porque o Santo Espírito teria cuidado na afirmação: “Cristo veio ao mundo, para salvar os eleitos” ou “Cristo veio ao mundo, para salvar os escolhidos”, ou mais ainda, “Cristo veio ao mundo, para salvar os salvos”. Mas, pelo contrário, está escrito que “Cristo veio ao mundo, para salvar os pecadores”.

E o que tem de manobrista, contorcionistas, na tentativa de explicar que “pecadores” no texto de 1 Timóteo 1:15 não se refere a pecadores de fato não cabe nem no Google. E o que dizer da conciliação da palavra “mundo” com a palavra “pecadores” do texto? Os defensores da expiação limitada ficam todo arrepiado, e fazem até uma pergunta que mais parece uma fórmula mágica para tentar calar a boca dos desavisados: “Se Cristo morreu por todos, por que não salva a todos sem distinção?”. Cristo morreu por todos de fato, mas nem todos O tem de direito. Mas por que não O tem? Responsabilidade humana ou responsabilidade de Deus? E Deus não “amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”? João 3:16. Pois é! Quanta coisa mal esclarecida por aqueles que limitam a mais não poder o plano da salvação. Quem afirmou tal coisa, pra lá de esquisito, a exemplo de John Owen, ou anda dizendo amém a uma “expiação limitada” terá que ter bons argumentos diante daquele que não se deixa escarnecer!


Aos remidos, graça e paz!     

Sabe-se que, desde o início do ministério, o talento de Charles Spurgeon para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. E sua excelência na pregação nas Escrituras Bíblicas lhe deram o título de O Príncipe dos Pregadores e O Último dos Puritanos. Mas quando ficamos diante de afirmações como “Cristo comprou para si próprio alguns dentre cada reino, nação e língua sob o céu! Ele redimiu dentre os homens alguns de cada classe – do maior ao menor; alguns de cada cor – brancos ou negros; alguns de cada posição na sociedade – o melhor e o pior. Para homens de todos os tipos Cristo Jesus se deu como resgate, a fim de que fossem redimidos para Ele mesmo.(CharlesSpurgeon) queremos saber se Spurgeon considerou somente o mundo particular dele próprio ou se considerou as nações de toda Terra. 

Se a última opção for a considerada pelo “Último dos Puritanos” tem-se a impressão de uma visão eurocêntrica: a de que os habitantes das Américas antes do século XVI não tinham alma. Será que Cristo só comprou para si próprio alguns dentre os Incas, Maias e Astecas somente depois que os europeus invadiram e massacraram com os povos da América, e isso somente a partir do século XVI? E o que dizer dos índios daqui do Brasil? Alguém tem notícia de alguém “escolhido” por Deus antes do século XV nas terras daqui das Américas?

Na peça A vida de Galileu, Brecht faz o físico convidar os filósofos a sua casa, para verem as luas de Júpiter com sua luneta. Mas, em vez de correrem logo para o sótão a fim de verem a maravilha, os filósofos propuseram uma discussão “filosófica” sobre a necessidade das luas... Quando Galileu lhes perguntou se não creem em seus olhos, um responde que acredita, e muito, tanto que releu Aristóteles e viu que em nenhum momento ele fala de luas de Júpiter.

Spurgeon se comportou assim: recusou ou não quis enxergar a realidade. Não olhou a vida pelas lentes da verdade. Se Cristo comprou “alguns” dentre cada reino, nação e língua sob o céu, teria que ter comprado necessariamente alguns Incas, Maias, Astecas e indígenas. E por que não o fez? Pensando assim, por que o Senhor “comprou” mais europeus que africanos? Por que comprou mais americanos pós século XVI do que asiáticos etc.? Como se pode ver, entre o que Spurgeon afirmou e a realidade existe um abismo muito grande!

Aos remidos, graça e paz! 


Uma das mais recentes “pérolas” encontradas no Blog CincoSolas foi a seguinte pergunta: “Criança tem pecado? E se morrer na infância?”. Para conquistar o público leitor, o autor da matéria lançou duas alternativas:

1. Todas as crianças que morrem na infância são eleitas, e por isso salvas extraordinariamente por Deus; 

2. Somente parte das crianças que morrem na infância são eleitas e 

a) podemos ter certeza com relação aos filhos de pais crentes; ou 

b) não podemos ter certeza com relação a nenhuma delas especificamente. 

Todo calvinista é assim: vive no mundo da incerteza. São muitas as ginásticas elaboradas para tentar resolver um problema, quando esse problema contraria as doutrinas de Agostinho e de Calvino, claro! Dizer que uma criança não é inocente diante de Deus é de uma heresia sem medidas! Dizer que uma criança merece o inferno, isso é um tremendo esforço para ser contra o evangelho! O Todo Poderoso não haveria de compartilhar com esse pensamento beirando ao macabro.
E por não terem segurança, os calvinistas vivem assim, cheios de hipóteses, de alternativas como escolhas, no mundo do vago, do "mistério de Deus". Onde está dito que o inferno está cheio de crianças? Somente nos oráculos dos calvinistas! Se as Escrituras dizem que "todos pecaram", pecaram somente os que pecaram, e só pode pecar quem é responsável perante o mandamento "...porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás." Romanos 7:7.
O autor da postagem, por não aguentar mais se esticar nos seus arrazoados, optou por dizer que todas as crianças são salvas quando morrem, perfeito, embora a esquisitice venha depois "por serem salvas por Deus extraordinariamente". Salvas do quê? E estavam perdidas? Como? Quando? Nasceram assim? Culpa de quem? Misericórdia! As crianças são "réus do fogo do inferno"? Um réu que não sabe o que praticou? Qual o crime? Não dá para acreditar nessa maluquice, dá?
Agora eu tenho uma perguntinha muito pessoal, para todos os calvinistas de plantão: Se o autor da postagem optou pela alternativa 1 "Todas as crianças que morrem na infância são eleitas, e por isso salvas extraordinariamente por Deus", e já que elas são "pecadoras" e "merecedoras do inferno", por que o Todo Poderoso não fez assim também com os adultos? Ele teria elegido a todos (já que Ele ama a todos) e salvado a todos extraordinariamente, pronto! Por que não o fez? 

Aos remidos, graça e paz!

A fé reformada, mais precisamente aqueles calvinistas incondicionais, afirma que os definitivamente perdidos não podem ser alcançados pela salvação porque esta só foi assegurada aos “eleitos”. Daí surge a pergunta: Cristo morreu e ofereceu-se a Si mesmo como sacrifício a Deus para tornar a salvação de todos os homens possível, ou Ele ofereceu-Se como sacrifício para assegurar infalivelmente a salvação de Seu povo?

Bem, teríamos duas perguntas básicas a fazer, e sendo assim, mostrar que este ponto da fé reformada não está resolvido: quais foram os critérios que o Eterno se utilizou para eleger os eleitos? E: conforme as Sagradas Letras, quem é o povo de Deus? Se for demonstrado evidências para essa duas questões as coisas certamente serão resolvidas.

“Quais foram os critérios que o Eterno se utilizou para eleger os eleitos?” Dúvidas que não querem calar: Sendo Deus infinitamente amor, por que não elegeu a todos indistintamente para a salvação? Teria prazer o Todo Poderoso dar a chance de salvação para somente alguns deixando a maioria em tormento? O sacrifício do Senhor na cruz não foi suficiente eficaz para salvar todo e qualquer um que o invocasse? A Bíblia fala de um “Deus” assim? Qual a culpa que o homem teria se lhe fosse negada a possibilidade dele invocar o nome do Senhor para a salvação, já que ele está impossibilitado por não ser um eleito? E o que dizer do “Ide” do senhor Jesus? Estaria o Senhor prometendo uma coisa a todos quando na verdade esta coisa estaria reservada a poucos? Cristo torna infalível a salvação de poucos determinados ou torna infalível a salvação de qualquer um que o invoque? O mundo conheceu um salvador ou o Senhor não é salvador, mas somente de alguns? Etc, etc, etc...

“Quem é o povo de Deus?” Todo estudante da Bíblia sincero e que é temente a Deus sabe de pronto que o povo de Deus é Israel: “E Eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso Deus; e saberei que eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios” Êxodo 6:7. Mas, vamos que vamos: Se todos os salvos são povo de Deus, eles se tornaram povo de Deus antes de serem salvos ou somente depois de serem salvos? Só!


Como se pode perceber, o calvinismo prega uma coisa tão esquisita que é de arrepiar as suas afirmações!

Aos remidos, graça e paz! 

Por que grande parte dos cientistas não acredita nas palavras da religião? É porque se acreditassem, seriam religiosos e não homens da ciência. Esses homens da ciência pensam que aqueles que não passaram pela educação científica, os homens comuns, são como sonâmbulos: caminham envolvidos por uma nuvem de ilusões e equívocos que não os deixam ver a verdade. Míopes. Cegos. Veem as coisas de cabeça para baixo. E por incapacidade cognitiva mesmo. E essa é a razão pela qual os cientistas ouvem as palavras da religião com um sorriso condescendente (não só eles, mas todos que acreditam serem modernos demais).

Tudo se passa, no jogo da ciência, como se Deus não existisse... Se é daí que partem os cientistas, como poderiam eles acreditar naqueles que passam o tempo todo agarrados a um Livro Sagrado e possuem a ingenuidades de orar? Muitos considerados sábios demais para darem ouvidos aos que pautam suas vidas nas coisas sagradas agem como no famoso julgamento em que o juiz gritava: “A sentença primeiro, o julgamento depois”. Enlouqueceram tal qual o magistrado doido que queria ser mais real que o rei.


Mas a ciência tem suas insônias, seus buracos, seus sofrimentos sem fim. Pode ser que a ciência não acredite em deuses, mas que bom se eles existissem! Isso tranquilizaria o coração da ciência, dos moderninhos. Porque toda ciência, e todo moderninho de plantão, envelhece, decai, some. Em nome da técnica, do conhecimento empírico, das universidades, do meio acadêmico, despreza-se um conhecimento tão distante, tão diferente da sabedoria científica. O que seria para um “iluminado” do século XXI ouvir: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”? Seria loucura, seria placebo! 

Aos remidos, graça e paz!

Haverá um tempo em que o cordeiro se deitará junto com
o lobo. Metáfora de um Governo Absoluto. 
Se o Senhor Deus, o Grande Eu Sou, exercesse seu domínio com soberania absoluta nesta velha Terra, os pecados (de toda espécie) já teriam tido fim; a iniquidade estaria expiada e a justiça eterna estaria implantada, Dn. 9:24. O lobo estaria habitando com o cordeiro; e o leopardo se deitando junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andando juntos, e um pequeno os guiando. A vaca e a ursa pastando juntas e o leão comendo palha como o boi, Is. 11. Mas, onde isto está acontecendo agora? Só no reino da fantasia, e olhe lá! Ora, quem diz que isto já aconteceu ou está acontecendo está delirando, no mínimo. Claro que isto é futuro! 

Contrariando tudo quanto é religioso, somos informados de que todas as coisas ainda não estão sujeitas ao Todo Poderoso. Pelo contrário, existem principados, potestades e poder que, por enquanto, não estão sujeitos ao Eterno Deus, I Co. 15: 24-28. Isto só vai acontecer no fim. E o fim já aconteceu? Somente na cabeça dos que querem ser mais real que o rei!

Que fique claro aqui, porque sabemos disto, que o Deus Eterno, Criador e Todo Poderoso, sempre agiu com soberania absoluta sobre os filhos de Israel para preservar o cumprimento da promessa em relação ao Messias! Todavia, com a corrupção campeando, com homicídios e tanta roubalheira, a fome e miséria, desigualdade e prostituição, este mundo cão, dizer que o Brasil é do Senhor Jesus ou que este mundo é controlado pelo Altíssimo, neste contexto de miséria, somente para os presunçosos, jactanciosos, amantes mais de seu movimento religioso do que da verdade.

Deus há de agir, e todos hão de se curvar perante Ele!  Até mesmo os sábios, os autossuficientes, aqueles que consideraram a Palavra do Eterno como placebo! Os “santos”, os religiosos de carteirinha, impérios religiosos, todos estes hão de se submeter à soberania absoluta do Grande Deus! Por enquanto, a miséria casa e batiza neste mundo vil! Por enquanto!

Aos remidos, graça e paz!


“Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito a ela: o maior servirá o menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú.” Romanos 9: 11-13.

Os pregadores da coisa esquisita, a Predestinação Fatalista, agarram-se à declaração feita pelo Senhor Deus “Amei a Jacó, e odiei a Esaú” para provar o improvável: a escolha de certas pessoas em particular dentre a massa comum de pecadores para sua própria possessão. Se alguém se atrever a perguntar quais foram os critérios utilizados por Deus para tal escolha, ouve-se um tremendo: é mistério, coisa que o vaso não deve perguntar ao oleiro. E se alguém duvidar desse delírio de Agostinho e seus seguidores, pondo a responsabilidade de invocar o nome do Senhor Jesus sobre o pecador, como está revelado nas Sagradas Escrituras, dizem os calvinistas de plantão que a soberania de Deus é tirada, como se isso fosse possível. É como se os pensadores do século XV e XVI tivessem a palavra final sobre as revelações de Deus para os homens. Ainda bem que Deus não nos entregou a essa babel de confusões!

“Amei mais a Jacó do que a Esaú”. Como o Deus da Bíblia poderia odiar uma criatura que nem mesmo se quer havia nascido? E como entrariam em coerência tais palavras com o que está escrito em Deuteronômio 32: 3 e 4: “Porque apregoarei o nome do SENHOR; engrandecei a nosso Deus. Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é”. Justo e reto? Abandonando e odiando um feto, um recém-nascido? Impossível isto!

E qual o significado então de ter ele aborrecido a Esaú? É simples! Deus prometera a Abraão que sua descendência seria abençoada e através dela seriam abençoadas todas as famílias da Terra. E o Senhor anteviu, porque Ele é Deus, Ele anteviu em Esaú um indivíduo de personalidade frágil, de caráter dúbio, vacilante, imprestável para ser o pai da nação que daria ao mundo o Salvador, o Messias. Deus optou por Jacó, cujo significado é Trapaceador. E a Bíblia não esconde as mazelas de Jacó enganando o próprio irmão, Gn. 27: 6-36, e enganando a Labão, seu sogro, Gn. 30: 37-46. Mas tratava-se de alguém de caráter forte e destemido e não profanava aquilo que era santo, como o direito de ser o primogênito, como fez Esaú, Gn. 25: 29-34 e Hb 12: 16 e 17. Além do que, a escolha de Jacó em detrimento com Esaú, não tem nada haver com a eternidade, com predestinação. Jacó foi escolhido para uma missão na Terra. E isto Deus fez porque tratava com o seu povo, Israel. Não está dito em lugar nenhum da Bíblia que Esaú foi abandonado à própria sorte nas questões da eternidade.

Como se vê, os pregadores daquilo que não existe terão que ter panos pras mangas para se explicar diante dos olhos severos do Senhor!


Aos remidos, graça e paz!   


“Disseram-me que Deus me ama, e ainda assim a escuridão, o frio e o vazio são tão grandes que nada toca minha alma. Terei eu errado ao me entregar cegamente ao chamado do Sagrado Coração?”


Quem ler a declaração acima jamais imaginaria que foi dita por alguém que cruzou o século XX como a representação perfeita da boa cristã. Alguém com uma dúvida tão grande ao ponto de nada tocar-lhe a alma não pode ser alguém que se diz cristão. Ser cristão não é aquele que se diz pertencer a Cristo? E como pode alguém pertencer a Cristo e viver às cegas? O mais contraditório nisso, contraditório não, paradoxal, é que as palavras em destaque foram pronunciadas por alguém que teve sessenta anos ininterruptos de sua vida dedicados aos miseráveis, doentes e abandonados, ao que lhe rendeu o título de “santa das sarjetas”, bem como um prêmio Nobel da Paz em 1979. Tanto esforço, tantas obras, tanto altruísmo, e Madre Tereza de Calcutá morreu sem ter certeza de que Deus a amava. Não só isso, mas partiu para a eternidade adentro na escuridão, no frio e no vazio. Isso é o que dá quando a fé é sinônimo de obras, religiosidade e seus desdobramentos. Neste caso, no fim das contas, descobre-se que todas as obras de justiça praticadas por alguém não passavam de trapos de imundície.

Pobre Madre Tereza de Calcutá. No íntimo, a religiosa, que dizia enxergar a iluminação divina em todos os lugares, lutava para acreditar no que pregava. Pregava que Deus amava a todos, mas duvidava do amor de Deus. Pregava a luz, mas não foi capaz de enxergar o que a esperava depois da morte. Pregava a verdade, mas sempre andou no caminho da dúvida e da incerteza. Tudo isto não teríamos conhecimento se não fosse revelado no livro Mother Teresa: Come Be My Light (Madre Teresa: Venha Ser Minha Luz), lançado nos Estados Unidos. Revelações feitas também pela Revista Veja de 5 de setembro de 2007, página 86. Quem insiste em agradar a Deus com suas obras, acabará com os burros n’água. Simples: se fosse possível a paz com Deus por intermédio de obras praticadas em nome de uma religião, ou seja lá em nome de quem for, o próprio Deus, do alto de sua sabedoria, teria poupado Seu próprio Filho da morte. Se fosse possível, mesmo de longe, a salvação pela guarda do sábado ou do domingo, pela obediência ou perseverança, pela caridade ou altruísmo, por seguir os passos de Jesus ou por andar no “caminho estreito”, tudo isto não faria sentido a morte e ressurreição do Senhor Jesus.

Quem se agarra ao sábado, pai nosso, perseverança, acabam como Madre Tereza de Calcutá: na escuridão e incerteza profundas. Mas como coisa própria de religioso é querer merecer, os tais andam sempre na contra mão e agarrados a sua teimosia. Não querem abrir mão daquilo que possuem: seus credos e suas próprias verdades. Acham que a tradição de seus pais ou até mesmo aquilo que aprenderam com seus líderes religiosos satisfazem suas vidas e dão conta da realidade. Enquanto o apóstolo Paulo afirma, inspirado pelo Santo Espírito do Eterno que: “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8,9, muitos teimam não abrir mão do seu ego e criar lá seu jeitinho de tampar o vazio da sua alma. Se Madre Tereza de Calcutá tivesse aberto mão de sua religiosidade e se tivesse apelado para o Senhor Jesus não viveria em contradição entre o que pregava e seu mundo interior nem tão pouco teria partido com um vazio do tamanho de sua alma!

Aos remidos, graça e paz!


Imaginemos: uma mercadoria partindo da cidade do Recife para ser entregue em São Paulo, capital. O transporte responsável pelo trajeto tem uma rota definida pela logística. Ao sair da rota, indo por destino diferente, Brasília por exemplo, diz-se que houve um desvio de percurso ou que simplesmente que o transporte se desviou. Sob essa ótica, desviar-se é sair do caminho determinado. Ao desviar-se, pode-se dizer que o transporte que saiu de sua rota perdeu-se, seja essa perdição provocada ou não. E muitas vezes, ou sempre, a fuga do destino acarreta em consequências graves.

Sobretudo, tem-se que ter em mente que, se houver desvio no percurso, houve falhas no processo. Sejam essas falhas por parte de que planeja, seja por parte de quem executa. O que se deduz que o processo é passível de falhas, possui brechas, sendo um processo pífio, carente de reparos e por isso desacreditado. Por incrível que pareça, há quem transfira essa fragilidade toda para o plano salvador. Funciona assim: Deus (logo quem, Deus o Grande Eu Sou), pois bem, Deus arquitetou um plano desde a eternidade, plano este que possibilitou ao homem a vida eterna e tudo isto de graça, sem participação humana nenhuma, somente por um ato de fé cofiança naquilo que já foi consumado pelo Salvador. Agora, estando de posse da vida eterna (que tamanho tem a vida eterna?), o miserável do pecador teria que trabalhar, ser fiel, obedecer, carregar a cruz, andar pelo caminho apertado, ou seja lá que nome queiram dar, para assim não se desviar e ter que perder a vida eterna (que neste caso não seria eterna).

Os que admitem a possibilidade absurda (absurda no sentido mesmo da palavra) de alguém se desviar do Senhor e assim perder a salvação admitem também, por força da lógica, que a salvação é um processo e não um ato de fé confiança no sangue do Senhor e que houve falhas no plano da salvação, arquitetado pelo próprio Deus. O homem que nasceu de novo pela invocação do nome do Senhor, única e exclusivamente, teria que desnascer para poder voltar ao estado de perdido. Tal anomalia não existe nem no reino da fantasia. Acredita-se que a doutrina do “desvio” nasceu da incredulidade dos religiosos. E como coisa própria de incrédulo é querer merecer, todos que pregam a possibilidade de um salvo vir a perder-se pelo desvio acreditam na salvação pelas obras. Se a salvação é um processo a ser conquistado pela “perseverança” do candidato a salvo, já não é pela graça. Mas como pouca desgraça é bobagem, os que pregam o “desvio” geralmente não dão o braço a torcer para não veem suas vaidades escancaradas e dizem que não, a salvação é pela graça mesmo. Mas quando são colocados a prova, negam a eficácia do sangue do Senhor sobrepondo suas obras.

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” I Timóteo 4:1.

O texto acima diz tudo o que os pregadores da salvação “hoje sim amanhã não” não querem ouvir. O texto diz que nos últimos dias, e se agora não forem os últimos dias não será nunca, alguns apostatariam da fé, mas não da fé salvadora. Isso não cabe nem na cabeça e um alfinete. O texto de I Timóteo 4:1 afirma que alguns se desviariam da fé conjunto de doutrinas. Desviar-se do arcabouço doutrinário não é desviar-se da salvação. E estão desviados da fé conjunto de doutrinas, isto sim, todo aquele que prega e ensina a “doutrina” do desvio. E no desespero de manter suas ovelhas sempre dóceis, os pregadores do “desvio” citam textos da lei, dos salmos, das parábolas e textos escatológicos, todos os textos na sua maioria direcionados exclusivamente aos filhos de Israel. Os pregadores dessa coisa, a “doutrina do desvio", é que estão desviados pelo ensino à margem da Palavra de Deus. Se salvos, hão de passar sérios vexames perante os olhos do Senhor. Quem não deve, não teme!

Aos remidos, graça e paz!


Quem quer que maneje a Palavra do Altíssimo, tem que saber que os termos REINO DOS CÉUS e REINO DE DEUS apontam para situações diferentes. Este é um conhecimento primário, necessário, e todo aquele que ama a verdade deve dominar. Do contrário, trocará os pés pelas mãos. Foi o que aconteceu com o nobre Leandro Quadros. No afã de acertar a mira, errou do primeiro ao quinto.

No programa Na Mira da Verdade, exibido no dia 23/03/2012, Leandro Quadros foi questionado sobre Mateus capítulo 5 e versículo 19 e acabou por afirmar que, “os que são considerados menores no Reino dos céus, são assim considerados pelos que estão no céu”. E que, no versículo 20 do capítulo 5 de Mateus o Senhor teria afirmado que, “para entrar no céu, é necessário mais que a legalidade dos fariseus” (Veja o Vídeo clicando aqui!). É aquela velha história, se está na Bíblia está na Bíblia e cabe em qualquer lugar. Agora, pergunte se é possível montar uma bicicleta com um pneu de trator... Não dá! O que o Senhor ensinava lá, para os judeus, preceituado pela lei de Moisés porque antes da cruz, não cabe aqui depois do Senhor ter ido à cruz, derramado sua vida e de ter o Pai homologado o sacrifício de Seu filho ressuscitando-O dos mortos.

Pedimos ao leitor a devida atenção para os seguintes detalhes:

O primeiro evangelho a ser proclamado foi o Evangelho do Reino. Inicialmente por João Batista: “E, NAQUELES dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo: arrependei-vos, porque é chegado o REINO DOS CÉUS.” Mateus 3:1 e 2. E depois por Jesus e seus discípulos: “E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o EVANGELHO DO REINO, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” Mateus 4:23. “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o EVANGELHO DO REINO, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” Mateus 9:35. “Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E, indo, pregai, dizendo: É chegado o REINO DOS CÉUS.” Mateus 10:5-7.

Para distinguir melhor entre Reino dos Céus e Reino de Deus, o leitor deve fazer o seguinte confronto:

Mateus 5:3: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o REINO DOS CÉUS”.

Lucas 6:20: “E, levantando ele os olhos para seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o REINO DE DEUS.”

Mateus 19:14: “Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o REINO DOS CÉUS.”

Marcos 10:14: “Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o REINO DE DEUS”.

Lucas 18:16: “Mas Jesus, chamando-os para si, disse: Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o REINO DE DEUS.”

Na verdade, existe uma aparente dificuldade em diferençar as expressões Reino dos Céus e Reino de Deus. Mas só através dos confrontos analíticos entre Mateus, Marcos e Lucas é que as aparentes dificuldades serão dissipadas.

É no evangelho de Lucas que vemos os subsídios que vão esclarecer a definição das duas expressões e demonstra que, a despeito de grafar sempre REINO DE DEUS, Lucas tinha em mente situações diferente. Perceba: “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o REINO DE DEUS, respondeu-lhes, e disse: o REINO DE DEUS não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o REINO DE DEUS está entre vós.” Lucas 17:20 e 21. Ora, se o REINO DE DEUS não vem com aparência exterior, então a revelação do Filho do Homem com poder e grande glória não é e não significa REINO DE DEUS: “E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o REINO DE DEUS está perto.” Lucas 21:25-27, 31. Justamente aqui, Lucas grafou REINO DE DEUS, mas tinha em mente o REINO DOS CÉUS. Perceba o leitor que, segundo o texto grafado por Lucas 17: 20 e 21, o REINO DE DEUS é totalmente subjetivo, quer dizer, está instalado dentro de cada remido. Já o REINO DOS CÉUS virá com aparência exterior, que será antecedido de vários sinais como os descritos em Lucas 21:25-27.

Ora, quando o Senhor Jesus anunciava o Evangelho do Reino dos Céus (especificamente Evangelho do Reino) tinha em mente a restauração do reino de Israel com a implantação do governo do Senhor sobre a Terra durante o qual o lobo com o cordeiro morarão juntos, o leopardo com o cabrito se deitará, um menino pequeno guiará tanto a ovelha quanto o bezerro e o filho de leão, Isaías 11:6-9. E não foi para isto que o Senhor Jesus nasceu? Assim consta: “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e REINARÁ ETERNAMENTE E O SEU REINO NÃO TERÁ FIM” Lucas 1:31-33. Foi justamente o estabelecimento deste reino anunciado primeiro por João Batista, depois por Jesus e em seguida pelos seus discípulos que o termo REINO DOS CÉUS apontava.

Como só pode haver testamento com a morte do testador, Hebreus 9:16 e 17, o Senhor Jesus não podia anunciar um Novo Testamento enquanto viva, sendo Ele próprio o testador da Nova Aliança, a tônica da mensagem do Evangelho do REINO era a lei de Moisés com todos os seus rigores. Para se entrar no Reino era exigido nada mais nada menos que justiça própria: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no REINO DOS CÉUS”, Mateus 5:20. Para participar do REINO DOS CÉUS, teoria sem prática era a mesma coisa que água de ralo abaixo: “Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no REINO DOS CÉUS”, Mateus 5:19. “Um destes mandamentos”! A que mandamentos o Senhor se referia? Aos mandamentos dados por Deus aos filhos de Israel por intermédio de Moisés. Não havia nada como: “Pela graça sois salvos”, Efésios 2:8 ou “Mas, àquele que não pratica, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”, Romanos 4:5.

O REINO DOS CÉUS não deve ser confundido com o REINO DE DEUS nem confundido com o CÉU. Nem o EVANGELHO DO REINO ser confundido com o EVANGELHO DA GRAÇA. Teimar nisso é desconsiderar conhecimentos primários da Palavra de Deus e considerar mais sua vaidade, sua “teologia”, seu movimento religioso do que a própria verdade de Deus. Pelo que se vê, Leandro Quadros errou e a mira passou longe da verdade.

Aos remidos, graça e paz!